Terça-feira, 30 de Junho de 2009

O CASO MAIS ESCANDALOSO

O caso mais escandaloso é o da omissão da actuação do regulador do Banco de Portugal no relatório preliminar da Comissão Parlamentar de Inquérito np caso BPN, o senhor Vítor Constâncio que, toda agente viu, foi bem apertado durante várias horas e acusado pela oposição. Não admira: a autora do relatório que era suposto relatar com verdade o que aconteceu, através das actas, é uma deputada do PS, isto é, do mesmo partido de Constâncio que se revelou pouco 'constante' no caso da supervisão.

Assim vai este país: cada vez mais desacreditado.

E ainda querem que o Sócrates continue?

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A CENSURA CONTINUA

 

Toda a gente sabe que a Ponte 25 de Abril foi feita numa noite. Todos gostam de a atravessar mas muitos portugueses acham que ela não foi construída pelo ditador Salazar. Por isso, lhe mudaram o nome.

O Hospital de Santa Maria, não se sabe quem descerrou a lápide evocativa, nem em que data foi inaugurado. Porque o censura da democracia do 25 de Abril retirou esses  elementos que constavam. Para que não houvesse lembrança de quem (ou quens) o mandou construir.

De modo que a placa, expurgada dos elementos atentatórios, ficou assim, e é assim que se conserva, para gáudio dos 'precs' que ainda não acabaram:

 

Este edifício destinado à faculdade de medicina e ao hospital escolar de Lisboa foi solenemente inaugurado.

 

Toda a gente vê que a placa está incompleta: falta o agente da passiva (autor do 'atentado') e a data.

A placa, tal como era, à data da inauguração, rezava assim, quer gostem, quer não:

 

Este edifício destinado à faculdade de medicina e ao Hospital Escolar de Lisboa foi solenemente inaugurado pelo Presidente da República, general Higino Craveiro Lopes em 27 de Abril de 1953, vigéssimo quinto aniversário da entrada do doutor António de Oliveira Salazar para o governo da Nação.

 

Em Espanha o Sapatero, 1º ministro, está a apagar todas as referências que remetam para a obra e dignidade de Franco.

«Madrid tira a Franco os títulos honoríficos» - titula o D. N. de hoje.

O Franco deve ter dado muitas voltas no túmulo face a semelhante atitude, em sinal de protesto.

O Sapatero esquece que, se a sorte da guerra civil de Espanha tivesse virado para o outro lado, isto é, se os vermelhos vencessem, Espanha não seria o que é hoje. Nem Portugal, que apanharia por tabela o comunismo. Na verdade, no fim da guerra, os comunisttas é que mandavam no governo e passaram a última fase a assassinar os seus inimigos. do mesmo lado da barricada. Então, o sapateiro não seria o Sapatero, mas, talvez, algum sapateiro remendão...

Sei o que digo porque li recentemente três livros fundamentais sobre a guerra civil de Espanha. Que eu ainda tenho na memória, pois nasci junto à fronteira espanhola e lembro-me, era garoto, da pobreza dos espanhóis que chegavam a trazer castanheiros com raízes, para plantio, para trocar por comida. É a memória que tenho mais presente dessa época.

Vem a propósito referir que com Salazar passou-se quase o mesmo, «muttis mutandi» (Sapatero contra Franco): toda a gente lembra os defeitos e ninguém recorda que nos livrou da guerra, isto é, das garras de qualquer das partes em conflito. Ele soube jogar com um pau de dois bicos. Digo isto e não julguém que tenho ou tive simpatias pelo homem: ele prejudicou grandemente a minha carreira de estudos, quase me fez regressar à estaca zero, depois de ter uma quase licenciatura. Os que dizem mal dele não têm, muitos, nenhuma razão de queixa dele, vão na onda da maledicência e até, porque, tantos, nem nasceram no tempo dele, nasceram depois.

Ele teve o Cunhal na mão: se fosse assim tão sanguinário como os seus inimigos querem fazer crer, não o teria deixado fugir da prisão de Peniche, nem lhe teria consentido que estudasse na prisão e se formasse em diteito.

Mas não julguem que Cunhal era mais santo do que Salazar. Eles eram semelhantes: ambos eram pobres e assim viveram; ambos ambicionavam o poder; ambos eram ditadores e concentraram em si todo o poder; ambos eram muito recatados; ambos se fechavam na concha da sua privacidade; ambos eram honestos, nunca ninguém os acusou de terem roubado o erário público e ambos viviam frugal e honestamente, contentando-se com pouco. E digo mais: se Cunhal não tivesse enveredado pelo comunismo, estou em crer que essa alma de artista tinha estofo para ser um homem bom, talvez um santo!!!

Mas... como a política é a arte de estragar até os homens bons...

No entanto, se ele, Cunhal, chegasse a ser governo, estou convencido que hoje teria mais inimigos e maldizentes do que Salazar. Porque seria um ditador, deitaria abaixo todos os seus inimigos, encheria as prisões de criminosos e de opositores ideológicos, perseguiria a Igreja, defenderia as regalias para uma elite, a nata do partido, e os trabalhadores ficariam a trabalhar como escravos, ao abandono. Tal como na Rússia do Estaline e dos seguintes. Porque ele introduziria a filosofia política da castração das lioberdades como na Rússia, no nosso país. Felizmente, tal não veio a acontecer, embora tivéssemos estado á beira de acontecer.

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VIVA O BENFICA! O BENFICA É O MAIOR!

 

Até parece que eu sou do Benfica - que não sou!

Mas hoje debate-se no Parlamento o Estado da Nação. Receio que este debate fique submergido pelo debate, bem mais importante, para os fanáticos e não só, do Benfica. Porque, neste momento, discute-se se vai haver ou não eleições. As televisões já deram larga fatia noticiativa nos seus programas. Amanhã é a vez dos jornais.

Neste momento, depois de breve intervalo, a internet garante que nõ vai haver eleições,para já. Uma providência cautelar suspende o acto eleitoral.

Amanhã, as primeira página de todos os jornais vão aparecer com grandes parangonas sobre este assunto.  E não faltarão futurólogos e artistas da palavra a dizer o que lhes vai na alma e na cabeça.

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publicado por argon às 22:08
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UMA MENTIRA DE 89 MIL QUILÓMETROS QUADRADOS

Temos asistido ao espectáculo indecoroso de depositantes que reclamam do seu banco o seu dinheiro depositado, antes da crise. Elesnão fazem mais do que reclamar aquilo que é seu. Com a agravante de que lhes foi garantido o retorno do dinhero com acrescentamento dos juros.

A coisa é tanto mais grave quanto é certo que esses depósitos que perfazem muitos milhões, lhes são negados e os administradores dos bancos fecham-se em copas.

Eles, depositantes, foram enganados porque julgavam que estavam a aplicar as suas popupanças num banco que se pautava por regras e claras e, afinal, descobrem que foram defraudados e não conseguem haver aquilo que lhes pertence.

Que ideia formaremos de um banco que garante um «retorno absoluto», isto é, sem restrições, com anúncio enfático, e, agora, ,sto é, sem restrições.

Tantos aldrabões que meteram ao bolso milhõs faz manguito?  Enganaram e defraudaram muitos depositantes e andam por aí à solta: nem foram acusados de nada, nem lhes foi caçado o dinheiro fabuloso com que se aboletaram. A justiça está a dormir.

Na América o senhor Madoff que defraudou os americanos no valor de 50 mil milhões de euros, foi logo preso e, no apenas espaço de dois anos, ou menos, já foi julgado e apanhou 150 anos. Podiam, até, dar-lhe 1000 anos. Ele já não viverá muitos.  Mas, sendo condenado a prisão perpétua, daqui a alguns anos, se lá chegar, será posto em liberdade.

Uma observação digna de nota é que o Madoff confessou-se culpado.

Aqui, em Poprtugal, não há uma excepção de um único arguido se confessar culpado. todos se declaram inocentes. E, curioso, quando a justiça, na pessoa do prourador geral da república ou o ministro da justiça, ou outra entidade da justiça com responsabilidades, quando se trata de colarinhos brancos, avisa, em tom de prevenção, que fulano ainda não foi acusado pela justiça, ou é inocente, enquanto não for condenado. Não me refiro só aos bancos. Refiro-me, também, aos outros processos em curso que não mostram o fim, parece que nunca acabam e não há ninguém preso, se chega ao julgamento.

Ninguém acredita que algum dos arguidos seja preso?

A mentira do BPP e do BPN é do tamaho do nosso país. Perguntem a um aluno do 9º ano ou do 12º qual é a seuperfície de Portugal continental. Duvido que algum o saiba dizer sem pestanejar. Eu aprendi na instrução primária e nunca mais esqueci.

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publicado por argon às 21:35
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

O PAPILLON PORTUGÊS

 

                
Digo bem: O Papillon português.
Aos sete anos, fugiu de casa de seus pais desagradado do facto de estes o obrigarem a ir pastar umas poucas de cabras, algumas ovelhas e dois porcos, em vez de o deixarem ir à escola. Por lá andou foragido vários meses sem saberem do seu paradeiro. Regressou um dia desiludido, já cansado de aturar amos, e com saudades do aconchego familiar. Mas, passados dias, voltou a ausentar-se, desta vez com mais demora. A ideia fixa era alcançar Lisboa que rodopiava na sua imaginação com o fascínio de um Eldorado, uma terra rica, bela e julgando, na sua ingénua garotice, ao alcance da sua mão. Pelo caminho de 400 quilómetros, ele ia servindo amos por razões de sobrevivência. Deslocando-se sempre a pé. Depois de várias tentativas, de ter sido por várias vezes apanhado sem o título de transporte e colocado fora do comboio geralmente ao anoitecer, põe-se a calcorrear caminhos escuros pela linha de comboio à procura de quem o queira para servir. Chega a servir patrões que lhe querem bem e o tratam como filho mas ele, sem dar cavaco e quando menos se esperava, desaparecia e punha-se à procura de novas aventuras. Dir-se-ia que só estava bem onde não estava. Até que, depois de várias tentativas frustradas, consegue chegar a Lisboa onde tinha uma irmã a servir. Mas, santo Deus! depois de quantas tentativas, peripécias e sofrimentos! Em Lisboa não parava em emprego nenhum e a sua ideia era ser comerciante, estabelecer-se por conta própria. E conseguiu ‘comprar’ uma casa de comércio, embora nunca tivesse pago um tostão. Mas o fulgor da sua imaginação e o poder convincente da sua argumentação, à mistura com muitas sessões de negociação, de promessas de pagamento, de juras e de ‘palavras de honra’, conseguiu que o dono lho ‘trespassasse’. Mas depressa levou o negócio à falência.
Esteve várias vezes preso no país e, quando numa prisão da Guarda, conseguiu empreender uma fuga recambolesca, deixa toda a segurança e o país embasbacados, ao conseguir desaparecer sem deixar rasto. Ele disse-me onde se acoitou, mas não revelo os pormenores. Esteve em vários países da Europa e no norte de África e com mais tempo de permanência em França e em todos foi considerado «persona non grata». Em Portugal a PIDE andava-lhe sempre no encalço até que considerou ter feito uma proeza quando conseguiu deitar-lhe a mão e metê-lo num estabelecimento prisional de Lisboa. Esteve à beira de arranjar fortunas, em Paris foi dono de vários barracões da periferia, algum tempo depois vemo-lo em Espanha proprietário do «Hostal Agiria», na «carretera» Sagunto-Burgos, ao km.218, donde uma vez me escreveu e eme mandou o cartãoo de visita com a nova 'aquisição'. Mas depressa muda de ramo e estabelece-se nos arredores de Coimbra onde se auto-intitula dono de uma Quinta. Finalmente, regressa à sua terra pobre e desiludido. Quando chegou, fechando o ciclo, tinha calcorreado milhares de quilómetros e sempre em situação de clandestinidade.
 Estamos a falar do maior andarilho português, um cavalheiro que adora o risco, o desconhecido; que anda sempre indocumentado e, por isso, sempre perseguido. É dos primeiros a entrar em França, clandestinamente. A primeira vez, com um passaporte que forjou, tinha 16 anos, atreve-se a fazer a viagem de comboio com um conterrâneo, tendo iludido que este lhe emprestasse o dinheiro para a viagem. É preso à chegada a Irun e encarcerado numa prisão em Espanha onde passou vários meses em condições péssimas e cheio de uma indizível saudade e sofrimento, perante aquela situação de promiscuidade.
O Papillon português. É a ideia com que ficámos quando lemos o livro que escreveu na prisão de Lisboa, onde narra parte importante da sua vida com um realismo feroz, uma imaginação prodigiosa, uma argumentação difícil de desarmar, um estilo, ainda que simples, vigoroso, cheio de verve, multifacetado, de um grande realismo descritivo. É um livro autobiográfico, sem personagens, mas cujos intervenientes são nomes de pessoas conhecidas, de carne e osso. Onde abundam os nomes das pessoas que entram em cena, os anos, os meses, os dias de semana, a hora em que aconteceram os factos narrados e com indicação clara do local. Tudo com uma precisão e acerto matemáticos. Predomina o diálogo onde os intervenientes pontificam com as suas ideias e argumentos mas ele, o autor, está presente em todas as cenas apresentando-se como um verdadeiro herói que tão depressa soma vitórias, como derrotas. Não há descrições, é tudo rnarração em quase diálogo corrido.
O livro é autobiográfico e acompanha a curva sinuosa da sua vida desde os sete até aos 24 anos. Uma vida cheia de incidentes de percurso que ora nos exalta, ora nos confrange, ora nos comove, ora nos incita à piedade e à compaixão, parecendo ser um joguete nas mãos do destino.
O livro – único exemplar escrito à máquina em folhas A4 na prisão de Lisboa durante dois anos, não está publicado. Só assim, na cela e no vagar de uma prisão, poderia ter sido escrito. É o relato pungente de um jovem perseguido pelo Destino. A ideia com que ficamos, depois de termos lido o livro, é que ele, autor, só está bem onde não está. Que tem prazer em arranjar conflitos. Que tem uma especial predilecção por viver sempre à margem da lei. Que luta afanosamente, servindo-se da astúcia, da frontalidade, da intrepidez, para alcançar os seus fins. Que exibe em todas as circunstância a marca da sua fortíssima personalidade. E que consegue vencer todas as argumentações dos adversáris, por meio da sua inteligência fulgurante e dos seus raciocínios imbatíveis e originais.
O livro foi ciosamente conservado na sua posse e acompanhou-o sempre durante muitos anos e em vários países, por todos os azimutes por onde vagueou e vadiou. Nunca o perdeu, nunca o emprestou a ninguém, nem nunca eu tinha ouvido falar dele, livro. Mas um dia, estando ele na sua terra, um companheiro vem dizer-lhe que está ali um homem que lhe queria falar. A primeira reacção dele foi esconder-se, julgando ser algum elemento da PIDE. Não era – era um senhor que tinha percorrido o país e, finalmente, várias terras do concelho a perguntar em que terra podia encontrar o senhor Fulano de Tal. Finalmente, soube do seu paradeiro por uma pessoa de uma terra vizinha. Esse senhor era o grande escritor Fernando Namora que vinha no encalço do livro. Quis fazer com o autor um contrato de compra. Possivelmente, para o publicar, depois de lhe imprimir a marca da sua forte personalidade literária. O autor, ao contar-me este episódio, disse-me quanto é que Namora lhe oferecera por cada página. Mas já não me lembro. Sei que fiquei com a ideia que era muito dinheiro. E ele disse-lhe logo, redondamente, que não lho vendia nem lho emprestava. E mais me disse: que, quando, pouco depois, o autor se encontrava na Bélgica, Fernando namora lhe escrevia de vez em quando.
Ora, logo que ele me falou no livro, fiquei com desejo de o ler e então, pedi-lhe que mo emprestasse. Ele não se fez rogado. Não opôs qualquer obstáculo – só me disse que era exemplar único e, portanto, que o não perdesse. Devo explicar que ele tinha muita consideração por mim porque, na qualidade de director do jornal que ele lia assinava. tinha um grande ascendente sobre ele, embora nunca tivesse estado com ele, até ali. Escusado será dizer que li o livro com sofreguidão e tive-o na minha posse durante um ano. E dele tirei uma cópia que conservo religiosamente. A cena passada com o escritor Fernando Namora passou-se pouco tempo depois de ele ter saído da prisão. Ele nunca o tinha emprestado a ninguém e quando li em voz alta na sua presença e na do filho o capítulo sobre o casamento, a sue pedido, o próprio filho se queixou, na minha presença, quando viu eu levar o livro, dizendo: 'ó pai, eu não sabia que tinha escrito este livro e o senhor nenca mo emprestou!' - disse-lhe,sem esconder o seu queixume.
O livro tem 345 páginas que ele foi escrevendo laboriosamentee, 33 capítulos e foi completado 87 dias antes de sair em liberdade.O título é: «Vida e Destino». Eis alguns títulos:
 Infância; Abandono do Lar; Desilusões de um sonho; Regresso ao lar; Nova Fuga; Novos horizontes; Começa o amor; Contrabando; Maus caminhos; Apanhados; Destino a Lisboa; Nova Profissão; Comerciante; Desnorteado e engaiolado; Enlaçado para o casamento; Casamento; Vida Militar; Novos Aborrecimentos; De mal a pior; Há males que vêm por bem; Nova esperança; Consegue os documentos; Nova profissão; Nova vida, nova infelicidade; Grande fatalidade; Dá entrada no hospital; Preso por causa da francesa; Novamente em desgraça; Novos amores; A desgraça procura–me novamente.
Para peguilho da curiosidade, relato, apenas, a cena na tardinha que antecedeu a fuga e que não vem descrita no livro. Num certo dia de verão, o sol tinha acabado de se por no horizonte quando, lá ao fundo da Praça da aldeia onde nasceu, começa a aparecer um garoto com uma bicicleta pela mão. Chega junto de um condutor que tinha acabado de carregar uma camioneta de batata com destino a Lisboa. Ele dirige-se e pergunta-lhe se vai para Lisboa. O condutor responde afirmativamente. – E pode levar-me para Lisboa? O condutor ia a dizer que sim, quando uma senhora, esposa do batateiro, que ouvira a conversa, lhe diz: «senhor ‘chofer’, não leve este rapaz para Lisboa porque ele casa-se amanhã».
Na verdade, o pai e o futuro sogro tinham ajustado casá-lo ao outro dia. Ele, então, retrocedeu e foge, sem deixar rasto. O pai e o futuro sogro, tendo dado pela falta dele e não sabendo onde se teria acoitado, conseguem saber, depois de muito procurarem, no bréu da noite, onde ele estava. Tiveram que calcorrear a pé quatro quilómetros para o alcançarem. Imagine-se a cena: os três a irem, pela noite fora, para outra terra vizinha, dali distante cinco quilómetras, a terra da noiva onde, ao outro dia, era esperado para se casar.  A descrição do casamento ocupa, no livro, 36 páginas e a sensação com que fiquei depois de as ter lido, foi que esse casamento não foi válido. É uma descrição pormenorizada e pungente. A auto-análise das implicações psico-físicas do coitado, numa análise psicológica parecia que feita por um grande artista da pena, as falinhas mansas da noiva e da irmã, a contrastar e como que para lhe darem ânimo e pôr em água na fervura, etc., são feitas com muito pormenor, com muita compunção e argúcia. A descrição dessa noite que antecedeu o casamento em casa da namorada, onde ele dormiu, fez-me lembrar os últimos momentos que antecedem a condenação à morte de um condenado. tal o realismo descritivo de um caso pungénte e patético, quase a roçar o trágico.
 
 
publicado por argon às 16:58
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Domingo, 14 de Junho de 2009

EU E O DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Ontem chapei aqui a frase que enviei para o Diário de Notícias. Concluo que longe vão os tempos em que as minhas frases eram todas aprovadas e publicadas. Foi uma dúzia delas em três semanas.

 

O Diário de Notícias NÃO publicou o meu texto.

 

Repito o texto:

 

A Liberdade, ou a segurança? Os americanos reelegeram Bush porque preferiram quem lhes garantia a segurança. Sócrates restringiu-nos as liberdades e não nos dá segurança. Fora com ele! Disseram os eleitores.

 

Hoje, venho ver se consigo adiantar argumentos prováveis para explicar a sua exclusão.

1 Não foi aprovada porque era uma frase frontal e verdadeira.

2. Não foi publicada porque o jornalista que a recebeu era do PS.

3. Não foi publicada porque havia outras mais oportunas e dignas de serem publicadas.

4. Não foi publicada porque o jornalista que a recebeu era um incompetente, que não estava preparado para distinguir as frases que são de 1ª e as outras.

5. Não foi publicada porque o escrutinador não percebeu a frase.

6. não foi publicada porque o jornalista não tem peparação literária para apreciar frases que mereçam ser publicadas. nem quanto ao fundo, nem quanto à forma.

7. Não foi publicada porque a frase se afasta dos critérios em uso no D. N.

Ora, eu entendo que a frase tinha várias características que a recomendavam como uma frase digna de ser publicada: fala de liberdade e segurança e refere a fraca votação do PS nas eleições recentes, que é consensual.

Em Portugal, Sócrates restringiu-nos as liberdades e não nos deu a segrança. É ler os jornais diários, para sabermos da falta de segurança e ver as leis que o PS fez que nos restrigiram as liberdades. Isto não oferece discussão. É verdade. 

É verdade o que digo dos americanos. Na verdade, os americanos tinham duas opções: um candidato Gerry (creio que era assim que se chama) que dava provas de garantia de mais liberdade, mas menos segurança. E os americanos, apesar da guerra do Iraque ter sido um desastre e de Bush ter sido um mau governante no 1º mandato, voltaram a votar nele. Para os europeus issso pareceu um contra-senso e muitos chamaram burro ao povo americano por o ter eleito de novo. Porquê? Porque os americanos, tal como os portugueses, preferiam a segurança, mesmo à custa da limitação das liberdades. Efectivamente, no segundo mandato de Bush não houve nenhum atentado na América.

A trase conclui que o resultado da votação do dia 7 foi desfavorável a Sócrates, foi um dsastre e o resultado significa que a maioria dos porrtugueses querem ver Sócrates fora do governo do país.

Por fimm, só mais uma nota. As minhas frases denotam uma perfeição formal dignas de nota. São de tal modo sintéticas que não se pode omitir uma só palavras, sem desvirtuar o texto. Na verdade, eu estou muito habituado às mini-frases. O meu último livro - HUMOR EM PEDAÇOS, de que falarei brevemente, tem como ponto forte as mini-frases, autênticos pensamentos que obrigam a pensar. POucos me poderão bater neste aspecto e poucos terão obra, como eu,para mostrarem. O D. N. tinham um jornalista cula 'habilidade' consistia em modificar as minhas frases: ora, suprimindo uma palavra, aqui e além, ora alteram outras. O resultado era um texto completamente desvirtuado sem ênfase, nem graça.

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ADENDA

 

Os textos publicados no espaço do D. N. onde poderia ter sido publicado o meu:

Agradeço que comparem com o meu texto, dando resposta ao nº 3., supra.

 

Luís Alberto, Almada

 

Diz Manuel Vilarinho que está farto de benfiquistas. Com um presidente daqueles, outra coisa não era de esperar. Força, sr. Vilarinho, salve o seu clube enquanto é tempo.

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M. Silva, Torres Novas

 

As sondagens servem essencialmente para beneficiar uns e prejudicar outros. Recordo as sondagens que davam 18% para o Bloco de Esquerda e 7% para a CDU. No final, os dois partidos ficaram iguais. E porque ninguém fala que o CDS passou a quinta força política?

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F. Reis, Coimbra

 

Ainda não vimos Mário nogueira a indignar-se com a promiscuidade à volta das explicações e do preço a que os professores se pagam sem passar recibo.

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Por favor: comparem!

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publicado por argon às 21:10
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Sábado, 13 de Junho de 2009

UMA FRASE PARA O DÁRIO DE NOTÍCIAS

Hoje, tirei-me dos meus cuidados, puxei pela cabeça e redigi a seguinte frase que enviei para o Diário de Notícias. Só amanhã saberei se foi publicada.

 

A frase é a seguinte:

 

Liberdade ou segurança? Os americanos preferiram Bush na reeleição porque lhes dava mais garantias de segurança. Sócrates restringiu-nos as liberdades e não nos dá segurança. Fora! - disseram os eleitores.

 

Só pedia a Deus, enquanto estava a digitalizá-la no meu telemóvel que não estivesse  a escrutinar as frases recebidas no 'Diário de Notícias' nenhum jornalista do partido socialista. Se estiver e puxar pelos seus galões partidários, estou tramado! A frase não será publicada!

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publicado por argon às 19:20
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IMPRESSIONANTE!

É, na verdade, impressionante. A verba astronómica envolvida na transferêcia de Ronaldo para o Real Madrid. Mas o número 93 milhões não nos dá a grandeza real da coisa porque é uma abstracção. Por isso, o Jornal de Notícias, à moda caseira, usou a transformação deste número em coisas concretas. E deu no que ontem mostrámos, citando, no nosso comentário de ontem.

Mas hoje o Correio da Manhã, fazendo jus ao seu cariz populalar, para português entender,  transformou a coisa em ouro, não em pepitas, mas em estátua. Escreveu

 

TRANSFERÊNCIA DE RONALDO VALE 57 VEZES O PESO DO JOGADOR EM OURO..

 

Veremos daqui a um ano o que vale a sua prestação e o sucesso alcançado pelo Real Madrid.

É bom não esquecer que há um clube que espreita. Trata-se do Barcelona que vai derrotar o Real, apesar do Ronaldo bilionário. Porque um só  jogador não faz uma equipa. O Real já o provou com os maiores e mais caros jogadores. 

 A Madeira, sendo uma ilha tão pequena, já nos deu duas figuras invulgares: Ronaldo e... Alberto João Jardim que seperpetua como o dono da Madeira. O homem pode ter muitos defeitos, e tem, mas é o favorito dos madeirenes porque sabe sacar milhões ao governo central. Gasta à tripa forra e, no fim,... Ó Abreu, dá cá o meu!. Aliás, como fazem todos os políticos  empreiteiros, construtores civis, etc. É só sacar, vilanagem!

Somos o país mais conhecido por razões desportivas. O Ronaldo é o maior!

Mas era melhor que Portugal fosse conhecido pela qualidade dos seus políticos, dos seus gestores, dos seus intelectuais, dos seus escritores, dos seus artistas, dos seus empresários, numa palavra, pela sua massa cinzenta.

Repare-se que se trata de um jogador, um puto, que, quem diria? se distingue porque ... sabe dar pontapés num coiro cheio de vento!

&

AINDA A CLASSE DOS PROFESSORES

 

Escreve Emídio Rangel no C.M., o homem que só vê virtudes no governo Sócrates: «Sócrates... decidiu fazer frente à maior corporação do país, a dos Professores: acabou-lhes com os privilégios, retirou-lhes os vícios, para desencadear uma reforma do ensino que acertasse o passo com o resto da Europa desenvolvida. Não há memória de se ter feito tanto em tão pouco tempo.

Começo a comentar pelo fim: é verdade que o ensino das nossas escolas deveriam, há muito, ter começado a ser reformulado. A reforma só pecou por tardia. Mas uma reforma deste jaez só poderia ser feita em vários anos e não num só. Assim, foi tudo feito à trouxe-mouche, impensadamente, mais com a ideia de destruir do que de construir com calma e ponderação.

António Barreto há pouco tempo acabava assim uma crónica sobre a educação, cujo título era «Aplicadores»:

 

« Todos estão exaustos. Todos abem que o ano foi em grande parte perdido. Pior: todos sabem que a escola está, hoje, pior do que há um ano».

 

<Eis o destaque da crónica:

 

« O ministério trata os professores como se fossem imaturos e aldrabões. Não admite a autonomia. Abomina a iniciativa e a responsabilidade. Cria um clima de suspeição. Obriga os professores a comportarem-se como robôs».

 

Só faço uma pergunta: acham que é uma boa reforma aquela que vira todos os professores, quase quinhentos mil, contra o governo?

Mas feito o balanço de um ano escolar, o que se conclui é que os resultados não serão melhores, por isso.

Mais palavras para quê?

&

Sócrates, com o seyu desgoverno conseguiu o que nenhum outro governante de nenhum outro país da CE fez, que foi:

 

destruiu a agricultura,

destruiu a classe dos professores,

destruiu a classe dos funcionários públicos,

destruiu a classe dos reformados;

destruiu as escolas,

destruiu a justiça,

destruiu o país!

E virou todas estas classes contra ele.

Antes de ser destruído o país pela crise!

&

 

Pouca gente haverá neste país que possa dizer como eu: há muitos anos que reservo todos os dias uma hora, pelo menos, para mim. É o tempo em que estou fora de casa, isolado, sozinho, comigo».

Hoje fui tomar o meu café ao café habitual. E reparei que todos os clientes, vários, estavam de costas voltadas para uma coisa chamada televisor que estava a emitir. Eu era um dos mesmos. Por isso, pergunto: que está aquele espantalho a fazer num café? Só se for para fazer barulho e irritar, que irrita! os clientes.

&&

 

 

 

 

 

publicado por argon às 14:10
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IMPRESSIONANTE!

É, na verdade, impressionante. A verba astronómica envolvida na transferêcia de Ronaldo para o Real Madrid. Mas o número 93 milhões não nos dá a grandeza real da coisa porque é uma abstracção. Por isso, o Jornal de Notícias, à moda caseira, usou a transformação deste número em coisas concretas. E deu no que ontem mostrámos, citando, no nosso comentário de ontem.

Mas hoje o Correio da Manhã, fazendo jus ao seu cariz populalar, para português entender,  transformou a coisa em ouro, não em pepitas, mas em estátua. Escreveu

 

TRANSFERÊNCIA DE RONALDO VALE 57 VEZES O PESO DO JOGADOR EM OURO..

 

Veremos daqui a um ano o que vale a sua prestação e o sucesso alcançado pelo Real Madrid.

É bom não esquecer que há um clube que espreita. Trata-se do Barcelona que vai derrotar o Real, apesar do Ronaldo bilionário. Porque um só  jogador não faz uma equipa. O Real já o provou com os maiores e mais caros jogadores. Aquilo será mais uma questão de vaidade que nem a crise proibe ou diminui. Mas os espanhóis é que vão dizer como é.!

A Madeira, sendo uma ilha tão pequena, já nos deu duas figuras invulgares: Ronaldo e... Alberto João Jardim que seperpetua como o dono da Madeira. O homem pode ter muitos defeitos, e tem, mas é o favorito dos madeirenes porque sabe sacar milhões ao governo central. Gasta à tripa forra e, no fim,... Ó Abreu, dá cá o meu!. Aliás, como fazem todos os políticos  empreiteiros, construtores civis, etc. É só sacar, vilanagem!

Somos o país mais conhecido por razões desportivas. O Ronaldo é o maior!

Mas era melhor que Portugal fosse conhecido pela qualidade dos seus políticos, dos seus gestores, dos seus intectuais, dos seus escritores, dos seus artistas, dos seus empresários, numa palavra, pela sua massa cinzenta.

Repare-se que se trata de um jogador, um puto, que, quem diria? se distingue porque ... sabe dar pontapés num coiro cheio de vento!

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AIND A CLASSE DOS PROFESSORES

 

Escreve Emídio rangel no C.m., o homem que só vê virtudes no governo Sócrates: «Sócrates... decidiu fazer frente à maior corporação do país, a dos Professores: acabou-lhes com os privilégios, retirou-lhes os vícios,para desencadear uma reforma do ensino que acertasse o passo com o resto da Europa desenvolvida. Não há mmória de se terfeito tanto em tão pouco tempo.

Começo a comentar pelo fim: é verdade que o ensino das nossas escolas deveriam, há muito, ter começado a ser reformulado. A reforma só pecou por tardia. Mas uma reforma deste jaez só poderia ser feita em vários anos e não num só. assim, foi tudo feito à trouxe-mouche, impensadamente, mis com a ideia de destruir do que de coinstruir com calma e ponderação.

António Barreto há pouco tempo acabava assim uma crónica sobre a educação, cujo título era «Aplicadores»: « Todos estão exaustos. Todos abem que o ano foi em grande parte perdido. Pior: todos sabem que a escola está, hoje, pior do que há um ano».

<Eis o destaque da crónica:

 

« O minstério trata os professores como se fossem imaturos e aldrabões. Não admite a autonomia. Abomina a iniciativa e a responsabilidade. Cria um clima de suspeição. Obriga os professores a comportarem-se como robôs».

 

Só faço uma pergunta: acham que é uma boa reforma aquela que vira todos os professores, quase quinhentos mil, contra o governo?

Mais palavras para quê?

&

 

Pouca gentye haverá neste país que possa dizer como eu: há muitos anos que reservo todos os dias uma hora, pelo menos, para mim. É o tempo em que estou fora de casa, isolado, sozinho, comigo».

Hoje fui tomar o meu café ao café habitual. E reparei que todos os clientes, vários, estavam de costas voltadas para uma coisa chamada televisor que estava a emitir. Eu era um dos mesmos. Por isso, pergunto: que está aquele espantalho a fazer num café? Só se for para fazer barulho e irritar, que irrita! os clientes.

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

NOTÍCIAS AVULSAS

1.  AS DOENÇAS  (TAMBÉM) FORAM DE FÉRIAS!

 

Hoje, ao princípio da tarde, fui ao Hospital Amadora-Sintra. Fui mudar a data de um exame médico. Vi o interior das consulas externas mesmo antes de lá ter chegado. Na verdade, o clima de poucos doentes estava espelhado nos muitos lugares vazios para estacionar os carros. É raro encontrar um lugar vago. Hoje era aos montes.

Entrei: estive para perguntar a um segurança o que aconteceu para que todos os doentes tivessem debandado. Não havia um único doente na grande de sala de espera, nem nos guichets. Desci aos andares das consultas e não havia um único doente à espera. E não havia um único médico, consequentemente, a fazer consulta. Um absentismo absoluto!

Em dia normal, se porventura há uma greve de médicos ou de enfermeiros, aqui d'el rei! que é um trosntorno: pessoas vêm de longe e de perto e faz diferença adiar-se uma consulta, um exame. Mas agora, num fim de semana prolongado, como há muito não havia, reparo que as doenças, as consultas, os doentes, foi tudo de férias.

Só me faltou passar pela Urgência: certamente também teria havido forte quebra e ficaria muito espantado se houvesse uma debandada geral como nas consultas externas.

Eu sei que as Urgências, em dias normais, estão apinhadas e há uma grande lista de espera. E creio, mesmo, que as Urgências entopem porque a maior parte dos doentes não estarão assim tão doentes....

&

2. O REGULADOR DESREGULADO

 

A foto que o D.N. mostra no dia 9 de Junho, terça-feira, na primeira página, é a do regulador do Banco de Portugal na Assembleia da República, no inquérito para/lamentar. Mostra um homem acossado e a suar e a limpar o suor não sei se frio, se quente, com uma toalha. O homem mete dó! Mas continua a teimar que está inocente, que não fez nada de grave, que está de consciência tranquila. Onde é que eu já ouvi isto? E a quem? A tantos colarinhos brancos, chamem-ser Rendeiros, Oliveira e Costas, conselheiros do PR, Pintos da Costa, Vales e Azevedos, etc., etc. Todos se dizem de consciência tranquila. Pudera! Toda a gente sabe como funciona a nossa justiça. Iliba-os a todos, com uma excepção. O Rendeiro, agora nas bocas do mundo - o o responsável pelo colapso do BPP , pelas piores razões, continua firme e de pé e hoje apareceu nas televisões e disse que ele não exercia funções executivas. e sacudiu de si todas as responsabilidades. O Loureiro disse várias vezes que estava desmemorizado quando lá andou e não fez nada, nem assinou nada. Parece que andava ali no banco aos papéis...

Portugal só poderá ser um país, quando uma só instituição funcionar. Uma só: as outras viriam atrás. Ela é a Justiça. Vale a pena ler o artigo de António Barreto no 'Público' de 17 de Maio.  Está lá tudo! Preto no branco: com realismo, sem brandura e sem ter medo das  palavras e de ninguém! não deixe de ler.

As frases fundamentais: Começa assim: «A justiça portuguesa é cara, lente e burocrática». «Mais interessada no processo do que no apuramento da verdade». .«..servem os intresses das corporações.» ... uma casta impune e inamovível.»« ...têm presença garantida nas televisões, nas rádios e nas capas dos jornais» ... dirigem-se à opinião pública com ilimitada arrogância». ... As técnicas de investigação são toscas e, por vezes, atentórias dos direitos dos cidadãos. ... «Crimes de corrupção, apesar de provados, são desculpados.»... «Os procuradores têm poder a mais....»...A justiçaportuguesa cria, não resolve problemas».

...«A culpa...» cada um tem a certeza do seu comportamento exemplar e não hesita em culpar o vizinho ou todos eles». ... «Os advogados não têm dúvidas e apontam o dedo aos deputados, aos magistrados, sem esquecer as polícias»....«Os polícias consideram os juízes brandos, os deputados inúteis, o Governo oportunista e os advogados obstáculos à justiça».

É fácil assacar culpas, mas os comentadores, mais do que apontar os defeitos, coisa fácil, embora difícil de expôr de modo tão sucinto e tão verdadeiro, deviam apontar estratégias, programas de reformulação, esquemas de procedimentos, formas de aperfeiç0ar a justiça. Mas de que valeria isso, se o governo e os tribunais  'grosso modo' considerados, não estão interessados na reforma?

É por esta e por outras que somos o país mais atrasado da Europa dos 27 e sem maneira de vermos a luz ao fundo do túnel. Mas, se se mexesse na justiça iríamos mexer nos interesses instalados, e bem instalados e é isso que os que estão bem na vida não querem.

Mas já seria um bom começo se as leis fossem mais bem feitas e com o propósito de obrigarem  a uma reforma justa da nossa justiça. Bastava que obrigassem os tribunais a julgar, isto é, a serem justos, condenando e prendendo, mesmo os colarinhos brancos, fossem lº ministro, ministros, deputados, donos do futebol, autarcas. Na Espanha há ministros e tubarões da banca que estiveram presos na cadeia vários anos. vejam o Tapie, em França, que foi ministro: esteve preso! Cá uma coisa destas seria impossível.

Vejam o Vale e Azevedo que de tudo se 'vale'  para fugir à justiça. Tem-se farto de gozar com ela em Londres. Não conseguem trazê-lo para Portugal. Ele que continua a enganar tudo e todos, como o maior vigarista! Foi a justiça que o deixou ausentar-se do país!

&

 

3. SARAMAGO E FIDEL DE CASTRO

 

O nosso prémio nóbel continua a escrever todos os dias no D.N. Há dias, agarrou-se ao Berlusconi e chamou-lhe «coisa». E desfez o homem. Ora, parece que os italianos que o escolheram já pela terceira vez, é porque gostam dele como ele é. Eles conhecem-no melhor do que o Saramago. Por causa de uma foto de um ministro que apareceu nu... Toda a gente sabe que as fotos podem ser retocadas, construídas como se quer, por computador. O visado disse que não era ele!...E nas eleções para o Parlamento Europeu Berlusconi saíu por cima.

Saramago traz-me à memória um fantasma que não sei se existe.  De vez em quando, aparece um artigo dele nOs jornais. Dizem que é feito por ele, mas eu não acredito. Refiro-me a Fidel de Castro. Vem lá do além e manda bocas para os jornais. um desconchavo!

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4. QUEM CONDECORARIA NO DIA 10 DE JUNHO?

 

O D.N. do dia 10 de junho perguntava a três comentadores: Quem condecoraria no dia 10 de Junho? 

A pergunta é pertinente, dada a vulgaridade das condecorações. Um respondente emaranhou-se num texto confuso e não Chegou a responder à pergunta. O segundo, um desconhecido, foi o que na minha opinião, responde melhor porque não citou nenhum jet set, nem político, nem militar, nem empresário, nem  colarinho branco, como é hábito serem estes os condecorados.

Eu entendo que nibguém merece ser condecorado por cumprir o seu dever. E é o que tem acontecido. O condecorado tem que se exceder, mas sem ser recompensado monetariamente, nem promoviodo por antiguidade, etc.

E entendo que devem ser condecorados só aqueles que se dedicam ao serviço dos outros, sem receberem nada em troca. Esse senhor respondente desconhecido, apontou o Padre Carlos Galamba, da Casas do Gaiato. Eu conheço este senhor padre que, depois de ser engenheiro, se fez padre ao serviço de uma causa nobre. Gratuitamente, tendo votado toda a sua vida a favor dos meninos da rua, fundada a Casa pelo padre Américo. (não sei se o P. Américo alguma vez foi condecorado). Conheço muito bem o Padre Carlos Galamba e acho que seria uma boa escolha. E propôs, também, Vasco da Graça Moura pelo motivo de ter divulgado a obra de Camões. Como se vê, estes dois portugueses não é por motivo mundano, material, mas espiritual que, tanto um como o outro, merecem ser condecorados.

Ele há por aí gente desconhecida do grande público que não vem nos jornais, nem nas revistas e não se passeiam pelas televisões, mas nandam a fazer bem a quem precisa de ajud , abnegadamente, sem pensarem em receber nada em troca, como voluntárias, ou em instituições de ajuda. Estas, sim, merecem sair do anonimato e serem condecoradas.   E terão sido? Julgo que não. pela forma como são propostos os condecorandos ao Presidente da República.

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publicado por argon às 21:57
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TRÁFEGO HUMANO

Ó título poderá parecer excessivo, mas se tivesse escrito «tráfico humano» a coisa poderia parecer pior e não dar bem a ideia que quero transmitir. A palavra «tráfego» significa «trato mercantil». E, na verdade, a compra de Ronaldo pelo Real Madrid o que é senão um trato mercantil, isto é, a venda de um ser humano como quem trafica uma mercadoria? O preço exorbitante, fora de toda a lógica e das ciscunstâncias é um exagero que devia ser proibido pela contenção dos responsáveis madrilenos.

Os jornais de hoje trazem os números que são um escândalo, quer no seu conjunto redondo, quer nas suas minudências, depois de desmontados e reduzidos a mês, dia, hora, minuto, segundo. 

Ronaldo vai ganharr 10 milhões por ano, 18 euros por minuto.  O JN transforma a verba que daria para: 1 linha do metro, 6 hospitais pediátricos, 251 mil anos a comprar o Jornal de Notícias todos os dias, 206 mil salários mínimos, 155 milhões de cafés e uma frota de 124 Ferraris. Agora, pergunto eu: para que quer o Ronaldo 124 ferraris? Um não lhe basta?

Na situação de crise em que o mundo se encontra e a Espanha não foge à regra, uma verba deste tamanho envolvida, num clube que tem 500 milhões de dívida - a dívida global dos outros 20 clubes da I Liga de Espanha, em junho de 2008, tinha atingido a soma de 3500,

milhões de euros, ofende e escandaliza.

É claro que o mundo do futebol, de modo geral, embandeira em arco e aplaude e admira o valor da transferência e o Ronaldo, mas Platini lidera o coro de protestos pelos exagerados valores envolvidos.

93.000.000 milhões, eis a soma envolvida. Com a agravente, para os cofres do Real Madrid, de um aumento de 25% por ano!!!!!!! Mas o valor total é muito maior: falta somar-lhe o que o Real terá de dar ao Clube de Ronaldo.

Eu engrosso aqueles todos que se insurgem contra esta negociata escandalosa que  é uma ofensa aos pobres e um atentado contra a situação de tantos milhões que ficaram sem o seu emprego. Os governos deviam taxarr eatas transferências e os ganhos destes sacadores de dinheiro com um valor elevado, para que os contribuintes ganhassem, também, alguma coisa. Mas o que acontece, no mundo podre do futebol é que os clubes devem ao fisco e este cala-se muito caladinho porque o futebol é um mundo fora deste mundo.

A seu tempo se saberá se o Real Madrid fez um bom ou um mau negócio, mas ninguém se espantará se tiver feito um péssimo negócio. Têm a palavra os espanhóis que, tal como os portugueses, cada vez irão menos ao futebol. Ou talvez eu esteja enganado porque a burrice humana não tem limites: pode não haver pão lá em casa para os filhos, mas há dinheiro para o futebol!

carajo! Antigamente, os escravos eram mais baratos!

&

Sócraztes gozou o seu estado de graça no início o mndato. Ferrdeir Leite está a omeçr a goá-lo agora.

Guterres teve um estado de graça muito prolongado. No fim, foi o que se viu: fugiu de continuar a governar. Santana, que sempre desejou ser mais do que o que tinha sido, -«agarrem-me senão, eu mato-o! nunca avaçou para nenhum cargo elevado na hora da verdade, excepto para presidente da Câmara de Lisboa, viu cair-lhe o governo no colo.

Depois, foi o que se viu.

É a vida! - como dizia, e muito bem, Guterres.

&

OS COMENTADORES POLÍTICOS

 

O PSD tem um comentador político que critica tanto o seu partido, como os demais;: chama-se Marcelo Rebelo de Sousa; Outro do mesmo partido, José Pacheco Pereira, critica o seu partido e, sobretudo, os demais; O PS teve na 'Quadratura do Círculo' um comentador, Alberto Martins, do partido socialista ao qual pertence e NUNCA criticou o seu partido; o seu sucessor o guloso de honra e fama, chamado António Costa, que se governasse a Câmara, nunca teria tempo para isso, veio substituí-lo na 'Quadratura'. Pois este senhor NUNCA criticou o seu partido, o PS; Lobo Xavier critica tando o seu partido, como os outros; o António Vitorino, outro comentador político, já vai criticando, de vez em quando, o seu partido - o PS, mas sempre com muita cautela e brandura.

Eu, se fosse dono das TVs, proibia de ombrearem com os comentadores do PSD e do CDS os socialistas que não fossem independentes e que não criticassem o seu próprio partido. Assim, não há equilíbrio, nem verdade. Fora com esses comentadores facciosos!

&

AS SONDAGENS.

Eu nunca acreditei em sondagens. E, pelo que vim a saber, depiois dos resultados destas eleições para o parlamento Europeu, muito menos. Porque aconteceu o que sempre julguei: que é uma maneira de gannhar dinheiro, um modo de iludir os eleitores, uma maningância eleitora ou partidária. Nenhuma empresa de songagens acertou na 'mouche'. Apenas a Marktest esteve lá perto.

Digam-me cá: se eu encomendar uma sondagem e a pagar a preço de ouro, se os resultado não me agradar, acham que fico com a disposição de a pagar? É claro, que ela tem de ser-me favorável! Quem deseja deitar dinheiro à rua?

Nós nunca saberemos o que se esconde por detrás: quem está lá para ver se o resulado é esse mesmo que as pessoas disseram? É tão fácil alterar os números!... O mesmo se diga das audiência do TV, «mutatis mutandi». Por isso se diz que se deviam alterar os critérios!

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publicado por argon às 12:15
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

não dá a bOTA com a perdigOTA

 

INTRODUÇÃO
 
Está na berra falar-se, de novo, das despesas faraónicas que o governo Sócrates está na disposição de fazer: o novo aeroporto, a ponte sobre o Tejo, as barragens, as auto-estradas e o TGV. O custo total, a preços 2009, são da ordem dos 14 mil milhões de euros, barragens e auto-estradas excluídas. O TGV – 7.500 mil milhões; Ponte – 1,5 mil milhões; Aeroporto – 5 mil milhões. A estes custos há que acrescentar, pelo menos, uns 30%: obras a mais, despesas não previstas, aumento dos materiais e da mão de obra, aumento de juros. A oposição afirma que, com um governo em fim de mandato e com os resultados que são uma censura ao governo, Sócrates não deve avançar com estas obras que comprometem o futuro de várias gerações de portugueses.
Eu estou convencido que ele vai recuar, como aconteceu com a localização da OTA.
O futuro dirá.
Por isso, lembrei-me de mostrar aos meus leitores o texto que escrevi e publiquei sobre a OTA na altura em que este assunto era o pão nosso de cada dia das discussões.
 
Não dá a bOTA com a perdigOTA
 
O nosso país é o país das polémicas e da risOTA. Comparo aquelas aos escândalos: uma polémica ou escândalo só acaba quando aparece outra a que se pretende dar a nOTA de primazia. A última e mais acesa polémica é sobre onde será construída a nova aeroOTA. O governo socratino sempre disse e manteve que era na OTA. Inquestionavelmente. E disse com aquela certeza como quem põe um ponto final na questão OTÁrica, mesmo que usando de mentira e da batOTA.
Mas eis que Portugal preside à UE, desde o dia 1 de Julho. Nada mais funesto para a tranquilidade que os graves problemas a resolver no âmbito da CE a 27 reclamam, do que o ruído frenético e ensurdecedor da localização da nova aeroOTA. Por isso, recuando, deu luz verde aos estudos de uma nova localização que seria ALcochOTA. José Sócrates, grande patriOTA, rejubilou com esta nova fatiOTA, como se lhe tivesse saído o euromilhões e pôs à frente, para explicar a cambalhOTA, o desértico ministro «jamé» que não teve pejo em dizer que todas as opções, além da OTA, o satisfazem e merecem um estudo, como se se tratasse de uma nova rOTA, e não se importando com a chacOTA a que se prestou, em defesa da OTA, quando fez o célebre discurso do deserto e acrescentou, como que jurando, «aqui... «jamé»». Uma anedOTA, este ministro dito das Obras Públicas!
Portas abertas, o leque de opções não se esgOTA: agora, a Portela mais 1 (Alcochete); depois, a Portela mais 2 (Alcochete e Sintra). E por aí fora! E, desta sorte, se calaram as vozes que eram mais do que as nozes.
Mas há outra razão para que Sócrates finja que largou a hipótese OTA: o seu então candidato à Câmara de Lisboa, António cOsTA (até no nome tem OTA disfarsadamente incrustada!) era o único que torcia pela OTA. Era, por assim dizer, um bOTA-abaixo das outras opções. Mas para ganhar mais votos, o seu novo discurso de campanha omitiu a discursOTA da OTA, calando e fingindo concordar com todas as outras hipóteses. E, assim, por seis meses, Sócrates deixou de ouvir falar num tema que era um pomo de discórdia e, para ele, um pesadelo, assim calando toda a vozearia mediática indígena.
Porém, uma coisa é certa: Sócrates só aguarda, por razões pouco convincentes e anti-populares, a localização do novo aeroporto na OTA. E será OTAmente que ele se vai comportar, depois da presidência portuguesa. Para mal das gerações presente e das futuras que pagarão a pesadíssima factura..
Imaginemos que, das entranhas da Portela (só o imaginar causa horror – « horribile dictu», dizem os latinos) brotasse um terramoto, para dar lugar à OTA. Seria possível, se fôssemos um país rico. Mas nem os ricos a arrasariam nunca (deitar à rua milhares de milhões, não iriam nisso!; aproveitavam-na e acrescentavam-lhe outra OTA mais pequena.
Os ingleses, dOTAdos de sentido de poupança (por isso, são um país rico), ainda hoje têm a funcionar (eu vi quando lá estive) em exclusivo, passados 50 anos sobre o seu aparecimento, os autocarros de dois andares (lembram-se?), em Londres, para o serviço público de transportes. Portugal, Lisboa, também os tinha. Estavam, ainda, em bom estado e desapareceram. Como não houve explicação, são legítimas todas as hipóteses: ou foram desmantelados, ou foram deitados para o lixo e foram substituídos pelos modernos autocarros marca Mercedes e Volvo. Por esta e por outras é que somos um país pobre, sobretudo de mentalidade, mas janOTA!
Dizem que o aeroporto da Portela é para destruir quando estiver construído o seu substituto. Ora bem. Não consta que tenha havido um só país que tenha arrasado qualquer aeroporto existente porque foi construído outro.
Dizem os pró-OTA que Lisboa já não supOrTA o ruídos dos aviões. Mas a verdade é que, a caminho da OTA, eles continuarão a sobrevoar Lisboa, seguindo a mesma rOTA.
Quanto ao TGV, citem-me um só país pequeno como Portugal, mesmo rico, com muita nOTA (Países Baixos, Suécia, Holanda, Dinamarca) que tenha TGV. Não têm, nem precisam.
Ninguém estranhará se, com o TGV e a opção OTA, Portugal vier a dar uma grandecíssima cambalhOTA.
.
POR isso, termino com a seguinte
 
QUADRA
 
Deixa passar
Esta linda brincalhOTA,
Ca gente vamos gastar
‘Té cairmos em bancarrOTA!
 
ARGON
 
Assino, de vez em quando, não vá alguém julgar que copio os textos que aparecem aqui, no 'Diários de ARGON'.
&
 
publicado por argon às 22:26
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