Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

ALFAIATES ALDEIA HISTÓRICA

 

 

Introdução

Alguns dos meus leitores poderão estranhar que eu venha para aqui com um tema desenquadrado dos restantes que publiquei. Mas a que título? Muito simplesmente, porque eu nasci na aldeia mais bonita e mais querida  de Portugal. Chama-se Alfaiates, concelho de Sabugal, distrito da Guarda. E, para os que não sabem, foi na Igreja da Misericórdia que casou a formosíssima Maria de que fala, tão entusiática e eloquentemente, Camões no poema épico «Os Lusíadas», canto III.

 

De entre  um total de 2592 Imóveis Classificados em Portugal, sendo  763 Monumentos Nacionais e 1655 Imóveis de Interesse Público, o Concelho de Sabugal apresenta Alfaiates, Sabugal, Sortelha, Aldeia da Ponte, Vila do Touro, Vilar Maior e Regada dos Fourais entre os 174 Valores Concelhios do país.

Não querendo delongar-me sobre este tema, interessa-me, na minha qualidade de natural e Alfaiates, realçar os Monumentos do Património Arquitectónico e Arqueológico  Classificado, apenas, desta freguesia.

O assunto foi-me sugerido por uma notícia inserta no Diário de Notícias de 5 de Setembro do ano em curso que trazia o seguinte título: «Alfaiates quer ser classificada como aldeia histórica.» Palavras mais que oportunas do presidente da Junta de Freguesia de Alfaiates, Horácio Botelho, à Agência Lusa.

Alfaiates não tem que pedir que seja classificada como «Aldeia Histórica» porque ela já possui vários monumentos classificados. São eles: a Capela da Santa Casa da Misericórdia, sita no Largo da Rainha Santa Isabel ( I.I.P., Decreto Nº 41191 de 18-7-1957); o Castelo de Alfaiates, mandado construir por D. Dinis e alterado no reinado de D. Manuel ( M.N.., Decreto Nº 28/82 de 26/2); e o Pelourinho de Alfaiates, um dos mais elevados do país, de fuste cilíndrico, monolítico, isto é, feito de uma só pedra,  sito no Largo da Rainha Santa Isabel, ( I.I.P., Decreto Nº 36383 de 28-6-1947). É curioso que, não havendo no país um monumento megalítico em pedra, de uma só peça, em todo o país, sequer semelhante, se consultarem qualquer roteiro ou livro de arquitectura, citam-se os outros, alguns uns anões, e não aparece este monumento entre os restantes pelourinhos! Quando se pede que Alfaiates seja considerada «Aldeia Histórica», isto quer dizer que Alfaiates não consta do roteiro das chamadas «Aldeias Históricas». Por outras palavras: O circuito turístico que as empresas de transportes costumam oferecer aos seus clientes para, ao mesmo tempo, visitarem os monumentos históricos classificados das aldeias do concelho de Sabugal não inclui a passagem por Alfaiates. Ora, o que se pretende é que Alfaiates faça parte deste circuito, - à semelhança do que acontece, se não erro, com o ‘Rally Paper das Aldeias Históricas’ que tem todos os anos passagem obrigatória por Alfaiates, - pela importância de que se revestem os seus monumentos, e não só os «Classificados».

Acontece que, mesmo sem esta inclusão, há circuitos turísticos oferecidos aos portugueses que incluem a passagem por Alfaiates, até porque, pela dua localização privelegiada na Raia, a 10 quilómetros de Espanha, é uma encruzilhada de passagem obrigatória.

Por outro lado, sabemos de muitos estudiosos, alunos e professores universitários de História, de História de Arte, das cadeiras de Arquitectura e de Arqueologia que se deslocam a Alfaiates para visitarem e elaborarem estudos sobre os monumentos desta localidade do concelho do Sabugal.

Por outro lado, Alfaiates possui uma das melhores, mais bem localizadas e mais vistosas e funcionais residenciais de todo o concelho que pode dar apoio logístico numa zona tão carenciada de estruturas de acolhimento de qualidade. A qual, além de alojamento, oferece uma gastronomia regional rica e variada,  com uma oferta de mais de meia centena de quartos, a um quilómetro de Alfaiates e localizada à beira da estrada municipal.

Agora, o que é preciso é sensibilizar os responsáveis do «Roteiro das Aldeias Históricas» para que incluam na sua ‘ementa’ turístico-cultural a localidade de Alfaiates de cuja importância só se darão conta quando visitarem a riqueza do seu património arquitectónico.

Se assim não acontecer, podemos dizer que o Roteiro ficará incompleto e nunca os visitantes ficarão com uma ideia completa, pelo desconhecimento de parte significativa da valiosa riqueza arquitectónica raiana do concelho do Sabugal.

                                                                                                              

 

 

 

 

publicado por argon às 12:23
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

PUZZLE EPISTOLAR

 Os textos que se seguem são autênticos, porque relatam um facto acontecido, entre os protagonistas referenciados. Na verdade, querendo eu substituir as portas de duas saídas para o meu terraço, apostei que só a pessoa em referência havia de ganhar a obra. Porque eu punha no artista toda a confiança. E, para isso, andei um ano atrás dele, até que, esgotados todos os meios de persuasão, já desesperado que não desistente, sentei-me ao computador e saíram os textos que se seguem, sem uma emenda, que lhe enviei dentro de um envelope. Tal a raiva! O nome real dele é Carlos Alberto.

Logo que recebeu a carta, saiu díspara(ta)do de  casa e entrou na minha a exibir, aberta, a folha da carta em questão, avançando, de rompante, com uma promessa e uma desculpa tola.
Repare-se na degradação progressiva descendente da ‘pessoagem’ - destinatário, de mini-, para mini-carta.
 
Ex.mo Senhor Carlos Alberto:                                                                        
                                                                                                             
Num clima de absoluta tranquilidade de espírito, venho à presença de V. Ex.cia a fim de lhe perguntar, com a maior unção e delicadeza, quando é que se digna fazer o favor de dar por começados os trabalhos de conclusão da obra de caixilharia que lhe encomendei vai para vários meses. V. Ex.cia veio por duas vezes, tirou da primeira medidas, confirmou-as ao depois e a verdade é que continuo esperando pelas prezadas obras da parte de V. Ex.cia. Acredito que razões ponderosas terão impedido V. Ex.cia de dar aviamento à minha encomenda. De qualquer modo, aqui fica uma pequena chamada de atenção porque a verdade é que a memória não se fez para lembrar, mas para esquecer.
Certo de que esta minha singela carta o não deixará indiferente, mas dará despacho pronto à minha pretensão, queira V. Ex.cia aceitar os protestos da minha mais elevada estima e consideração.
De V. Ex.cia
Atenciosamente,
Senhor Carlos Alberto::
 
Por certo estranhará o senhor o motivo que me traz à sua presença mas, abrindo o seu baú de recordações, verificará que está em dívida para com um senhor que muito o preza e muito lhe gaba os dotes de artista no manejo do perfil alumínico. Teria sido esse seu pendor natural que me levou a escolhê-lo entre tantos profissionais e amadores para ter a honra de me fazer uma obra que reclama urgência há muito tempo. Veio o meu caro amigo tirar medidas, confirmá-las, trouxe pedreiro e a verdade é que continuo sem ver a obra começada, quanto mais acabada.
Pelo exposto, rogo-lhe que ponha na sua agenda de prioridades esta minha obra que reclama urgência.
Certo de que não irá esquecer este meu pedido, despeço-me com a maior consideração.
 
Meu caro Carlos Alberto:
 
Já me envergonho de estar sempre a chatear-te por causa daquela obra que te comprometeste a fazer-me e tardas em executar. Vê lá se dás aviamento a um assunto que se arrasta há tanto tempo. Os meus familiares pretendem rescindir o contrato verbal mas eu, como amigo, tenho-me sempre negado a uma atitude dessas, por não se enquadrar no espírito de respeito e amizade em que tenho os amigos.
Espero que não fiques indiferente ao meu pedido e cá fico esperando pela tua presença com armas e bagagens, como se costuma dizer.
Aproveito para te desejar muita saúde e mandar um abraço.
 
Meu grande maroto:
 
Eu tinha-te em grande consideração, tinha um respeito e simpatia por ti, dignos de louvor e acontece que, pelo desprezo a que me tens votado, não posso deixar de te censurar. Confesso que não esperava uma atitude destas de ti, mas a verdade é que tu é que és o culpado de semelhante atitude de desprezo pelos compromissos assumidos e não respeitados.
Espero que me telefones a dizer o dia, a hora, o minuto, o segundo, o cagagésimo de segundo em que vens acabar a obra que começaste com a medição dos espaços.
Um abraço.
 
Meu grande aldrabão:
 
Uma acção como a tua merece mais do que condenação. Merece um tiro, pelo menos de pólvora seca, para te amedrontar. Precisavas de um grande susto para ver se corriges essa tua mania de faltar aos compromissos. Vieste a minha casa, tiraste medidas e piraste-te. Quando te telefono nunca estás e, se estás, dás uma desculpa tola em que ninguém acredita. Só um doido como tu poderia inventar tantas desculpas como tu  e só um simplório como eu poderia engoli-las em seco. E devo dizer que eu não as engoli! Se estivesses aqui ao pé de mim levavas um murro nessas trombas, que nem sabias de que terra eras. E, para a outra vez, já não me mentias assim. Seu mentiroso! Aldrabão! Vai lá mentir para outro lado! A mim não me enfias o carapuço! Estes tipos que têm a mania que os outros hão-de andar ao mandado deles… Mas isto vai acabar! Não fica assim, não! Deus te livre de apareceres à minha vista. Ficas já avisado Vai-te servir de emenda, meu pantomineiro!
Vai para o diabo que te carregue!
 
Meu grande patife:
 
Serve esta carta para te dizer que já não quero que venhas colocar-me as portas que dão para a  varanda. Resolvi desistir porque, com aldrabões e patifes como tu, só há um caminho - desistir! Ou julgas que só tu é que sabes do teu ofício? Não falta quem queira ganhar dinheiro, mas fazendo a obra. Não é a prometer há vários meses como tu. Aldrabão! Mentiroso! Charlatão! Enganador! Embusteiro! Safardana! Ordinário! Patife!
Não te acauteles, não!
 
                Em puzzle:
 
«» Num clima de absoluta tranquilidade de espírito, venho à presença de V. Ex.cia a fim de lhe perguntar, com a maior unção e delicadeza, quando é que se digna fazer o favor de dar por começados os trabalhos de conclusão da obra de caixilharia que lhe encomendei, vai para vários meses.
«» Veio o meu caro amigo tirar medidas, confirmá-las, trouxe pedreiro e a verdade é que continuo sem ver a obra começada, quanto mais acabada.
«» Os meus familiares pretendem rescindir o contrato verbal mas eu, como amigo, tenho-me sempre negado a uma atitude dessas, por não se enquadrar no espírito de respeito e amizade em que tenho os amigos.
«» Confesso que não esperava uma atitude dessas de ti mas a verdade é que tu é que és o culpado de semelhante atitude de desprezo pelos compromissos assumidos e não respeitados.
«» Se estivesses aqui ao pé de mim levavas um murro nessas trombas, que nem sabias de que terra eras.
«» Resolvi desistir porque, com aldrabões como tu, só há um caminho - desistir. Não é a prometer vários meses como tu. Aldrabão! Mentiroso! Charlatão! Enganador! Embusteiro! Safardana! Ordinário! Patife!
A carta surtiu o efeito desejado. Na verdade, o destinatário, em minha casa, depois de uma desculpa inaceitável, prometeu que, dali a três dias, as portas estariam montadas. Pela primeira vez na vida, calculo, foi fiel à sua palavra. As portas foram colocadas.
Artur Gonçalves
 
 
 
 
publicado por argon às 22:30
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

AS ÚLTIMAS FRASES NO D.N.

 

9. É de ficarmos baralhados: o Estado andou três anos a meter-nos a mão na carteira, como um falido e, afinal, despoletada a crise, eis esse mesmo Estado a tirar milhões da cartola, para acudir a bancos falidos e não falidos, dinheiro a rodos para obras públicas, TGV, novo aeroporto, pontes, barragens, para obras nas escolas. Só não há dinheiro para acudir  aos pobres.
D.N. 14. Fev. 2009.
 
10. Está na moda e é chique ter uma Fundação. Há quem a tenha por vaidade, sustentada pelo subsídios do Estado e para fugir ao Fisco. Mas há outras que são Fundações milionárias e filantrópicas, sustentadas com dinheiros de empresários ricos. Acaba de nascer mais uma destas: Fundação Francisco Manuel dos Santos, com o objectivo de «promover e aprofundar o conhecimenmto da realidade portuguesa».Venham mais! Destas!
D.N. 19 Fev.2009
 
11. Os despedimentos de um treinador de futebol, antes do termo do contrato, é por justa, ou injusta causa? Nunca chegamos a saber, porque é sempre despedido pelos maus resultados, mas leva para casa milhões, - como foi o caso de Scolari. Contra toda a lógica do mercado! Não há dúvida: os donos do futebol vivem atolados em milhões, a que, ao que parece, dão muito pouco valor!
D.N. 25.Fev. 2009.
publicado por argon às 22:36
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

COLABORAÇÃO NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Pois é verdade: durante um mês, fui mandando um mini-texto para o Diário de Notícias. Ao fim deste tempo, já tinha enviado 10 textos. Muito curtos, de forma a não ultrapassarem meia dúzia de linhas a uma coluna e enviados pelos leitores, por  SMS Não meti cunha, ninguém me conhece no jornal, sou, apenas, um leitor do jornal. A verdade manda que se diga que foram todas publicadas.

A última que mandei é a que mostro a seguir. Tendo lido o Expresso desta semana, verifiquei que o artigo de Migeul Sousa Tavares, com o título: «Enfim, um Empresário!». verifica-se que o que ele diz numa página inteira do Expresso, consegui eu, antes dele, escrever no espaço de uma coluna de jornal!

-Isto é que é poder de síntese, ó ARGON! - dirão os meus leitores e com verdade!

 

O MEU TEXTO publicdo no dia 19.Fev 2009:

 

Está na moda e é chique ter uma Fundação. Há quem a tenha por vaidade, sustentada pelo subsídios do Estado e para fugir ao Fisco. Mas há outras que são Fundações milionárias e filantrópicas, sustentadas com dinheiros de empresários ricos. Acaba de nascer mais uma destas: Fundação Francisco Manuel dos Santos, com o objectivo de «promover e aprofundar o conhecimenmto da realidade portuguesa»..Venham mais! Destas!

D.N. 19 Fev.2009

 

publicado por argon às 14:43
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UM LOUCO AMOR

Hoje, para variar, apresento um texto diferente do que é habitual. Texto que elabori, com base num exercício de alteração das regras da leitura e compreensão do texto, des-respeitando a ordem clássica das letras na frase.

É um exercício de leitura diferente daquilo a que estamos acostumados. Habituem.-se, dizia o outro.

É caso para dizer: o senhor, senhora, sabe ler?

Então, aí vai:

 
QU4DNO A CONH3CI TIHN4 16 ANO5. NÓ5 FOMO5 APSR35ETNADO5 NUAM F35T4 POR UMA PE55OA QU3 S3 DIZIA S3R M3U AMGIO.
FOI O AOMR Á PRIEMIRA VI5TA. ELA ENLUOQU3C1A-M3.
O NO55O AOMR CH3GUO A UM PNOTO 3M QUE 3U NÃO POIDA V1V3R S3M 3L4.
MAS 3R4 UM AOMR PRO1IBDO.
OS M3US P41S NÃO 4 4CE1ATVAM.
FUI R3P3RED1DO NA 35COLA 3 NÓ5 P4Á55MO5 4 3NCONRTAR-NO5 Á5 35CODNIDA5.
M45 3U NÃO AGUETNAVA M41S, 3U 35T4V4 LUOCO. 3U QU3IRA-A, M45 NÃO A T1HNA.
NÃO PO1DA PERIMTIR QU3 M3 S3APRA55EM D3L4.
3U 4M4V4-A, B4T1 NUM C3RRO, QU3RBEI TUDO D3NRTO D3 C4S4 E QU4SE M4T3I A MINHN4 IRMÃ. 3U 35T4V4 LOUCO, PR3C1A5V4 D4LA.
HOJ3 T3HNO 39 4NO5, 35TOU INTERN4DO 3M UM HOSIPT4L, SOU UM INÚ1TL E VOU MORR3R.
ABANODNADO POR M3US PA15 3 M3US AM1OGS.
O S3U NOM3?
COCANIA
COACNIA
COCANIA
A 3L4 D3VO O M3U AMOR
A M1HNA V1D4
A NOSS4 D35RTU1ÇÃO   3 4 M1NH4
MROTE.
Freddie Mercury, uma das vozes mais marcante, portentosas e incisivas de fins do século passado. Um espanto e um verdadeiro ídolo que arrastava multidões de fãs.
Nome completo: Farock Bulsara.
Data de nascimento: 5 de Setembro de 1946.
Local de nascimento: Zanzibar, África do Sul (hoje, Tanzânia).
Data da morte: 24 de Novembro de 1991.
Local da morte: em sua própria casa em Londres.
  
publicado por argon às 12:05
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UM LOUCO MOR

Hoje, para variar, apresento um texto diferente do que é habitual. Texto que elabori, com base num exercício de alteração das regras da leitura e compreensão do texto, des-respeitando a ordem clássica das letras na frase.

É um exercício de leitura diferente daquilo a que estamos acostumados. Habituem.-se, dizia o outro.

É caso para dizer: o senhor, senhora, sabe ler?

Então, aí vai:

 
QU4DNO A CONH3CI TIHN4 16 ANO5. NÓ5 FOMO5 APSR35ETNADO5 NUAM F35T4 POR UMA PE55OA QU3 S3 DIZIA S3R M3U AMGIO.
FOI O AOMR Á PRIEMIRA VI5TA. ELA ENLUOQU3C1A-M3.
O NO55O AOMR CH3GUO A UM PNOTO 3M QUE 3U NÃO POIDA V1V3R S3M 3L4.
MAS 3R4 UM AOMR PRO1IBDO.
OS M3US P41S NÃO 4 4CE1ATVAM.
FUI R3P3RED1DO NA 35COLA 3 NÓ5 P4Á55MO5 4 3NCONRTAR-NO5 Á5 35CODNIDA5.
M45 3U NÃO AGUETNAVA M41S, 3U 35T4V4 LUOCO. 3U QU3IRA-A, M45 NÃO A T1HNA.
NÃO PO1DA PERIMTIR QU3 M3 S3APRA55EM D3L4.
3U 4M4V4-A, B4T1 NUM C3RRO, QU3RBEI TUDO D3NRTO D3 C4S4 E QU4SE M4T3I A MINHN4 IRMÃ. 3U 35T4V4 LOUCO, PR3C1A5V4 D4LA.
HOJ3 T3HNO 39 4NO5, 35TOU INTERN4DO 3M UM HOSIPT4L, SOU UM INÚ1TL E VOU MORR3R.
ABANODNADO POR M3US PA15 3 M3US AM1OGS.
O S3U NOM3?
COCANIA
COACNIA
COCANIA
A 3L4 D3VO O M3U AMOR
A M1HNA V1D4
A NOSS4 D35RTU1ÇÃO   3 4 M1NH4
MROTE.
Freddie Mercury, uma das vozes mais marcante, portentosas e incisivas de fins do século passado. Um espanto e um verdadeiro ídolo que arrastava multidões de fãs.
Nome completo: Farock Bulsara.
Data de nascimento: 5 de Setembro de 1946.
Local de nascimento: Zanzibar, África do Sul (hoje, Tanzânia).
Data da morte: 24 de Novembro de 1991.
Local da morte: em sua própria casa em Londres.
                                                                                                                                            
publicado por argon às 11:49
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

TEXTOS PUBLICADOS NO 'DIÁRIO DE NOTÍCIAS'

 

 
 
Desde há muitos anos que sou um indefectível e compulsivo leitor do ‘Diário de Notícias’. Este jornal de referência costuma trazer, todos os dias, uma secção com quatro ou cinco textos, muito curtos, enviados, via telemóvel, por SMS, pelos leitores. Leio sempre esta secção. Nem sempre prima por apresentar bons textos. Alguns são pobrezinhos de conteúdo semântico e são pouco chamativos.
Ora eu, que sempre gostei de textos sintétios e tenho um especial pendor para a síntese, pus-me a enviar, de vez em quando, um mini-texto. Ao fim deum mês, já enviei, até ao dia de hoje, dez. Então, não é que o D.N. os publicou todos, sem excepção?
Os textos são todos assinados com o meu ortónimo: Artur Gonçalves, Sintra.
Eis os
TEXTOS
1.
Guerra entre Israel e o Hamas. Os Palestinianos agradecem.
Artur Gonçalves, Sintra
D.N. 15.Jan. 20092
2.
Ensino Particular – tudo na paz dos anjos. Ministério da Educação não mete o bedelho. Escolas do Ensino Público – ingerência do Ministério só prejudica e atrapalha. Como se tem visto!
D. N. 22. Jan.2009.
3.
Agora é que eu acredito que a crise veio para ficar: já se pagam casamentos de luxo a prestações. Cuidado! O fisco, voraz, espreita.
D.N. 18 Janeiro 2009.
4.
No meio desta crise económica, financeira e social, o mais grave é que o futuro já não é como era.
DN. 24 Janeiro 2009.
5.
Os escândalos em Portugal são como as pessoas: nascem, vivem e morrem. Nascem mediaticamente no meio de um espaventoso e festivo alarido; vivem, atingindo o pico; e morrem no esquecimento, quando se lhes sobrepões outro escândalo, e antes do anterior chegar à barra silenciosa dos tribunais.
D.N. 29 Janeiro 2009.
6.
O Estado, tem injectado milhões nos bancos para nós podermos sobreviver. Está mal?
Num mundo perfeito, tal não devia acontecer. Mas, se fôssemos nós a fazer o mundo, fá-lo-íamos pior!
D.N. 31 Janeiro 2009.
7.
Os jeans mais caros do mundo, apresentados em Paris, custam mil euros. A foto não engana:uma top model linda, espectacular, exibindo um par de calças coçadas, rotas e esburacadas, no joelho direito (e que joelho!).Quando eu era garoto, lá na aldeia, só os pobrezinhos (coitadinho!) vestiam assim! O tempore! O mores!
D.N. 3 Fev.2009.
8.
Os grandes clubes de futebol da primeira liga não sabem o que é a crise, porque continuam a arrotar milhões (vide caso Bolton), a fazer grandes negociatas e a pagar somas milionárias aos jogadores. Há muita gente que duvida que tenham os impostos em dia. A ser verdade que não têm, isso não é crime, é... futebol!
D.N. 6 Fev.200).
9.
É de ficarmos baralhados: o Estado andou três anos a meter-nos a mão na carteira, como um falido e, afinal, despoletada a crise, eis esse mesmo Estado a tirar milhões da cartola, para acudir a bancos falidos e não falidos, dinheiro a rodos para obras públicas, TGV, novo aeroporto, pontes, barragens, para obras nas escolas. Só não há dinheiro para os pobres!
D.N. 14. Fev. 2009
10.
Está na moda e é chique ter uma Fundação. Há quem a tenha por vaidade, sustentada pelo subsídios do Estado e para fugir ao Fisco. Mas há outras que são Fundações
milionárias e filantrópicas, sustentadas com dinheiros de empresários ricos. Acaba de nascer mais uma destas: Fundação Francisco Manuel dos Santo, com o objectivo de «promover e aprofundar o conhecimenmto da realidade portuguesa»..Venham mais! Destas!
D.N. 19 Fev.2009
publicado por argon às 11:45
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

ORDEM DE EXPULSÃO

 

 
 
Este ano celebra-se o Ano Internacional da Astronomia. A abertura foi assinalada em Portugal, recentemente, com pompa e circunstância na Casa da Música, no Porto. É dentro deste parâmetro e para me associar ao grande evento, que apresento o seguinte texto:
 
É sempre muito desagradável e prejudicial receber uma ordem de expulsão, seja em que circunstâncias for. Pois foi o que aconteceu ao planeta Plutão, pois foi expulso, sem pena nem agravo, do sistema solar.
Lá por ser pequeno, já não tem direito a figurar na cômputo dos planetas do sistema solar? Devemos protestar contra esta prepotência das dezenas de cientistas reunidos em Praga, durante a segunda semana de Agosto, no âmbito do 26º Congresso da União Astronómica Internacional (UAI). Calculem que passaram grande parte do tempo a acusarem Plutão de ser mais pequeno do que a Lua e de ser diferente dos outros planetas, devido à sua «órbita longa» e excêntrica em volta do Sol. Neste sentido, o pobre Plutão perderá o estatuto de planeta e receberá um outro de planeta anão.
Eu acho que isto não se faz. E mais, quando se sabe que Plutão figurava no grupo dos planetas desde Fevereiro de 1930, altura em que fora descoberto por um jovem de 24 anos, chamado Clyde Tombamgh.
Agora, temos que renunciar, nos registos da nossa memória, àquilo que nos ensinaram e que nós aprendemos a papaguear, na altura em que não era proibido aprender coisas de cor na escola, isto é, o nome de todos os planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão - lá vinha o nome do Plutão no fim da lista; no fim, mas fazia parte da lista! Quer dizer: eram nove, agora passam a oito!
A notícia diz que os cientistas estavam a braços com um dilema: ou reduziam o sistema solar para 8, excluindo Plutão, ou aumentavam-no para 12, incluindo 3 novos planetas: Ceres, Caronte e Xena, descobertos em 2003, de tamanho igual ou superior a Plutão e, por isso, com direito a estatuto de planeta. Plutão julgaram-no uma espécie de falso planeta ou planeta menor! Se assim é, porque não lhe chamaram, à partida, quando foi descoberto, Pluto ou Puto e lhe deram um nome terminado num aumentatitivo?
Eu penso que com planetas não se devia brincar, mesmo quando ele se chama Plutão – um nome tão bonito e sonante, que, agora, fazem rimar com aldrabão, digno de exclusão, sem direito a protestação. Pois, então!
Talvez tenhamos que nos socorrer de outro planeta, - só faltava mais essa!, ele que era, até agora, o planeta da sexualidade e da morte, dois temas tão presentes na vida e na morte de todos os homens e mulheres, dois factores que nunca deixarão de existir.
É uma descriminação excluírem os pequenos, só por serem pequenos. Que culpa tem ele de ter nascido pequeno e nunca mais crescer? Isso não se faz!
E eu, em nome de Plutão, como uma espécie de advogado de defesa, lavro aqui o meu mais veemente protesto!
                                                                                                                       
publicado por argon às 09:48
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

EU ESDOU MUNDO GONSDIBADO

 

Eu esdou mundo gonzdibado. E dando, que na zei gomo derei borzas bara gondinuar a esgreber, baz denho um gombromizo de esgreber. Agondeze que, gando esdamos gonsdibados gomo eu esdou no ado de esgreber esde deizdo, esdou gonsdibado no gorbo dodo, isdo é, abrange dodas as bardes do gorbo: as maos, oz bez, a gabeza e dudo o resdo gue nao bem pra agui dobear. As maos taobém esdão gonzdibadas, daí o alinamendo desde deizdo co alguaz ledraz bloguiadaz. Bor izzo, denho muda dibiguldade em ardigular e esgreber como madam as leiz da zanta madre gramádiga e abedezia-me, maiz, zoldar bara o babel ua boz nao ardigulada. Mas não bozzo debraudar oz meuz gosdumados e agozdumadoz leidorez. Se nao houbezze médigos, não habria doendes, perdão, se não houbezze leidorez nao habia gornais, nei gornalizdaz
Denho az bozzaz dazais endubidas e, bor izzo, dodaz az balabras, mezmo az ezgridas, mezaem bela garganda em gargareigos emoliendes (dic. substância que elimina a dor e a inflamação).
Abesar do beu esdado, aída gonzegui abrir um barêndesziz – tibe algûa dibiguldade, bara dar ao gorbo aguilo gue ele me bedia: que diridasse de frio para imaguinar as briuraz doz gue se gobrem com menoz rouba do gue eu. E, de benzamendo, en benszamendo, no meio doz zero grauz de Lizboa, e do alerta amagelo do guaze resdo do baís, e algu alerda laranja de menoz nobe grauz em Braganza, oido grauz na Guarda, e oubi agora que bai cair nebe no Bordo e em Braga. Gomezei a benzar no «aguecimendo global» - era o gue nós prezizábamos, agora. Nao zei ze gá rebararao que no Inberno, que era guando brezizábamos de calor, bem o frio, e no Berão, que agradezeriamoz ao Griador ûas rajadas de frio, esdamoz adoladoz en galor. Gá biram maior abzurdidade, nesde mundo de badaz ao ar? Boiz eu nuca oubi balar de «frio global». O seor Al Gore, esgrebeu um libro - «Uma Verdade Inconveniente» que bendeu milhões a azzuzdar-nos com o aguezimento global, culpa, diz ele, do gombordamendo humano do homem. Abinal, beio a desgobrir-se, pelo gue ezdá à bista armada e dezarmada, gue dudo izzo é um embusde, ûa mendira, ûa iluzão. Bega-se o libro «A Ficção Científica de Al Gore», de Marlo Lewis. Prebiu ele e ezzas lumináriaz e almaz agoirendas, gue deigaria de haber chubas e as braias engoleriam e oz deszerdoz abanzariam. Bura bendira. E ainda bem.
Agui, biz um iterbalo e fui jantar. O puré de badada e os bifes ezdabam uma delízia. O pior foi a seguir. Tibe que regolher à gama porgue a resbiraçao, binda do esdômago, não pazzaba e nao gonzeguia degludir. Como zou zózio da AMI, mandei bir um médigo a gaza. Ó sehor doudor nem a água pazza da boga para o esdômago. Ele rezeidou-me remédios bárioz. Mas nao gonzegui engolir nehum. E, borgue gulgamos gue az Urgênzias do hosbidal bazem milagrez, lá bou eu para a bija das Urgênziaz. Quando fui chamado, o médigo pediu-me os zintomas. Eu dei os gue tinha dado ao médico AMIgo que tinha bindo a biha gasa.
E, andez que fozze jamado lá para dendro, para a desgoberda do mal e o dradamendo, já na maca,o médigo lembrou-se de me dar um gombrimido e um gopo de água. Eu egoli o gombrimido com doda a bazilidade. Logo a seguir, o médigo, antes de eu me pirar a doda a velocidade para casa curado, disse: - o sehor nao me conheze? Olhei-o defrende e regonhezi gue era o mezmo médico que me dinha adendido AMIgabelmente em miha casa!!!
Eu gombordei-me gomo aguele baralídigo daz bernaz, de muledas gue, debois de gurado milagrozamende, em Fádima, adirou gom as duaz muledas bara o demo e bôs-se a gamiho de gaza belo zeu bé. As alegriaz feztibas nem derao dembo, nem ezpazo para agradezer à Birgem Maria o milagre. O gue me fez vazer a seguide guadra:
Begam aguele baralídigo,
A força da zua fé:
Foi a Fádima de muledas,
E beio de lá belo zeu pé!
Dal e gual o baralídigo fádimo, abedezeu-me deidar ao ar a maca em gue já ezdava deidado. Só que era mudo besada e, sem me desbedir do médigo AMIAdorense (a acção passa-se no Hospital Amadora-Sintra) dei às de Bila Diogo em direzao a gaza gompledamende gurado, sem dradamendo nehum.
Abinal, pergundarao oz zenores: que doenza boi ezza gue noz dezgrebe gom dando pormaior (sic)?
Muido zimplezmende: um trozo de bife tiha-se-me atrabezado na garganda e só resolbeu ir bara o ezdômago no hosbital! Exberimendem e berão a aflizao que é!
Por izzo, eu regomendo: guidado gom os bifez!
                                                                                                                                                              
publicado por argon às 19:47
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