Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

SER PROFESSOR

Anda por aí muita gente que não sabe o que é ser professor. Pelo modo como os professores são tratados, há quem desconfie que nem o Ministério da Educação sabe o que isso seja.

SER PROFESSOR
1. É (isto tudo, e ainda mais):
- ter um curso superior especializado, para o efeito;
- ter um estágio pedagógico;
- estar vinculado a uma escola pública ou particular, para o exercício da função docente;
- dar aulas a jovens de ambos os sexos;
- ter que assinar os sumários todos os dias no início ou no fim das aulas;
- fazer a planificação das aulas, segundo as rubricas do programa;
- preparar as aulas em casa;
- fazer testes, escolhendo os textos e as perguntas e dá-los aos alunos corrigidos e classificados segundo as normas da competência científica, do rigor e da justiça;
- ler obras de referência para apoio das matérias;
- comprar livros para aprofundar as matérias e manter acesa a chama da sua apetência cultural;
- privar-se de muitos tempos de lazer, fora da escola, que tem de considerar secundárias;
- fora da escola, sentir-se sempre, a todas as horas, ligado aos problemas da escola;
- preocupar-se com o aproveitamento dos alunos, e com as dificuldades dos mais fracos;                              -  ter sempre presente o problema da (in)disciplina dentro da sala de aulas, coisa que vai de mal a pior;
- não conseguir desligar-se da preocupação com o exagerado número de alunos e de turmas;
- sentir-se desencorajado, desapoiado e humilhado pela sobrecarga de trabalho constante na escola com a agravante de ter pouco tempo em casa e pouca disposição para preparar as aulas, ver os testes e actualizar-se, e dedicar-se à família;
- não ter o tempo totalmente livre dos trabalhos da sua profissão, ao contrário de qualquer pessoa de outra profissão;
- ter que aturar os meninos dos outros – coisa a que muitos pais se baldam e consideram a escola como o depósito onde mandam guardar os filhos;
- constatar com mágoa que, na perspectiva do Ministério da Educação, o professor só tem deveres e nenhuns direitos;
- ter que despender dinheiro do seu bolso para a compra de manuais, livros de estudo e outro material de apoio actualizado;
- ter de suportar um clima, nem sempre propício, para um trabalho sério e aplicado;
- marcar presença nas reuniões de turma, reuniões de grupo, aos montes, reuniões do conselho pedagógico, reunião geral de professores, reuniões de classificação dos alunos, trabalho longo e penoso dos exames, - tudo isto fora do horário de trabalho das aulas;
- acompanhar os alunos nas visitas de estudo;
- frequentar cursos de aperfeiçoamento ou de formação;
- acumular a direcção de turma - elo de ligação da escola aos pais e responsabilizar-se por tudo o que diz respeito à turma;
- estar presente nas reuniões extraordinárias para estudo e aplicação das ‘catadupilhas’ de normas que diariamente vêm do ministério
- estar precavido para não ser molestado, ou agredido por pais ou alunos;
- ter sempre em mente que é a única profissão em que se tem falta por chegar 5 minutos atrasado – há um toque de aviso;
- ser agredido todos os dias na sua dignidade;
- ser preciso ter sempre a energia suficiente para gerir conflitos;
- sofrer a angústia do desespero pelo insucesso dos alunos;
- mostrar competência nas disciplinas que rege e saber qual o melhor método de transmissão dos saberes, em ordem ao aproveitamento escolar de cada aluno;
- lidar todos os dias com muitos adolescentes em cada turma – todas heterogéneas, eles de origem, raça, carácter e grau de assimilação de conhecimentos diferente e tendo que lhes dar o programa na sua totalidade;
- abrir estratégias de remediação, propondo aulas de apoio para os alunos mais fracos;
- passar trabalhos para casa, comprometendo-se a devolvê-los corrigidos a breve prazo;
- esforçar-se por manter a disciplina dentro da sala de aulas, tendo, às vezes, que participar de alunos menos bem comportados, embora arriscando o pouco ou nenhum efeito disciplinar;
- mostrar a sua impotência lastimosa perante a empatocracia, inimiga da pedagogia, da correcção disciplinar e da justiça atempada;
- estar sujeito a ser desrespeitado, humilhado ou agredido por este ou aquele aluno ou encarregado de educação;
- trabalhar sem dispor de meios para impor a ordem na sala de aulas;
- mostrar que é professor, sem precisar de ler o regulamento interno, para saber quais os seus direitos e deveres;
- saber que, agora, as crianças precisam de mais recreio – estão fechadas em salas de aulas ou em aulas de substituição, onde passam mais tempo do que qualquer empregado na sua profissão, portanto, com as energias explosivas acumuladas e reprimidas que, para castigo sem culpa, contra o professor, são libertadas nas aulas, com as consequências conhecidas;
- ser abandonado pelo Governo, acossado pelos alunos e ameaçado pelos pais destes;
- ter que aturar os pais, os alunos e as diatribes e petulâncias da senhora ministra;
- servir de bode expiatório das experiências falhadas dos vários governos, vai para 34 anos;
- não ter os meios para agir atempadamente por faltar o referencial de autoridade;
- Mostrar-se na TV uma professora – uma respeitável senhora, com mais de 30 anos de serviço, mostrando toda a dor e indignação TVmente espelhada naquele rosto desconsolado e naquela fala amargurada, - símbolos dos dramas de toda uma classe de pessoas devotadas ao serviço da formação dos jovens deste país;
- ponderarem os professores sobre a necessidade de, além dos vários cursos exigidos para progredir na carreira, frequentarem um curso de auto-defesa, face aos frequentes casos de agressão contra professores;
- sentir um grande desconforto pelo facto de ser professor agora (com este governo) versus sentir orgulho em o ser (antes);
- saber que, se passar a ser proibido chumbar os alunos, como quer a ministra, (diminuir os chumbos, sim, proibir nunca, jamais, em tempo algum!) será o descalabro do ensino em Portugal;
- tomar parte numa mega-manifestação em Lisboa, convocada pelos sindicatos – eram 100 mil, de indignação contra as medidas do Ministério da Educação, integrando, mesmo, aqueles professores que nunca imaginariam que tal pudesse vir a acontecer, tal a raiva incontida, num clima de cortar à faca; fazer segunda manifestação de indignação, convocada pelos sindicatos e professores independentes – eram 120 mil; dias depois outra, convocada pelos professores independentes dos sindicatos que juntou 25 mil.
- ter que ouvir da boca dos alunos frases depreciativas e humilhantes, como esta de uma aluna a uma professora: «Das nossas notas depende a sua».
- ter que se sujeitar ao braço-de-ferro entre o ministerio da educação,os sindicatos e os professores – todos a contestar o ‘Estatuto da Carreira Docente’ e o processo de ‘Avaliação do Desempenho’dos professores, por serem processos inexequíveis. Recusados por todos os professores.
- ter problemas de saúde, em alguns casos graves, causados pelo stresse, provocado pelos constrangimentos, sob pressão, e decorrente da situação de desgaste remoente, - físico e psicológico, dentro e fora do local de trabalho, devido a o ministério querer apresentar trabalho para melhorar (?) as estatísticas da educação a exibir perante a UE, com os fracos resultados de insucesso escolar que se conhecem. 
 
SER PROFESSOR
2. NÃO É:
- fazer serviço de secretaria, quando há gente especializada para o efeito;
- fazer serviços administrativos para o que não cursou uma única cadeira no seu currículo de estudos;
- ter como trunfo, tempo de serviço nas labirínticas dependências burocráticas do Ministério da Educação;
- ter direito a ascender ao cargo de professor titular, por estar vinculado a um serviço burocrático, sem a prática actualizada, hic et nunc, do exercício da profissão de professor, dentro das salas de aulas.
Tudo isto vem a propósito da seguinte frase que li num jornal de referência:
Facturam mais pontos (para serem aprovados como professores titulares) os professores administrativos do que os professores efectivamente no terreno (isto é, nas aulas e suas adjacências) e com experiência pedagógica, testada ao longo de muitos anos de docência.
Para dizer que muitos professores, fora da actividade docente efectiva, - fogem das aulas como o diabo da cruz, - passam à frente, para efeitos de ocupação de vagas de professores titulares e promoção na carreira, dos professores que dão aulas, isto é, dos que estão entregues, de alma e coração, às actividades para que se candidataram, em que são peritos e que se dedicam a ensinar e educar os jovens dentro das paredes da escola a que pertencem.
Já viram coisa mais difícil de avaliar?
Testemunho:
Nos meus tempos de Liceu, se um aluno se comportava mal na aula, havia professores que lhe perguntavam: queres que te marque falta disciplinar, ou queres que te parta as trombas?
Quase todos optávamos pela segunda hipótese. Ninguém ficou traumatizado por causa disso (antes pelo contrário).- Raul Soares.
- O que é que mudou depois do 25 de Abril?
- .Nada. Apenas uma coisa: os professores deixaram de poder bater nos meninos e passaram os meninos a bater nos professores.
Respondeu Rita Ferro, escritora.
Comentário aberto, na Internet, a propósito de O DIAP de Lisboa ter deduzido acusação contra dois arguidos por crimes de ofensas à integridade e injúrias qualificadas, ocorridas numa Escola Básica de Lisboa (1ª resposta).
publicado por argon às 14:14
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UMA HISTÓRIA ABENSONHADA

O meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela minha amiga que certo dia fui visitar e encontrei doente, sozinha, deitada naquela cama do hospital, possuída de uma tristeza tal, dissesse: «ai, meu Deus, que história tão engraçada! Nunca eu ouvi contar uma história tão engraçada!» E se pusesse a rir, rir, rir, a bandeiras despregadas e eu a visse, então, possuída de uma alegria infinda como se respirasse saúde por todos os seus poros.

E ela transmitisse a minha história à enfermeira de serviço e esta se pusesse a rir tão de vontade que pegasse num lenço para enxugar as lágrimas e dissesse: «esta história é mesmo engraçada! De entre tantas que tenho ouvido, nunca ouvi nenhuma tão engraçada!» E esta a contasse aos colegas e ao médico assistente e este a achasse tão engraçada, que não foi preciso pedir-lhe que a contasse aos colegas. E estes a contaram aos seus parentes mais chegados de forma que a minha história, a breve trecho, num curto espaço de tempo e num largo espaço de lugares e circunstâncias, fazia as delícias dos passatempos de muita gente.
Que um casal desavindo, ao ouvir a minha história, se tivesse reconciliado e reatado a sua antiga relação amorosa, num clima de perfeito apaziguamento e duradoira normalidade.
E aquele polícia, depois de lhe terem contado a história, acudindo-lhe esta enquanto estava de serviço, rasgou o papel da multa e disse, em tom de conselho: «vá em paz e, para a outra vez, tenha mais cuidado!»
Que nas prisões a minha história chegasse tão fascinante de graça, tão colorida, tão pura e luminosa que os presos passassem a ter um comportamento mais humano e mais jovial, aceitando, resignadamente, a sua condição de reclusos e facilitando o trabalho dos guardas.
Que a minha história chegasse ao Parlamento e provocasse um clima de camaradagem tal, que levasse os deputados a aprovarem uma lei de protecção aos mais carenciados, tendo votado todos, pela primeira vez, em unanimidade.
Que um velho de muitos anos dissesse: «meu Deus, que história tão engraçada! Nunca em minha vida ouvi contar uma história tão engraçada e divertida! Valeu a pena viver estes anos todos para ouvir contar uma história assim, que nos dá força, coragem e saúde para vivermos muitos e bons anos de nossas vidas! Uma história assim só pode ter sido inventada por algum anjo vindo expressamente do céu, a anunciar a alegria, a paz e a união entre os homens!»
Que a minha história conseguisse, por força da sua alegria contagiante, diminuir ódios e malquerenças no sistema de relações entre homens e mulheres.
Que, aos poucos, a minha história se espalhasse pelo mundo e fosse contada por um italiano, por um tailandês, por um inglês ou por um senegalês, chegasse à América, à Austrália, à Índia e à China e ao Tibete com toda sua frescura, esplendor, graça e encanto.
E que alguém difundisse a minha história pela Internet e esta se espalhasse por todo o planeta e fosse a delícia e a alegria de muitos milhões de pessoas de todo o mundo.
E quando alguém me perguntasse: mas onde é que você foi desencantar essa história tão engraçada e tão cheia de encanto e fascínio, eu responderia que ela não é minha, que a ouvi contar na rua a um transeunte, num dia em que eu ia, sozinho, a lembrar-me de como a riqueza está tão mal distribuída que leva uns a terem tanto e outros a terem tão pouco.

E eu esconderia a humilde verdade que fui eu que a inventei, num sonho, depois de um dia gratificante em que fui à capital ajudar a fazer um montão de sandes para serem distribuídas à noite, por mãos indi(v)izíveis, aos sem-abrigo de Lisboa, e a contei  àquela minha ex-colega que se encontrava num estado de absoluta tristeza penosa e sozinha, na cama daquele hospital.

publicado por argon às 14:13
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

A PLURALIDADES DOS ESTILOS NA PRÁTICA DEMOCRÁTICA

Estilo eleitoral

 
E chegou-se à seguinte situação: o ministério da educação a teimar em querer avaliar os professores e estes a não quererem ser avaliados com este modelo de avaliação – complexo, burocrático, injusto, avassalador. Não deixando espaço para a verdadeira função da escola: ensinar e formar os alunos.
Uma quantidade tão grande de discordantes, leva o Sócrates a temer que, nas próximas eleições, venha a perder a maioria que agora o faz ser tão arrogante e autoritário. Não admira, pois, que um dos slogans das mega-manifestações dos profesores, fosse: «Não votem PS».
 
Estilo comunista
 
Trata-se de uma guerra entre a povo e o grande capital; uma luta das elites contra o povo trabalhador e explorado pelos gulosos capitalistas. Abaixo os capitalistas! Vivam os trabalhadores!
 
Estilo católico
 
È fácil de ver: os professores não querem ser avaliados. E revoltam-se. Reparem que eles são uns privilegiados: ganham muito em relção aos restantes trabalhadores. Coitados dos pobres que vivem à custa dos maiores sacrifícios e muitos com o salário mínimo! E as famílias numerosas e desprotegidas por um Estado despesista a favor dos ricos, sem regras nem ética e apostado nas apostas fracturantes como o aborto e a defesa dos homosexuais. É um governo que não tem favorecidos as crenças religiosas, nem a família. Aí está o resultado: o défice de natalidade num país maioritariamente católico. Onde estão os valores cultivados antes pelos portugueses?
 
Estilo anarquista
 
É melhor deitar fogo às escolas e reconstruir os meios de aprendizagem a partir de zero. Morte aos exploradores! Morte aos partidos e à Igreja que com eles come à mesa do orçamento!
 
Estilo financeiro
 
No meio deste aperto financeiro, há que salvar o país da falência. Os bancos devem cobrar menos juros, isto é, terem menos lucros, e serem mais transparentes. Chega de explorar os depositantes e os accionistas pelo grande capital com a luz verde deste governo que pretende desgovernar o sistema de ensino e destrui-lo de alto a baixo.
Estilo linguístico
 
A escola deve cumprir o fim para que foi criada: para ensinar os alunas a ler, escrever e contar.Tem obrigação de defender a língua portuguesa tão espalhada pelo mundo e tão mal amada e mal falada desde os bancos da escola.
 
Estilo jornaliístico
 
As escolas estão em polvorosa. Há uma constestção generalizada da parte dos professores que se revoltam contra o Estatuto da Carreira Docente e  contra a Avaliação do Desempenho. Pode falar-se de um verdadeiro boicote porque os professores não querem ser avaliados. Dizem que não com este modelo. O minstério da educação insiste e não larga mão destes dois instrumentos de qualidaede do ensino. Já houve várias manifestações e, agora, os sindicatos arrancam para greves – uma nacional e outras sectoriais e distribuidas pelo final do primeiro período escolar.
 
Estilo notarial
 
Aos sete do mês de Fevereiro corrente, compareceram perante mim, notário da 4º Vara, o dois contractantes F. e F., afim de assinarem um contrato de entendmento a propósito do sistema de Avaliação e Estatuto da carreira Docente. E para constar se lavrou o presente que vai ser assiandos pelos três nos termos legais.
 
Estilo ministerial
 
Vem este ministério acompanhando a revolta dos professores contra as leis em vigor no que concerne ao Estatuto da Carreira Docente e ao Processo de Avaliação do Desempenho. As leis aprovadas pela maioria em funções são para cumprir. E não nos afasataremos deste desiderato. A minisitra tem todo o apoio de todos os ministros seus colegas e do primeiro ministro. Isto é um aviso para os recalcitrantes, para o povo, em geral e, sobretudo para a oposição. A bem da República..
 
Estilo precioso 
 
O mais belo ornamento da paz é a alegria e o sinal mais demonstrativo da alegria é a melodia. Queira Deus que por um acto decisivo e fácil a ministra ceda ao imperativos dos professores. Senhores ministros, a decadância da nossa democracia muito poderá dever à vossa intransigência e muito pode beneficiá-la se quebrarem a arrogância e a teimosia com que pretendem governar este país. Viva a democracia!
 
Estilo escolástico
 
Todos os governos que sejam democraticamente eleitos devem governar de haronia com o seu estatuto identitário e com as promessas eleitorais. Ora, este governo foi eleito democraticamente, Logo, deve cumprir as suas promessas eleitorais e uma delas – uma das suas bandeiras, é o reforma do ensino que está em curso, apesar da contestação dos profesores e dos sindicatos.
 
Estilo desportivo
 
O pelotão dos professores apressa-se em caminhar a passos largos vencendo todos os obstáculos e colocando-se na linha da frente até atingirem a meta que está próxima, depois de terem calcorreado muitos passos em passo acelerado. São todos autênticos corredores de fundo e todos querem atingir a meta em primeiro lugar. Embora isso seja impossível, todos pretendem obter boas classificações. O júri está a postos e atento. É preciso, depois de tanto treino, fazer por vencer no desporto, como no vida. Na vida profissional.
 
Estilo açucarado
 
Na vida não podemos comer sempre só guloseimas, como as crianças gostam de se alimentar. Há casos em que a comida é menos boa e, como metáfora, digamos que, por vezes, temos que comer comida amarga. Mas se pudermos alimentr-nos de comida mais a nosso gosto, sem prejuízo da saúde, é melhor. O que não é o caso, dado o insucesso da generalizada contestação às reformas do ensino em curso.
 
Estilo parlamentar
 
Meus senhores: em nome do meu partido, devo dizer a Vexas que, tendo nós, a maioria parlamentar, temos o direito de fazer as reformas que julgamos convenientes. E a da educação é uma delas. Muitos discordarão, mas nós não abrimos mãos delas. Como sejam: a avaliação dos professores do ensino público e o Esttuto da Carreira Docente.
Voz da oposição: discordo, em nome do meu partido, de tudo o que o senhor deputado acaba de dizer. É preciso respeitar a vontade dos professores. Não de pode fazer uma reforma na educação contra os professores, como não de pode fazer a reforma da saúde contra os médicos, nem a da justiça contra os magistrados. Tenho dito.
 
Estilo medecínico
 
É certo que a educação estava em estado não direi comatoso, como quer o governo, mas em estado de doença que urgia tratar. Mas não se pode tratar um doente contra sua vontade, através de tratamentos de choque como aqueles que quer o ministério da educação. Também sabemos que não vamos lá com simples paliativos. Mas deve haver consenso entre os doentes e os médicos. Há medicinas alternativas que podem ajudar mais a curar o doente do que tratamentos desajustados à gravidade da doença. Também é preciso não exagerarmos e devemos, antes, fazer um bom diagnóstico da doença e estarmos atentos ao modo como o doente reage aos pretensos tratamentos.
 
Estilo folhetinista
 
O ruído das vozes tonitroantes das armas de pólvora seca da ministra não podem destruir os alvos, sobretudo quando estes não estão na linha de mira. A ministra que não se atreva a disparar à quema-roupa. Cuidado com os feridos graves, cuidado com aqueles que podem morrer nesta contenda que opõe ministrério e professores. Há palavras que matam mais do que armas porque deixam marcas indeléveis. Portanto, cuidado com a linguagem desabrida e descomandada.
 
Estilo eleitoralista (bis)
 
Apoximam-se as eleições. O povo saberá castigar este partido PS como ele merece. Porque tem tido um comporatmentao indigno de uma democracia, com o seu «posso, quero e mando». Nas urnas é que se vai ver a força do partido que nos tem desgovernado. Os professores somam mais de 500 mil votos nas urnas e os sintomas de inquietação e de receio dos professores  prenuncia que este PS não terá a maioria. Mas a culpa é dele. Porque não quere dialogar com os professores.
 
Estilo emproado
 
Deixai passar o tempo e vereis se eles, os professores, vergam ou não. Eu não cedo porque me convenço que tenho a razão do meu lado. Os professores são empregados do Estado e, portanto, têm de obedecer às regras e às leis estipuladas nas leis e nos regulamentos da República.
 
Estilo Marxista
 
Defendemos a luta das classes trabalhadoras – a força de produção contra os detentores do capital. Tem que se valorizar mais o trabalho social dos trabalhadores contido na mercadoria. O governo quer baixar os salários com as novas exigências da progressão na carreira, estabelecendo as quotas. Isso é contra a luta dos trabalhadores e os seus. Vivam os direitos do proletariado!
  
Estilo oposicionista
 
Tudo faremos, como partidos da oposição, para impedir que esta reforma da educação pela mão deste partido no poder vá para a frente. Nós estamos com os professores e contra o estilo arrivista do governo que pensa que a razão está sempre do lado dele. Aproximam-se as eleiçõs, veremos se eles não cedem por razões meramente eleitoristas!
 
Estilo embrulhado
 
O discurso da ministra é um discurso incoerente e cheio de falácias. É preciso desmascarar este estilo  traiçoeiro feito de promessas ocas e de paninhos quentes. Com papas e bolos se apanham os tolos, diz o povo e com razão. Por detrás de um discurso aparentemente coerente esconde-se um argumentário cheio de embustes e falsidades. Cuidado, pois com este estilo enganador.
 
Estilo zombeteiro
 
Eles hão-se reflectir, cair em si e reconhecerão as suas faltas e a sua teimosia. Preguiça! É o termo que que esconde atrás da sua recusa em obedecer a este modelo de avaliação que mais não é do que a separação do trigo e do joio. Sim, porque entre essa classe há muito joio e muita incompetência.
 
Esrtilo irónico
 
Está bem! Vamos dar-lhes razão! Eles é que estão no uso da razão e nós é que estamos enganados. Vamos ceder à suas exigências de facilitismo! E quero ver onde nos leva esta atitude de laxismo e do deixa andar.
 
Estilo triunfalista
 
Nós havemos de vencer porque quem teima vence. E nós seremos teimosos o suficiente para vergarmos todos os recalcitrantes e obstinados. Não vamos ceder em materia nenhuma, por mais insignificante. Para nós, todos os parâmetros da lei são importantes e já estamos a ver o dia em que toda a gente nos há-se vir cumprimentar e dar os parabéns. Diremos, então: valeu a pena lutar e sermos intransigentes para bem dos portugueses.
 
Estilo economicista
 
E há outro argumento que ainda não brandimos: com esta reforma do ensino, o erário público vai poupar muito dinheiro. Já viram o que é dar aos incompetentes o mesmo vencimento que se dá aos habilitados e competentes? Venham as quotas: Bom e excelente terão de ser excepções. Vamos correr a maioria com suficiente que não dá direito a bonus no ordenado.
 
Estilo trombeteiro
 
E cantam as trombetas porque venceremos numa luta desigual, mas justa e credível. Nunca a mãos nos doam por termos chegado aos louros da vitória. Foi longa a luta, mas valeu a pena. Já viram o que seria termos cedido numa altura em que nós temos a faca e o queijo na mão?
 
Estilo trauliteiro
 
É pegar ou largar! Não cederemos um milímetro! A nossa intransigência será a nossa bandeira. Que valem esses fedelhos de professores que dizem que vão para a greve, depois de se mostrarem nas ruas? Isso para nós nada significa. O bem dos alunos e o seu sucesso escolar está acima de todas as movimentações de hostilidade. A razão está do nosso lado. Havemos de vencer!
 
Estililo facilitista
 
Queremos que os professores se comprometam, à partida, nas suas fichas individuais, a subscrever a percentagem de aumento do sucesso escolar em relação ao ano anterior. O sucesso do seu desempenho depende, também, deste item. E é preciso que saibam que os exames terão cada vez menos peso prque serão cada vez mais fáceis e menos credíveis. As respostas continuarão a ser de resposta múltipla com grau de dificuldade zero. Para atrairmos mais dinheiros da CE. O ideal, a ministra já o disse, é caminharmos para a passagem dos alunos 100 por cento. Guerra às reprovações! Não há razão nenhuma que justifique os chumbos. Temos que sair do fim da tabela dos rankings europeus. E há-de isso ser com o PS no governo! Palavra de ministra!
 
Estilo Bloco de Esquerda
 
Este governo já se devia ter demitido. É só asneira sobre asneira. E não é só na educação: é na saúde, na justiça, nas finanças, na agricultura, na cultura, na economia na administração interna. Trata-se de uma camada de incompetentes. É por isso que o país está cada vez mais pobre e mais ignorante. E paga mais impostos. Abaixo este governo vendido ao capital!
 
Estilo Fenprof
 
Este sindicato declarou uma guerra sem quartel a esta ministra, isto é, contra este governo. Apresentou aos professores uma reforma impossível de implmentar: complexa, injusta e avassaladora. Os professores só têm duas alternativas: ou dão aulas – com preparação, implementação e avaliação das práticas lectivas,  ou entregam-se nos braços desta reforma. As duas tarefas são incompatíveis. Esta é que é a verdade. Por isso, havemos de nos armar com todas as forças para impedirmos que este modelo de Estatuto e de Avaliação vão para a frente. A nossa campanha de sensibilização vai de encontro aos interesses dos professores. E é vê-los na rua aos muitos milhares como a dizer que estão connosco e nós com eles. Não nos opomos só ao Artº 35 do decreto-lei 15/2007, opomo-nos a todo este modelo de Estatuto da Carreira Docente. Havemos de vencer e havemos de fazer demitir a ministra.
A luta continua.
 
publicado por argon às 15:10
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UM DUELO (DES)EDUCATIVO

Estava na hora de uma viragem quando a mulher da situação que tinha visto os profes adormecer nas delícias de Cápua, lendo à luz da crítica o livro do destino, despertou do fatal letargo em que jazia a educação e abrindo os olhos de Argus em que julgava brilhar a centelha do génio, acendeu o facho da guerra civil e, descendo do leito de Procusta, enfiou as botas de sete léguas da rebeldia, vestiu uma camisa de onze varas, envergou a túnica de Nessus e a toga de Catão e cobriu a cabeça com o manto diáfano da mais vergonhosa e destemperada desvergonhice. Abriu as folhas volantes da lei, viu que a estrela de primeira grandeza do palco do mundo lusitano iluminava o seu acanhado lar doméstico através de um rasgo de heroismo dspótico e avassalador e começou a disparar em todas as direcções.

Lavou como Pilatos as mãos na água de Letes e mandou afeitar-se no barbeiro de Sevilha. Mas, como os cabelos da fortuna se tivessem enovelado na tesoura de Átropos, manobrada magistralmente pelos docentes e pelos síndicos que se opunham aos devarios da ministra, foi necessário recorrer à espada síndica de Democles para cortar o nó górdio da excessiva burocracia.
Sentada, em seguida, no banco dos réus à mesa do orçamento comunitário, abrindo a boca do inferno e com os dentes de Cadmo, comeu o que julgava ser um bife do boi Apis, uma costeleta de bode expiatório, a maçã de Páris e provou o néctar dos deuses vindimado na adega do Sócrates, apadrinhada pelos restantes áulicos da corte do Rei Arthus.
Abrindo, em seguida, o guarda roupa do teatro lírico, vestiu o hábito talar e mulheril, meteu no bolso a democracia dialogante do concílio dos deuses e apoiando-se no bordão da sua imponente importância laudatória, fechou a sublime porta da concertação social, com a chave do discurso inflamatório e desafiante, sem recuar um milímetro nas suas pretensões reformadoras. Não pôde cobrir-se com a capa que Martinho tinha segura por um fio e ficou a descoberto toda a sua argumentação falaciosa que chegou a tocar as fímbrias ventosas da mentira e da calúnia.
Querendo servir-se do carro do triunfo para passar as águas do facilitismo humbroso e não tendo no bolso senão uma lira de Orfeu, cinco réis furados e um pequeno óbulo de Belisário e não chegando tão insignificante quantia para pagar o preço de um democrático entendimento, pediu ao patrão o escudo de Minerva e à Providência cautelar a silva do zodíaco mas, um e outro, aferindo pela balança da justiça a urgência da necessidade, alegou o seu programa reformista  como possuido do elixir do mais acendrado sucesso escolar.
Marchou logo com ligeiro passo de Calais para o porto de abrigo e tomando a passgem das Termópils na barca de Caronte, foi deitar-se debaixo de uma árvore genealógica à espera que as constestações amainassem. Mas, encontrando no caminho da perdição um inimigo figadal que tem comandado as tropas rumo a uma vitória mais que merecida, desfazendo o disfarce do anonimato no manto da hipocrisa, impeliu com tal força do destino uma pedra de escândalo contra a calcanhar de Aquiles do adversário que este, quase baqueando no abismo da derrota, fez a sinistra bater com a cabeça na rocha de Tarpeia para ver se acordava do sonho dormido em que vive.
Acudiram logo os satélites do popder que lhe lançaram aos pulsos as cadeias do amor e sendo citada por vários autores e trazida à tela da dicussão, foi-lhe intimada a sentença de Salomão que a condenou ao suplício de Tântalo e teve que pagar as custas do processo de Rasga.
Finalmente, calaram-se as trombetas de guerra, tendo vindo à fala as consciências de antes mais empedernidas que, diante dos argumentos liminares e das vozes consensuais da cosnciência popular e das vozes da razão dos avaliandos, puseram fim a este braço-de-ferro que durara já por tempo mais que demasiado. E tudo se conseguiu e se voltou a um novo modelo de avaliação exequível e simplificado para honra dos opositores e o sucesso escolar dos alunos. No fim ouvia-se um piar de aves agoirentas que repetiam: «piu!… piu!…piu!… a ministra já saiu!».
 
publicado por argon às 15:08
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Sábado, 15 de Novembro de 2008

A LUTA DOS PROFESSORES

Os alunos da escola secundária de Fafe foram pioneiros: correram a ministra da educação (corte o que não interessa)

. à batatada

. à pedrada

. à tomatada.

Não adivinhou: correram a ministra à OVOlada. Foi com ovos não cozidos, não fritos, não assados, não estufados, não esturricados mas... crus.

E a ministra nem chegou a sair do carro! Por medida de prudência.

No dia seguinte, os jornais e a Internet afirmam: Mais sete escolas fechadas a cadeado pelos alunos, assim protestando contra o estatuto do Aluno e o novo regime de faltas. O curioso é que, ao contrário do que acontece com a reacção dos professores a propósito dos quais a Internet diz bem e diz mal, isto é, uns comentários aplaudem, outros criticam, aqui, na questão dos alunos, todos os comentários são a favor dos alunos.

A verdade é esta: Se não demitem o ministro da saúde, a estas horas, o nosso sistema nacional de saúde estaria de pantanas. Da mesma forma, se não demitem - e depressa, a ministra da saúde, a educação não direi que estará a bater (futuro)  no chão, porque já está, mas ruirá muito facilmente. E será mais difícil pô-la de pé agora 'post ' (depois) do que era antes deste desastroso desgoverno socrateiro.

 

Teve Nova Oportunidade (a minstra ia premiar numa 'Nova Oportunidade')

A ministra da educação;

Deslocou-se a uma cidade

- Recebeu uma grande OVOção!

 

Recebeu a cidade de Fafe

A ministra da educação;

Agora, já não há quem a safe...

Depois de tão grande OVOção!

 

E não me digam que isto não é OVOlução! É OVOlução e grande! E uma grande rOVOlução!

 

O GRANDE DUELO

 

Há um grande duelo entre o governo de Sócrates, isto é, entre a Ministra da Educação e a classe dos professores em peso. É um autêntico braço de ferro.

 

UMA NOTÍCIA A SEU GOSTO

Através deste texto, o caro(a) leitor pode seleccionar e ler a versão que lhe interessa, de harmonia com a sua ideologia, profissão, ponto de vista.

 

1. O duelo ministra da educação-professores começou com a entrada deste governo. Quis, desde a primeira hora, colocar Portugal entre os países mais avançados da UE. Realmente, já era tempo de dar este passo. Quis reformar a saúde. Quis reformar a educação. Na verdade, todos reconhecem que o nosso sistema de ensino precisa de uma grande reformação.

Se quer continuar, mas noutro tom, passe ao nº 2.

6. A seguir, veio a reforma do estatuto da carreira docente com grandes alterações. Os professores tinham que ser avaliados. Mas eles, depois de receberem os dossiers, resistiram por todas as formas. Quando começaram a ver a burocracia que estava por cima deste processo, repararam que não podiam exercer a sua função de ensinar. Onde conseguiriam forças e tempo e espírito para dar aulas com espíriito de entrega, de paz e de profissionalismo? E revoltavam-se.

Se não lhe agrada o tom crítico, passe ao nº 7.

16. Os professores não têm razão. Têm que ser mais humildes e sujeitar-se a quem lhes paga os ordenados que são muito elevados para aquilo que merecem. Viva o Sócrates!

Se não concorda com este elogio, leia o nº 17º.

3. Na verdade, havia um grande défice nas escolas. Os professores baldavam-se muito à aulas, os alunos tinham muitos furos que passavam nos recreios e o sucesso escolar era uma miragem. Havia necessidade de fazer um ensino mais perto dos alunos, que precisavam de estar mais acompanhados, para se obterem melhores resultados. Por outro lado, era necessário separar o trigo do joio, isto é, fazer uma selecção de professores: de um lado, colocar s melhores, do outro, os menos bons. Premiar os melhores e incentivar os piores.

Se quer continuar, para saber o que aconteceu na prática, passe ao nº  4.

11. Ide trabalhar, malandros! Vocês ser avaliados é que não querem! É trabalhar, seus malandros! O que é que vocês produzem? Estavam era mal habituados! Têm que se sujeitar a serem avaliados, como em qualquer profissão.

Se quer outra versão, passe ao nº 12.

2. Só que uma reforma não se faz num ano. É preciso anos e anos e é preciso dar tempo, para se testarem os resultados. E este governo, na cara da ministra, entrou a matar. Quis fazer tudo no espaço de um ano! O que começou a ser contestado pelos professores. E esta reforma começou da pior maneira: contra os pofessores que foram acusados pela ministra de serem os culpados por todos os problemas que se passam na educação, dentro das escolas.

SE quer continuar no mesmo tom, passe ao nº 3. 

5. A resistêncai, a princípio foi muio grande, mas os professores foram-se habituando à ideia. E parecia que tudo ia voltando à normalidade. Mas não.

Se quer outra versão, passe à nº 6.

7. Todos os dias vinham normas do Ministério para os professores poderem orientar-se com o fim de conseguirem levar o processo a bom termo, em condições. Todos os dias havia reuniões e mais reuniões nas escolas. A nível de turma, de departamento, de conselho pedagógico. O ministrério parecia agir na sua boa fé: melhorar o ensino e pôr ordem na classe de professores e, por fim, ter sucesso escolar era uma meta digna de louvor.

Se lhe agrada mais saber o resto, continue e passe ao nº 8.

4. A ministra começou por aumentar a carga horária dos professores, obrigando-os a passarem a maior parte do tempo dentro das paredes das escolas. A acompanhar os alunos com as chamadas aulas de substituição. Um professor falta, deve ser substituído por outro. Acabaram-se os recreios em tempos de aulas.Os professores não aderiram à ideia. Revoltaram-se contra esta prepotência. Diziam que se tinham formado para ensinar e não para aturar os meninos.

Se pretende continuar num tom comedido, passa à nº 5.

8. O Estatuto da Carreira Docente é contestado em todas as frentes por todos os professores. E até por conselhos directivos de muitas escolas.

Se não lhe agrada esta visão, passe à 9º.

23. Em Março de 2007 houve uma manifestação convocada pelo sindicatos que reuniu em Lisboa 100 mil docentes de todo o país. Foi um acontecimento! Mas em 8 de NOvembro de 2008 voltaram á rua e juntaram-se 120 mil! Foi um sucesso retumbante, A ministra continuou a teimar e a desvalorizar estas manifestações!

Se quer saber como é que um PS reage a isto, leia o nº 24.

10. Os professores contestam este sistema de avaliação. Eles dizem que querem ser avaliados, mas não com esta reforma. E apontam-lhes as discrepância e os absurdos. Contestam a maneira como foram seleccionados os professores titulares que passam a ser os avaliadores. Dos colegas, alguns com mais tempo de serviço e mais habilitados.

Se pretende um tom mais duro contra pos professores, passe á 11º

SE não lhe agrada este tom de carroceiro ignorante e pouco respeitador, passa ao nº 12º.

12. Deixemo-nos de radicalismos. Eu acho que devia haver um entendimento entre o ministério, os profesores e os sindicatos.

SE acha que esta posição é demasiada, que a ministra a não merece, passe à 13.

24. Faz bem a ministra não ceder. O Ps tem a maioria e, por isso, pode governar como bem entende. Sócrates, não te doam as mãos, nem temas. Vai em frente, dos fracos não reza a história.

Se quer saber como acabou o problema das faltas dos alunos, passe ao 25.º

9. A reforma é boa e deve avançar, dizem os apoianates do PS. Estes só vêm aspectos positivos nesta reforma que deve ser implementada, doa a quem doer.

Se quer ter outra visão, passe à 10ª.

13.  A  ministra é uma autoritária! Aliás, como o seu patrão Sócrates. Lá por terem a maioria julgam-se reis! São vaidosos, sobranceiros, com a mania que entenderem-se é ceder e els não querem ceder.

Se prefere moderação de tom, embora crítico, passe à 14º.

15. Os professores dizem que querem ser avaliados. Mas não com estes critérios. Têm de assinar uma montanha de papéis e têm que prever,à partida, a percentagem de alunos que vão passar no fim do ano. E criticam a ministra dizendo que ela só quer aumentar as estatísticas.

Se deseja moderer a argumentação e dar razão à minstra, passe à 16º.

17.  A RTP mostrou, numa reportagem de hoje como se faz a avaliação nos outros países da CE. Alguns, como a Finlândia, não fazem. Outros fazem-nos de uma forma simplificada, com avaliadores credenciados e aceites, sem causarem esta contestação que se vê neste país. Por isso, pergunto: em que país do 3º mundo foi este governo buscar este processo de avaliação? Era bom que respondesse a esta pergunta!

Se pretende mais informação, passe ao nº 18º.

18. Há duas coisas que os professores criticam e com inteira razão: criticam o facilitismos do ensino e das provas e o sstema de quotas. E, cada escola não pode a percentagem ultrapassar umcerto número, muito baixo. E se houver nessa escola maos professores que merecem excelente? E a raz~ºao é economicista; isto é, é para poupar dinheiro!

SE quer saber se a contestação se confina nos profesosres ou não, leia o nº 21.

21. A contestação já chegou aos alunos.

Se quer saber a opinião do gopverno sobre esta matéria, veja: o governo diz que os alunos foram manipulado spelos sindicatos e pelos professores.

Se prefere saber mais, continue no nº 22.

14. António Costa disse na 'Quadratura do Círculo' que o PS faz mal em cortar a relação afectiva dos militantes que votaram socialista e são professores. Manuel Alegre disse o mesmo por outras palavras, afirmando que o governo está a adoptar uma atitude do «posso, quero e mando»

Se prefere mudar um pouco de tom, passe à 15º.

22. Não se pode afirmar sem provas. Que provas dá o ministério para estas afirmações. A verdade é que os alunos se revoltam conntra o estatuto do Aluno que os penaliza nas faltas, mesmo justificadas. Por isso, há diqa, não deixarama  ministra da educação sair do carro. Atiraram-lhe com ovos e com tomtes. Ela ia distribuir diplomas (o que ela gosta mais de fazer) a uma escola de oprtunidades em fafe. E foi OVOcionada!

Dias depois, em Lisboa, dois su-secretários de Estado da Educação foreammimosiados com a mesm areceita.

Se quer saber como é que os professores estão a reagir em grupo, passe ao n. 23.

24. Faz bem a ministra não ceder. O Ps tem a maioria e, por isso, pode governar como bem entende. Sócrates, não te doam as mãos, nem temas. Vai em frente, dos fracos não reza a história.

Se quer saber como acabou o problema das faltas dos alunos, passe ao 25.º

25 A minstra já recuou. Afinal, fez uma emenda na lei (o que é contestado pelo CDS que diz que só através da Assembleia da República) diz que para explicar e não para emendar a lei das faltas. Já não reprovam os alunos por faltas justificadas! Conclui-se que os ovos sempre valeram alguma coisa!

CONCLUSÃO

Já é tempo de o ministério e o governo porem fim a esta saga que dura, dura, dura. E que traz o país em polvorosa, quando há assuntos muito mais importantes para discutir e resolver. É que, agora, o governo não quer dar parte de fraco, como se voltar atrás seja humilhante!  Os professores vão ganhar este braço de ferro, nem que seja como diz esta professora que escreve na Internet:

« Se a ministra não ceder, nós podemos fazer da avaliação uma palhaçada. Eu vou avaliar 14 professores do meu departamento. Por acaso até acho que estou à altura e os meus colegas também me respeitam. Ainda não vi nada do que fazem, nem aulas, nem papelada, mas já sei que todos vão ter Bom, Muito Bom e Exceleente. Ninguém me paga para tramar colegas, nem essa é a minha vocação!

Nós se quisermos podemos redicularizar a ministra aplicando o seu processo de avaliação, mas à nossa maneira.» (Florbela).

 

 

 

 

publicado por argon às 15:14
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