Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

RICAS FÉRIAS!

Pois é! Mas a mim, o que me faz mais confusão e me dá voltas ao estômago (e tenho uum estômago pouco vulnerável) é o facto de um tal senhor chamado Rui Pedro Soares ganhar tanto ele num ano o que um técnico principal da Administração Pública (topo de carreira) leva 20 (vinte) anos a ganhar.

O próprio Presidente da República precisaria de 8 (oito) anos no cargo  para juntar aquela verba. E comparem-se os curriculos de um e o de outro. Ele, PR, é um homem que vale 8 (oito) vezes menos que um administrador da PT sem curriculo e os seus quadros não valem, sequer, um vigésimo. (dados colhidos no Expresso de ontem).

E hoje Francisco Louçã afirmou que este tal Soares da PT ganha o dobro do presidente dos EUA, Obama. 

Mas o pior é que há muitos casos como o dele: «boys» que ganham, melhor, recebem, porque eles não merecem, recebem o que lhes dão,pelo simples facto de serem «boys»! O Vara está na mesma e a Cardona e tantos outras que até acumulam uma aposentação milionária e mais duas ou três também milionárias, continuam a trabalhar, para ganharem mais! Isto é que faz o país ser pobre e ter dois milhões de pobres.

Uma vergonha, mas que não acontece nada!

Reparem que este «boy» foi demitido da PT, mas a administração já disse, não vá gente esquecer-se, que ele continua a fazer parte dos quadros da PT. O que quer dizer que continua a receber o mesmo ordenado obsceno sem trabalhar! Que ricas férias!

Ele quer lá saber do que se diz dele! Interessa-lhe mais receber o que recebe e fazer parte da administração. Do resto não tem ele medo nenhum! Porque ele e tantos outros como ele, suspeitos, não têm medo da justiça, pois esta a estes não mete medo nenhum.

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publicado por argon às 18:43
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

OS ESCÂNDALOS DESOCULTOS

 

ESCÂNDALO OCULTO
 
Não sei se os senhores já repararam que já está a passar das normas o facto de se passar tanto tempo sem mais um escândalo neste país dos escândalos de corrupção. Reparem que até o chamado et pour cause! - «face oculta», deixou de mostrar a sua face. Já muito tempo que nos media não vem uma única palavra sobre o assunto, antes tão badalado e com lugar cativo todos os dias em toda a comunicação social.
E a razão é muito simples: os media etc. têm outros problemas mais importantes em que pensar. Por isso, adiaram a aparição de um novo escândalo, com novos personagens, mas todos da categoria do costume: gente da política, gente importante, gente rica ou podre de rica, gente influente, gente bem cotada socialmente, gente de massas, gente famosa, gente mediática.
Na verdade, o orçamento do Estado, as dificuldades económicas, o aumento do desemprego em cifra que ultrapassa os 500 mil, a pobreza de uma fatia enorme da população, e, até, o caso do terramoto do Haiti que tem absorvido a maior parte do tempo dos noticiários das televisões não deixam que seja despoletado outro escândalo. Já viram o que significava de extemporâneo, no meio destas dificuldades e acontecimentos, aparecer um novo escândalo? Seria mesmo uma espécie de fruta fora de tempo, uma notícia que não teria pernas para andar.
Mas, mesmo assim, ainda há notícias que têm o desplante de serem trazidos para a opinião pública: refiro-me ao anúncio da candidatura de Manuel Alegre para presidente da República! Anda falta um ano e o poeta já anda a poetar pelo país e pela comunicação social.
Eu acho que isto é uma ofensa sem nome, uma não notícia que se quer fazer notícia. Onde está o decoro, a contenção, o uso do bom senso? Isto só quer dizer que este país é um país do faz de conta, mais nada. Abram os jornais, vão aos países todos da CE e digam-me se há algum país onde o problema da presidência da República se ponha a esta distância. Claro que não há! Nem poderia haver.
E não haverá problemas mais urgentes em que esse alegre e seus alegristas pensem do que em ele querer o penacho a esta distância? Está-se mesmo a ver que é para alegrar o pagode, pagode que não tem razões para se alegrar.
Muita gente rirá, no fim, se ele vier a perder, como perdeu antes ele e o Soares. Vejam lá se o Soares se mete neste assunto, se se atreve a candidatar-se. Claro que não. Não será porque não desejaria o penacho outra vez porque esse cargo dá nome, dá poder, dá imagem. E é isso que o Alegre pretende. Não é para governar o país.
Ele diz que quer apresentar-se como o candidato contra o economicista, o homem dos números, da contabilidade. Esquece que o dinheiro é que manda, não são os políticos. E o nosso problema é, antes de mais, económico.
 
Este texto está um pouco fora de moda, mas na altura em que foi escrito era actual.
As notícias vão mudando, as preocupações também e as oportunidades são gizadas por mão invisível e todos vão na onda.
É o que acontece agora com a tentativa de limitação e controle da comunicação social por Sócrates. Este é o assunto que está na berra. Há 8 dias o SOL mostrou-nos as fases e os figurões do ´POLVO que tudo quer envolver com as suas patas mirabolantes. Estamos todos metidos neste polvoléu armado e armadilhado pelos peões de brega do Governo. No meio disto tudo, há só uma observação a fazer: e é que, até esta data, nunca apareceu nenhum suspeito a dizer: «sim, senhor, é verdade, eu fiz isto e aquilo». Todos negam e declaram a sua inocência e dizem que estão de consciência tranquila. Na verdade eles assim se exprimem porque sabem que a justiça não quer descobrir a verdade porque mata, á nascença, qualquer acusação, dizendo que o caso não é da justiça criminal, mas política. E a justiça nunca levou nenhum colarinho branco a tribunal, sequer!
Já era tempo de se saberem as verdades, para sossego e tranquilidade dos indígenas.
publicado por argon às 12:10
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AS BASES DA EDUCAÇÃO

O TEXTO QUE SE SEGUE E QUE MANDEI FOI PUBLICADO NO 'DIÁRIO DE NOTÍCIAS' DE HOJE.

 

 

Um jornal diário de referência optou fazer o seu editorial que titulou com esta afirmação: «As bases são tudo na educação». Era a síntese  do resultado ‘de um dos maiores estudos feitos no mundo sobre o ensino’. Trata-se de um estudo do PISA (Programme for International Student Assessment), começado em 2000, tendo examinado um milhão de alunos, oriundos de mais de 60 países.
O estudo conclui:‘fica provado que é no investimento e na qualidade das bases que se encontram os pilares de um consistente sucesso educativo».
Estamos perante uma organização internacional que demorou tantos anos a concluir o que é uma verdade do senso comum: que é no ensino básico que reside o futuro sucesso educativo e profissional, acrescento eu, dos alunos. Presume-se que o estudo não tenha chegado só a esta conclusão. Caso contrário, poderá perguntar-se: e era preciso gastar tanto dinheiro durante tantos anos, com técnicos especializados, para se chegar a esta banalíssima e evidente conclusão? Trata-se de uma espécie de axioma ou verdade evidente que não carece de demonstração, nem precisa de ser lembrado aos pedagogos do nosso Ministério da Educação e que toda a gente aceita como verdadeiro. Embora todos saibamos que o Ministério da Educação parece ter-se esquecido deste axioma e não lhe tenha prestado a devida atenção. Na verdade, a acção dos pedagogos do Ministério da Educação, a mando dos Governos, desde há vários anos, tem provocado a degradação do ensino e da aprendizagem desta classe etária e não tem fomentado um ensino de qualidade, com base no rigor, na seriedade, na disciplina, na aquisição de automatismos e hábitos de trabalho, e na pedagogia da exigência. Pelo contrário, tem dado ao ensino básico uma estrutura que assenta na brincadeira e no facilitismo e tudo com vista a poder afirmar, em cada ano, através de estatísticas erradas, que Portugal tem tido, ano após ano, melhor sucesso escolar.
 
publicado por argon às 11:50
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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

A OCULTAÇÃO DA «FACE OCULTA»

O texto que se segue e enviei ontem, saíu publicado no 'Diário de Notícia's com o desgastado e nojento título de, simplesmente, «FACE OCULTA».

  

Costuma dizer-se que não há regra sem excepção. Mas não é verdade. No plano político, vigora uma regra, entre nós, que não conhece excepção. Há, entre a nossa classe política e económica, um grupo de políticos e de gestores de topo, embrulhados no processo «Face Oculta», suspeitos de maus administradores dos dinheiros públicos e de outros ‘pecados’, que mente: todos negam e todos se apressam a declarar-se inocentes e de consciência tranquila, a começar e a acabar no «chefe». Ainda há-de vir o primeiro que se confesse culpado ou que venha dizer a verdade com frontalidade e sem sofismas.
Diário de Notícias, 16 de Fevereiro de 2010
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publicado por argon às 12:23
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

POLÍTICA Á PORTUGUESA EM 3 ANDAMENTOS

 

 
1º ANDAMENTO
Inquilino do Palácio de Belém: Jorge Sampaio, Presidente da República, do PS, partido na oposição.
Inquilino do Palácio de S. Bento: Pedro Santana Lopes, primeiro-ministro.
Assembleia da República: no pleno e legal exercício das suas funções.
Partido Socialista: sem um chefe, às voltas para eleger um presidente, encontra-se muito fragilizado.
Eleição de um chefe que é José Sócrates.
Sampaio, sem o manifestar, tinha aceite Santana Lopes para primeiro-ministro até que o PS elegesse um presidente. Uma vez que o PS, partido ao qual pertence, já tem presidente, o que faz?
Demite Santana Lopes, dissolvendo a Assembleia da República.
Motivo: o Governo de Santana Lopes é uma «trapalhada».
Este gesto provoca novas eleições que são ganhas pelo partido Socialista que obtém a maioria absoluta, afinal o que Sampaio almejava e veio a conseguir.
Depois, veio a constatar-se que governou, durante todo o mandato, com o programa do «posso, quero e mando».
Nas novas eleições que se seguiram, Sócrates obtém uma maioria relativa, tendo necessidade dos partidos da oposição para governar os grandes temas da Nação.
2º ANDAMENTO
Inquilino do Palácio de Belém: Aníbal Cavaco Silva, do PSD, partido da oposição.
Palácio de S. Bento: José Sócrates, primeiro-ministro, no seu segundo mandato.
PSD encontra-se fragilizado. Os barões não se entendem. Perderam as eleições porque tiveram e têm uma presidente fraca.
O PSD não tem um presidente que dê garantias de futuro promissor que possa ser um forte opositor do governo PS e que possa assumir o cargo de futuro primeiro-ministro.
Sócrates está envolvido em corrupção. É acusado de querer controlar a comunicação social e os seus mais directos peões, esbanjadores dos dinheiros públicos, que Sócrates colocou na qualidade de boys, estão envolvidos na teia do processo chamado «Face Oculta», com os quadros superiores de empresas do Estado envolvidos em manobras de corrupção com dinheiros públicos. A oposição e os media acusam Sócrates de falta de carácter e de mentir aos portugueses. Fala-se que devia demitir-se já, coisa que ele recusa e diz que só com novas eleições. Acusam Sócrates do estado de descalabro das nossas finanças públicas e de que o governo socialista é um polvo de interesses e de manobras de bastidores deslindados através das escutas publicadas nos jornais.
Face ao exposto, o Presidente da República, Cavaco Silva, depois do dia 26 de Março, donde saiu o presidente do PSD forte e consensual, com perfil de Estado, isto é, com o seu partido já estribado num bom futuro primeiro-ministro, já pode imitar Sampaio.
A oposição apresenta uma moção de censura que derruba Sócrates que é substuído, ou, em alternativa, faz como Sampaio: demite o primeiro-ministro José Sócrates que é substituído por um elemento do mesmo partido, até que venham novas eleições.
Ou dissolve a Assembleia da República, demite o primeiro-ministro e convoca novas eleições que serão ganhas pelo PSD.
Na verdade, Cavaco – a vingança serve-se fria, poderá fazer menos do que Sampaio porque não dissolveu a Assembleia da República, nem marcou novas eleições.
 Exercício:
Basta pegar no texto de cima, substituir Sampaio por Cavaco, Santana Lopes por Sócrates e «trapalhadas» por mentira, falta de carácter e tentativas de controlo da comunicação social e corrupção por ter permitido promiscuidades entre o plano político e o económico, para se chegar ao 3º andamento desta novela pícara, ou ciciliana, como dizia o Alberto Jardim.
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publicado por argon às 19:48
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

O PAÍS ONDE

 

Vamos hoje visitar um país que tem a forma de um rectângulo, se debruça sobre o Atlântico e a sua capital mira-se nas águas caudalosas do rio Tejo, que vem de Espanha.
Mas esse país fica onde, perguntarão aqueles que nunca o visitaram ou que não sabem da sua existência.
 
É o país ONDE.
PORTUGAL
O PAÍS ONDE que mais e durante mais tempo tem conseguido viver acima das suas posses;
O PAÍS ONDE se realizam mais semanas gastronómicas e com maior sucesso;
O PAÍS ONDE mais se critica o governo;
O PAÍS ONDE a identidade entre contrários atinge a maior conformidade na continuidade;
O PAÍS ONDE que tem a maior disparidade entre ricos e pobres;
O PAÍS ONDE os estudantes menos estudam e mais (re)clamam pela qualidade do ensino;
O PAÍS ONDE é muito fácil acabar com as coisas e é impossível voltar a pô-las de pé;
O PAÍS ONDE um aborto nas hospitais públicos é grátis (custo: 3 milhões de euros em 2009) e o nascimento de um bebé custa dinheiro;
O PAÍS ONDE mais se clama por direitos e menos por deveres,
O PAÍS ONDE os deputados da Nação passam a maior parte do tempo a deputar o sexo dos anjos, sem chegarem a um consenso;
O PAÍS ONDE há maior índice de funcionários públicos;
O PAÍS ONDE o Estado tEm filhos e enteados na sua forma de remuneração dos seus funcionários;
O PAÍS ONDE as urbanizações têm menos espaços verdes;
O PAÍS ONDE os ricos são cada vez mais ricos e em maior número e os pobres cada vez mais e mais pobres;
O PAÍS ONDE os bancos obrigam os seus depositantes a pagar taxas por eles fazerem o favor de guardarem o nosso dinheiro;
O PAÍS ONDE que tem os combustíveis mais caros de toda a CE e onde o Estado mete mais a unha contra os contribuintes;
O PAÍS ONDE há uma entidade fiscalizadora da concorrência dos preços dos combustíveis que é a mais cegueta, ao não ver nem reconhecer que há concertação de preços;
O PAÍS ONDE mais há tentativas de controlo da comunicação social pela Estado a que isto chegou;
O PAÍS ONDE o Governo se gaba da descida do défice à custa da receita, em vez de ser à custa da despesa de um Estado despesista, glutão e insaciável;
O PAÍS ONDE o Estado tem milhentas empresas públicas cujos quadros superiores recebem remunerações obscenas e milionárias e, no fim, repartem as sobres, locupletando-se com milhões de dinheiros públicos;
O PAÍS ONDE que tem um primeiro-ministro que vomita milhões para despesas supérfluas e para outras sumptuárias e não tem um euro para os pobres,
O PAÍS ONDE impera mais o sinal menos,
O PAÍS ONDE as viaturas motorizadas, vulgo, automóveis, têm uma dupla tributação;
O PAÍS ONDE há mais produtores de cera por metro quadrado;
O PAÍS ONDE mais rapidamente se esgotam os bilhetes para os espectáculos de monstros sagrados estrangeiros;
O PAÍS ONDE o futebol é mais importante do que a economia, a política ou a religião e passa à frente de tudo nos programas de televisão;
O PAÍS ONDE os jogadores, treinadores e quejandos ganham ordenados de milhões, com resultados práticos medíocres;
O PAÍS ONDE que tem um governo que se preocupa demasiado com o bem-estar, a alimentação, segurança, a saúde e informação dos portugueses, a ponto de agredir os mais elementares deveres de respeito pelas liberdades públicas e individualismo dos cidadãos, pela actuação exagerada das entidades que de reguladoras têm, apenas, o nome;
O PAÍS ONDE os políticos, empresários, banqueiros, arguidos, mais mentem, declarando sempre a sua inocência.
O PAÍS ONDE  a justiça é mais lenta e menos produtiva, batendo o record de julgamentos mediáticos sem fim, por causa da possibilidade infinda dos recursos que a lei atribui à defesa, rumo à prescrição que põe termo ao castigo dos prevaricadores que declaram vitória e triunfalismo que ofendem a moralidade e a ética públicas, castigando-se, assim, as vítimas;
O PAÍS ONDE se assiste à mistura promíscua entre o poder executivo e o judicial, com claro prejuízo para a aplicação atempada e justa da justiça;
O PAÍS ONDE o futebol e a política se envolvem em negociatas que, apesar de julgadas, são uma perda de tempo de dinheiro público, porque nunca se apura nenhum culpado com pena efectiva, para escarmento público;
O PAÍS ONDE tem de haver sempre um caso escandaloso ou promíscuo que envolva dinheiros públicos sacados ilegalmente por figuras públicas e, quando um acaba, por conveniência não se sabe de quem, é para dar lugar a outro não menos mediático e barulhento;
O PAÍS ONDE nenhum tribunal conseguiu aplicar prisão efectiva a nenhum arguido mediático ou poderoso, com excepção de Vale e Azevedo que, em Londres, vai troçando da justiça portuguesa.
O PAÍS ONDE há um parlamento que mais sofre de diarreia verbal acrimoniosa
O PAÍS ONDE que se vê envolvido na crítica dos mercados internacionais às seus finanças públicas e é associado à Grécia e à Espanha, os três, repare-se! – socialistas.
O PAÍS ONDE que dá as maiores oportunidades e cursos aos estudantes universitários rumo ao desemprego;
O PAÍS ONDE a palavra mais pronunciada ultimamente é a palavra «corrupção»;
O PAÍS ONDE todos os acusados ou suspeitos de corrupção se dizem sempre, sem excepção, inocentes e de consciência tranquila;
O PAÍS ONDE a corrupção se tornou numa espécie de vírus que tem atingido os mais altos de cargos das empresas públicas;
O PAÍS ONDE com os salários mais baixos da CE;
O PAÍS ONDE os combustíveis estão mais tempo altos do que baixos e descem sempre menos;
O PAÍS ONDE o governador do Banco de Portugal ganha mais do que qualquer congénere da Europa e da América;
O PAÍS ONDE os mendigos e os sem abrigo são cada vez mais jovens;
O PAÍS ONDE há dinheiro a mais, sempre no bolso dos mesmos;
O PAÍS ONDE os professores passam 1261 horas na escola, mais do que em outro país e com muito pouco resultado;
O PAÍS ONDE que gasta 10 milhões de euros por cem anos da República Portuguesa, o que perfaz 100 mil euros por ano para comemorar os 100 anos da República;
O PAÍS ONDE que gastará 700 mil euros para o combate à pobreza no Ano Europeu do Combate à Pobreza;
O PAÍS ONDE o sucesso escolar é uma miragem, apesar dos muitos milhões investidos e de as estatísticas dizerem o contrário;
O PAÍS ONDE se terçaram armas, numa luta estúpida e sem glória, pela imposição da avaliação dos professores, em vez de se cuidar da avaliação dos alunos, como era antigamente;
O PAÍS ONDE que tem um chefe de um governo minoritário que, ao formar governo, nenhum partido do arco não governativo se entendeu com ele e, por isso, nenhum quis fazer parceria com ele, et pour cause! Ou seja, nenhum quis vincular-se ao carácter do primeiro-ministro que, em vez de ser a solução, desde há muito, é o problema da nossa 'apagada e vil tristeza'.
Em suma:
O PAÍS ONDE mais lindo e querido do mundo!
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publicado por argon às 18:21
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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

ESTATUTOS

 

E S T A T U T O S
Da Associação
OS IRMÃOS DA QUINTA (FEIRA)
Ou a Arte de Bem Comer em Toda a Sala
- um sabor de experiências feito (1)
 
CAPÍTULO I
Princípios Gerais
Artigo 1º
(Natureza e sede)
 
  1. A Associação IRMÃOS DA QUINTA (2) (adiante designada AIQ) é uma associação com fins nutritivos, constituída por um número não identificado de sócios, não ultrapassando os dois dígitos, que comunguem dos mesmos objectivos gástricos definidos no presente Estatuto.
  2. A Associação goza de boa saúde.
  3. Tem a sua sede num prédio cor de rosa sito em Lisboa, capital do ex-império, número primeiro do euromilhões da próxima semana, do lado esquerdo, na rua do Malformoso.
 
Artigo 2º
(Objectivos)
 
Os objectivos da Associação são os seguintes:
a)      promover actividades gastronómicas semanais entre os seus membros;
b)      passar em revista as ementas mais recentes de entre a panóplia gastro-enterítica, de modo a gostativamente se pronunciar sobre a sua adequação ao paladar de cada sócio. Para o efeito, haverá uma Comissão de SABO(R)doria e outra de ODORia com o fim de dar resposta adequada a todas as pituitárias, inclusive as mais exigentes;
c)      dar o seu parecer sobre os progressos da culinária e tirar daí as melhores consequências gustativas;
d)      promover semanas gastronómicas e inscrever-se como sócia de todos os cardápios juridicamente registados no livro preto das actividades gastronómicas.
 
Artigo 3º
(Atribuições)
 
Com vista à consecução dos seus objectivos estatutários, a Associação tem, entre outras, as seguintes atribuições:
a)      Proporcionar a todos os associados o acesso aos melhores paladares e condimentos de todas as regiões do país;
b)      Fazer o levantamento de todos os pratos típicos do país e fazer recomendações sobre aqueles que melhor se adaptem às exigências gostativas do sócios;
grupo… Eu não me fiz rogado e procurei fazer um modelo de Estatutos à medida da psicologia gastronómica do grupo.
c) Organizar Encontros semanais e promover a camaradagem entre todos os associados;
d) Editar uma Enologia prática, depois de uma prova aturada de vinhos, feita por uma comissão especialmente eleita por sufrágio misto, de entre todos os associados que tiverem a sua quota em dia;
e) Organizar grupos de trabalho gastronómico com o fim de contribuir para o progresso da agricultura e da indústria nacionais, em crise de decrescimento.
 
CAPÍTULO II
Artigo 4º
(Sócios)
 
Para se ser sócio é necessário:
a)      Estar sindicalizado no Sindicato dos Frequentadores do Tinto, Branco ou Verde
(STBV) que tem como lema a seguinte quadra enológica:
 
 Comigo tenho a paixão
De enologista instinto;
              Prefiro as libações do VERDE
              E os deleitamentos do TINTO.
 
b) Estar ornado com os sabores dos seguintes saberes básicos:
- saber a tabuada de cor e salteada;
- saber ler e escrever o seu nome;
- saber fazer as quatro operações;
- saber tirar a prova dos nove;
- saber fazer um quatro com as pernas cruzadas.
Além disso:
c) ter dinheiro no bolso para pagar a sua refeição;
d) costumar jogar no totoloto ou no euromilhões;
e) ser filho de boas famílias e mostrar que tem uma profissão ou vontade de a ter, ou que está na condição de reformado;
f) Possuir conta bancária;
g) ter telemóvel;
h) ter o seu nome estampado na lista telefónica;
i) ter pelo menos um aparelho de televisão em casa e relógio de cozinha;
j) ter máquina de lavar roupa e louça e fogão na cozinha;
l) habitar em casa própria, alugada (com a renda em mês), ou emprestada;
m) ter porta-moedas e lenço de assoar, de pano, de papel ou de plástico, ou de outra substância reciclável;
n) possuir veículo de transporte (e carta de condução não caducada) de pequena, de média ou de grande cilindrada;
o) saber andar de elevador, de metro e de comboio;
p) saber fazer o nó da gravata e saber usá-la quando necessário;
q) manifestar, por gestos, palavras ou omissões, sinais interiores de riqueza;
r) possuir carro e tê-lo seguro contra terceiros e contra todos os ramos da árvore genealógica;
s) fazer prova de que não utiliza os telefones eróticos;
t) não estar de relações cortadas com o branco, o tinto ou o verde (só com o laranja, cor-de-rosa ou vermelho);
u) não ser alérgico a bebidas alcoólicas nem supersticioso a respeito dos seus efeitos humorísticos, modeladores da personalidade;
v) estar de boas relações com o fisco;
x) manter sempre um grau saturado de compostura e dignidade e portar-se bem à mesa, isto é, comer e beber com conta, peso e medida;
z) apresentar-se sempre às refeições com um apetite voraz e devorador.
 
Artigo 5º
(Direitos e deveres)
Os sócios têm os seguintes direitos:
 
  1. ao bom nome e reputação;
  2. ter crédito em todos os bancos do país e do estrangeiro;
  3. levantar fiado na Virgem e não corras;
  4. protestar contra todo e qualquer protesto;
  5. falar de assuntos de que nunca tenha ouvido falar e desconheça;
  6. beber água até em excesso;
  7. beber vinho só às refeições;
  8. ter assento à altura, comprimento e largura;
  9. sorrir quando lhe toque a vez de pagar a conta;
  10. poder pagar com cartão Multibanco;
  11. aceitar com dignidade qualquer cheque careca que, por qualquer circunstância menos feliz, lhe possa vir parar às mãos;
  12. poder dizer sim, mesmo quando lhe apeteça dizer não;
  13. apresentar-se em público, diante dos colegas, decentemente trajado;
  14. poder trazer o penteado aprovado em reunião de família;
  15. não trazer unhas roídas de casa – pode ter que tocar guitarra!...
  16. ir depressa ao longe;
  17. encarar as situações mais calamitosas sem dramatismos nem constrangimentos;
  18. usar o tráfico de influências;
  19. dar cobertura a notícias verdadeiras, mesmo quando alarmantes;
  20. receber luvas e usá-las sem vergonha nem acanhamento;
  21. ter orgulho em ser incriminado injusta e inocentemente, fora de tribunal, sem fazer alarde disso;
  22. ser fiel a amigos e inimigos;
  23. ser atendido pressurosamente em todos os restaurantes do país, sem ser preciso puxar pelo seu cartão de sócio da (AIQ);
  24. guardar para amanhã o que puder fazer hoje;
  25. não ver televisão durante oito dias seguidos ou quatro alternados;
  26. exigir crédito bonificado para despesas sumptuárias;
  27. não ser incomodado por razão nenhuma pelas forças policiais;
  28. estar isento de soprar no balão;
  29. poder ter mau humor e manifestá-lo ruidosamente em situações de repúdio herdado, adquirido ou congénito;
  30. hierarquizar os vários itens dos seus direitos, de forma a dar a cada um melhor e mais harmonioso cumprimento;
  31. manifestar, quando nisso veja vantagens acrescidas, as suas singularidades e ideossincrasias;
  32. afinar a sua voz pela voz da maioria qualificada de dois terços;
  33. se está em regime de dieta, poder pedir os pratos mais suculentos e pimentosos e banquetear-se na familiaridade dos mais capitosos vinhos;
  34. não ser assaltado nem roubado na via pública;
  35. fazer um pacto de boa vizinhança com assaltantes e ladrões;
 
Além destes direitos por inerência, goza, ainda, das seguintes regalias:
  1. não transgredir as disposições estatutárias do presente Estatuto;
  2. respeitar as deliberações dos órgãos máximos, médios e mínimos da Associação;
  3. desempenhar os cargos para que for eleito por sufrágio dilecto e universal;
  4. zelar pelo património da Associação;
  5. zelar pela defesa do seu bom nome e integridade física;
  6. poder invocar sempre o seu elo de solidariedade, para sair em defesa de um colega-sócio, de honra ofendida;
  7. dar gorjeta aos serviçais de serviço;
  8. dar uma esmola mais avultada nos dias das refeições a metade dos pobres que lhe saírem ao caminho;
  9. ser um patriota ferrenho, isto é, beber só vinhos de marca nacional;
 
      Aos sócios é proibido:
  1. vir de casa já almoçado;
  2. chegar atrasado à refeição semanal;
  3. dirigir galanteios ou piropos às empregadas de serviço;
  4. trazer para a mesa problemas familiares;
  5. trazer para a mesa da discussão assuntos sobre política, religião ou futebol;
  6. mandar bocas à boca pequena ou à boca grande;
  7. cuspir gafanhotos durante o acto da falação;
  8. enjoar no início, no meio, ou no fim da refeição;
  9. fazer juras e manguitos e fazer gestos tão largos e abrangentes que perturbem o ritmo compassado da mastigação do colega da dextra e da sinistra;
  10. rir a bandeiras pregadas e despregadas;
  11. mostrar hesitações na opção de carne ou peixe;
  12. falar mais de metro e meio de decibéis;
  13. contar anedotas picantes ou apimentadas;
  14. comer em ângulo de mais ou de menos de noventa graus;
  15. trocar o garfo da carne pela faca do peixe e vice-versa;
  16. ter o telemóvel ligado durante a refeição.
 
       É permitido e recomendável:
1. repetir moderadamente a mesma marca de vinhos;
2. ir à casa de banho durante a refeição, mas só em caso extremo de aperto financeiro;
3. utilizar argumentos válidos e convincentes para defender uma ideia absurda;
4. protestar contra o mau tempo, quando for caso disso;
5. ter acenos de simpatia para com o gerente e os empregados de mesa;
6. usar o tom chocarreiro em conversas de terceiro nível;
7. dispersar a atenção por assuntos exteriores ao momento da fala;
8. ir ali e voltar com o propósito de pequena demora;
9. privilegiar o sentido do gosto, do olfacto e do tacto, no trato com os pratos do dia; 10. ficar tartamudo e a gaguejar quando lhe apresentarem a conta da refeição;
 
CAPÍTULO III
Artigo 6º
(Órgãos)
 
São órgãos da AIQ:
- A Assembleia-Geral
- A Direcção
- O Conselho Fiscal
- O Conselho Fiscal do Conselho Fiscal.
 
Artigo 7º
(Assembleia Geral))
 
1.A Assembleia-Geral é constituída por metade dos sócios eleitos e mais outros tantos, na plena gozação dos seus direitos cívicos e mentais.
2. A Assembleia-Geral reúne uma vez por semana e extraordinariamente sempre que houver necessidade, justificada pela assinatura de cinquenta por cento de sócios menos um.
3. A Assembleia-Geral será presidida pelo presidente ladeado à dextra pelo vice-presidente e à sinistra pelo vice-presidente do vice.
4. A Mesa da Assembleia Geral é constituída por mesa, cadeiras, pratos, guardanapos, copos e talheres.
 
 Compete à Assembleia-Geral:
a)      alterar, só para melhor, os Estatutos;
b)      (a)provar as ementas memmartínicas dos pratos e dos vinhos;
c)      definir as grandes linhas de orientação dos cardápios mais saborosos e adaptados aos gostos e demais tendências dos sócios;
d)      elaborar as coordenadas de um novo e revolucionário ritual cerimonioso, aplicado ao fim em vista;
e)      Fazer as listagens de uma nova pratologia gástrica;
f)       Traçar as linhas mestras de uma nova etiqueta de vinhos;
g)      Fazer recomendações à Associação Ecológica dos Amigos do Verde (AEAV), mostrando por a+b as vantagens logísticas do Branco e do Tinto;
h)      Reclamar, junto dos movimentos ecologistas, que na publicidade ao Verde sejam também incluídos o Branco e o Tinto;
i)        Elaborar, através de um novo grafismo, uma nova fórmula estrutural dos talheres;
j)        Inventar uma nova fraseologia, um novo vocabulário girístico e outros utensílios gramaticais, para preservar a boa imagem dos membros da Associação;
k)      Aprovar o RAlatório e Contas da Direcção;
l)        Eleger os membros e o resto do corpo da Associação;
m)    Deliberar sobre a entrada de novos sócios honorários com direito a todas as regalias, desde que paguem uma quota vitalícia de mil euros;
n)      Eleger a Comissão de vigilância anti-tabagista e considerá-la uma das jóias da coroa da Instituição;
 
Artigo 8º
(Direcção)
 
1.A Direcção é o órgão executivo da Associação e, como tal, compete-lhe superintender todos os actos administrativos a seu cargo.
2. A Direcção será exercida:
a) pelo sócio que tiver sido eleito maioritariamente numa das reuniões plenárias convocada para o efeito;
b) será assessorado pelo sócio que lhe suceder no cargo, segundo a ordem alfa-numérico-digital que lhe couber em sorte;
c) a Direcção terá um Secretário que redigirá as actas e se responsabilizará por assegurar o estado clínico da secretária das reuniões;
d) o Tesoureiro será o guarda-mor do tesouro, isto é, das finanças da Associação de que dará contas no fim de cada mandato; Tudo o que diz respeito a dinheiros, públicos ou privados, correrá por sua conta e risco: assim, os dinheiros da cobrança dos sócios, bem como os dinheiros dos sócios honorários ou benfeitores, terão que cobrir as despesas de representação, de viagens da direcção e as despesas das refeições semanais;
e) o Director Recreativo procurará assegurar o equilíbrio entre a seriedade e a brejeirice, de modo a que não se caia nem numa, nem noutra, em exclusivo; incumbir-lhe-á moderar as partes, policiando e distribuindo as conversas, com destaque para as de humor nos temas e no tom;
f) o Director Teatral assegurará a teatralidade dos gestos, mímicas, facécias e quejandos;
g) os Assistentes viram Participantes activos no exercício das suas funções mandibulares e outras;
3. Compete à Direcção:
a) Conduzir os trabalhos em que os sócios tenham sido tacitamente convocados e apresentados em forma de maioria simples;
b) propor e executar o plano de actividades gastronómicas para cada ano gastronómico que tem 52 semanas e nem mais um dia;
c) Admitir Associados novos, que para velhos, bem bastam já os que estão;
d) Exercer o poder disciplinar ou coercivo dos membros da Associação;
e) Apresentar propostas e orientações para o melhoramento dos aspectos gastronómicos em todas as suas vertentes;
f) decidir sobre as penas a aplicar aos infractores que ultrapassem as médias consentidas e aprovadas no uso do apetitómetro (3);
g) definir os termos em que um sócio tem direito a prémio de assiduidade em simultâneo com o comportamento apetitométrico, estabelecendo-se o quantitativo pelo índice da bolsa de valores mobiliários;
h) Fixar o montante que cada sócio tem direito a gastar por cada boletim semanal do euromilhões e dar destino a putativos prémios.
 
Artigo 9º
(Conselho Fiscal)
 
Não haverá Conselho Fiscal, nem Conselho Fiscal do Conselho Fiscal. Para dores de cabeça, bem bastam os abusos do Fisco estatal.
 
Artigo 10º
(Receitas)
 
a) Como preâmbulo, deve dizer-se que as receitas igualarão as despesas – é o que se chama probidade orçamental que impedirá a AATQ de ir à falência;
b) a não ser quando saia à Associação o euromilhões;
c) também será receita própria o produto resultante das patentes inventadas pelos sócios, como o apetitómetro e outras publicações, resultado das boas práticas gastronómicas dos membros da AIQ, tomados colectivamente.
 
CAPÍTULO V
(Disposições finais)
Artigo 11.º
(Duração do mandato)
A duração do mandato dos órgãos da Associação será até que seja empossada uma nova direcção, segundo a fórmula de Mr. Lapalisse. A qual só se poderá candidatar se houver espaço e vontade para novas eleições. O que depende do comportamento da direcção em vigor. Por outras palavras: enquanto a direcção quiser e os associados também, não haverá lugar a novas eleições para uma nova direcção.
Mas se houver motivos a ponderar pelos vários departamentos federativos, a novas eleições, então aí, terá de haver novas eleições.
 
Artigo 12.º
(Incompatibilidade)
 
    1. Os membros da AIQ não podem pertencer a outra Associação congénere ou enfim!
    2.  Nenhum membro da Associação poderá estar ao mesmo tempo a participar, no todo ou em parte, física ou mentalmente em outra qualquer actividade de outra Associação. Por outras palavras mais simples: é proibido o uso e abuso do dom da ubiquidade.
 
Artigo 13.º
(Lacunas e omissões)
 
Todas as lacunas e omissões que vierem a ser descobertas, serão resolvidas no acto da refeição semanal pela direcção, ouvidos que sejam as reclamações, assessoradas por metade dos sócios menos dois.
No caso de se não chegar a consenso, deve fazer-se um intervalo para que todos se possam banquetear nas libações de qualquer marca de vinho de fama, quer seja branco, tinto ou verde.
Depois, segue-se a sessão e é de crer que, bem regados, se possa chegar a um bom entendimento entre todos as partes, escudados naquele célebre aforismo latino que diz: in vino vertitas ( lema oficial do grupo) - no vinho é que está a verdade.
*
NOTAS
*
(1) O rei D. Duarte escreveu o livro com este título: A Arte de Bem cavalgar Toda a Sela.
Camões, em Os Lusíadas escreveu: um saber de experiências feito.
(2)A designação do nome advém do facto de se reunir num restaurante de Mem-Martins (Sintra), todas as quintas-feiras, um grupo de amigos à volta de um suculento e bem regado almoço. Um dos amigos e participante desse grupo pediu-me que redigisse uns Estatutos para dar um pouco de ordem gástrica ao repasto.
(3) Apetitómetro: instrumento de medida do apetite. É constituído por uma barra de níquel, graduada de 0 a 100 degraus. AS unidade de medida é o garfo.
O mercúrio a 99 graus(grau de empantorramento) faz explodir o refeiçoante.  Em 5 provoca o chamado rebentamento por implosão

*

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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

GOSTARIA DE SABER...

Gostaria de saber a quem me dirigir para que o meu reparo fosse ouvido e, se possível, corrigido.

Eu explicio-me:

Tenho reparado com um certo sentimento de incomodidade que no rosto da primeira página da Internet, no local nobre onde antes vinha o sumário das notícias de todo o género, agora todo o espaço nobre está ocupado com assuntos de futebol: ou sobre jogadores, ou sobre competições, sobre os adversários, etc. etc.

Na televisão verifico que há o espaço de uma hora em horário nobre num dos canais e pela noite adiante as televisões apresentam-nos uma gama de espaços de debates, comentários, etc., onde cada participante se aalrga dizendo o que lhe dá na real gana...

Dá a  impressão que neste país nada é mais importante. Devemos ser o país da Europa onde o futebol passa à frente de tudo o mais. Há pouco tempo o Santana Lopes deixaram-no pendurado, cortaram-lhe o pio abru(p)tamente para podermos ver a chegada do Mourinho ao Aeroporto da Portela e dar aos espectadores a sua augusta e sacrossante palavra crisóstoma (de boca de ouro). O Mourinho, que não aprova estas coisas, embora não soubesse da tramoia, não disse uma palavra! Santana estava vingado, mas levantou-se da conversa traída e foi-se embora. Se ele não tivesse  a mania do espectáculo, deixava definitivamente as televisões.

Eu acho um exagero e é por isso que eu  reprovo todo o que pasas as marcas.

Reparem que se é um político, um quadro, um dono de uma empresa, um banqueiro ou uma pessoa de nomeada, muitas vezes, nem a deixam acabar o seu reciocÍnio. A razão plausível: o tempo não deve ser desperdiçado. Pois, se repararem, os jogadores de futebol, por mais ou menos letrados que sejam, um terinador, um comentador, um presidente de um clube qualquer, têm o tempo mediático 'todo' do mundo. E nós lá temos que estar a aturar aqueles débitos de futebolês. O que nos vale é que temos um comando e fazemos 'zapping'. Valha-nos, ao menos, isso!

Voltanto ao princípio:

A quem me devo dirigir para lavrar o meu protesto contra estas aberrações descritas acima?Em udo na vida deve obedecer à regra do ewquilíbio: nem de mais, nem de menos. Por outras palavras. O futebol, como o resto, devia ser como o sal: nem de mais, nem de menos. (excepto nos grandes momentos de glória). (Aqui, de menos nunca é!). Nem eu gostaria que fosse de menos porque se há coisas em que damos cartas, é no futebol. E também somos bons a fugir, isto é, sem desprimor patriótico, a correr.

*

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O INSPECTOR BATATINHA

 

 
 
Tenho o prazer de lhes apresentar o inspector Batatinha. De baixa estatura - pequenino e rabino - cabelo farfalhudo desfraldado aos quatro ventos, bigodinho farto e de pontas retorcidas, cara meã cor de açafrão, metido num fato sempre escuro, mas bem passado e óculos de última moda. Gravata às ramagens e de cor berrante, olhinhos vivaços e brincalhões, era conhecido do pequeno público porque, assunto em que se metesse, teria que se sair bem, por certo.
   O caso que se vai contar veio-lhe parar às mãos, não por acinte como de outras causas, mas por um acaso muito ocasional, quando ia, muito descansado da sua vida, a meditar nas possíveis excelências que sempre se podem achar na coisa mais aberrante e escandalosa, para alguns, como nos casos do «Face Oculta» ou «Caso TVI» que se estão a passar na pantalha da nossa triste vida colectiva amordaçada, num caso, configurando um triste atentado contra os dinheiros públicos, no outro  contra a liberdade de expressão. 
Foi o caso que, tendo ele, inspector, por doença da esposa, que estava em delíquio com bicos de papagaia (dizem que piores do que os de papagaio), ido ao supermercado da esquina comprar um par de atacadores para as suas botas-de-elástico, encontrou um amigo que já não via há anos que lhe contou uma pequena história em que se via envolvido, sem saber como dela sair-se airosamente.
   E contou que o senhor do supermercado lhe fizera uma patifaria que punha em dúvida diante das audiências da opinião pública rural e urbana, a sua honestidade e reputação de homem sempre honrado e bom rapaz, de antes escaqueirar que torcer. O inspector, por um processo chamado analepse que em tempos aprendera com o seu professor de português - é preciso recuar - mandou o amigo ir quase até às profundezas do demo buscar as origens da história, mesmo à fonte. Para que os nossos estimados leitores não fiquem analépsicos, poupamos os quilómetros de fita que seria necessário sensibilizar para a clara compreensão do imbróglio. O que deixamos escrito basta para se ter uma ideia clara, concisa, correcta e completa (a regra dos quatro cês) do evento.
   Segue-se que o homem do super tinha investido vários milhares em rolos de papel higiénico - «Eureka!» - exclamou o inspector (ele precisava sempre de um eureka! para despertar as ideias geniais que jaziam na sua cabeça).
   Quando ouviu falar num investimento de tamanha grandeza, o Inspector Batatinha, com os olhos vítreos de circunspectos, disse para o amigo:
   - Oh homem, não ponha mais na carta! Eu já estou a ver tudo o que se vai fazer para vingar a sua afronta. Deixe comigo e vai ver como é!
   Agora, aqui, convém meter que o amigo era proprietário e director de um jornal que, para não desmentir as sondagens, estava, também, numa pré-falência fazendo, assim, coro harmonioso e uníssono com os seus colegas.
   O Inspector Batatinha ligou estes dois factos como quem liga dois cordéis que, à primeira vista, nada têm em comum mas que, como um paradoxo, têm uma relação de causalidade, de concomitância ou de proximidade, entre si.
 - O senhor fique sabendo que eu vou resolver-lhe o problema e libertá-lo desse afogueamento (o inspector gostava de palavras caras para causar espanto nos seus clientes, mas o amigo percebeu afogamento). Mas para isso, o meu amigo terá que fazer tudo, como eu lhe indicar.
   - Senhor inspector, eu sou todo ouvidos, as suas palavras são ordens, prometo pelas cinco chagas.
   - Pois bem! Quantas páginas tem o seu jornal?
   - Costumava sair com 24, mas depois passou a 12, agora está com 10 e, por este andar, fica reduzido a uma folha de couve.
   - Deixe-se de metáforas, o assunto é demasiado sério, meu amigo! Então, vai fazer o seguinte: o jornal vai passar a sair com as 24 páginas primitivas.
   - Mas como é que eu vou arranjar dinheiro para pagar as despesas?
   - O senhor não me interrompa. Guarde as perguntas no bolso e despeje-as só no fim, entendido? Estava eu a dizer que o jornal sai com 24 páginas. Mas, atenção! a tipografia, por indicação sua, só suja metade, isto é, só imprime 12. Não me pergunte para que servem as restantes. O povo, que é quem mais ordena, é que vai decidir por si, ou pelo homem do supermercado. (O leitor preste atenção ao texto e não à cara do amigo).
   Está-se mesmo a ver o que aconteceu depois. O povo, isto é, os leitores, olhando para aquelas folhinhas tão branquinhas e tão lustrosas, deram em acudir à compra do jornal em força, que só vendo. Era os jornais chegarem às bancas e a esgotarem-se, num fósforo. Em algumas bancas até se fazia bicha. É claro que as edições seguintes aumentaram a tiragem para 10 vezes mais e o proprietário todo se embezerrava a ver aquela maravilha de hortaliça, como ele costumava dizer. A publicidade que tinha abandonado o jornal qual ave que abandona o ninho, correu pressurosa, porque sabia que era um bom investimento e o homem já quase não tinha pés a medir. Para sossego, o Inspector fez o favor de abrir um pouco o jogo:
   - Sabe, aquelas páginas em branco correspondem à quota-parte de jornal que nunca ninguém lê, não vem mal ao mundo por isso. O povo saberá dar-lhe o devido destino!
   Então não é que os leitores, constituídos pelos analfabetos profissionais, os profissionais, os alfabetos, os omegabetos, bem como os populares que já muito não punham os olhos nas letras, a não ser nas de banco, coitados, deram todos em comprar o jornal que era maravilha de ver. A explicação era a seguinte: todos os compradores descobriram, qual ovo de Colombo, que era mais barato limpar o sim-senhor ao papel sobrante, branquinho, do jornal, do que limpá-lo a papel higiénico. Além disso, prestava-se um excelente serviço à cultura, e tanto assim, que o governo, para não passar pela vergonha de inculto e fomentador da iliteracia, viu-se obrigado a conceder um farto subsídio de difusão e de papel (porte-pago já tinha). E a verdade é esta: por muito pouco que os leitores lessem o jornal, sempre iam deitando o olho a um título, a um boneco, a um pequeno texto. Alguns houve, até, pasme-se! - que se entretinham com graça a ver a listagem da necrologia - talvez, na sua santa ignorância, a ver se lá vinha o nome deles. De modo que o jornal, segundo um estudo de mercado e segundo um artigo de opinião de um crítico encartado, passou a ter uma dupla função: exercia uma função mediática de 1.º grau, que lhe é própria, e uma função mediática de 2.º grau, merdiática ou higiénica que, desde logo, se repercutiu por todos os interstícios do imaginário colectivo dos compradores.
   - E o homem do super? Esse, coitado, viu os seus prejuízos higiénicos a subir em progressão aritmética e geométrica, ao mesmo tempo e deitava as mãos à cabeça, sem saber explicar o fenómeno. Suspeitava que aí havia o dedo do destino vingativo, mas a sua imaginação ficava por aí.
   Não perguntem ao repórter o que aconteceu a tanto papel higiénico. Pensamos que teria apodrecido nas masmorras subterrâneas do armazém. Era ao tempo em que as pessoas, assoberbadas por uma recessão que se abateu desalmadamente sobre o país, tinham regredido ao período da pedra lascada. Calcule-se qual não teria sido a alegria de toda a gente quando voltou aos tratamentos nalguísticos com papel disfuncional de boa qualidade. Depois o proprietário do jornal chegou a dar-se ao luxo de editar o jornal com um suave e delicioso cheirinho a perfume, sobretudo a partir da altura em que o jornal em referência começou a ser gratuito, a publicidade em força chegava e sobejava para fazer nadar o jornal e o proprietário em mar de rosas. As pessoas, mesmo que quisessem, não podiam virar-se para outro jornal. Os outros tinham já ido todos à falência precipitada...
   O Inspector, cérebro de todo este processo de branqueamento, não cabia na pele de contente, por verificar que a sua criatividade estava no auge da sua força. Lá teria ganho o seu quinhão, por isso.
   Não é o inspector que o diz, mas diz-se à boca pequena, por entre cochichos e beijinhos orelhísticos, que esta foi a primeira vez que o povo anónimo, a maioria silenciosa, o povo não berrão, se vingava dos comerciantes e hipermercadistas interesseiros e exploradores. E nos mentideros da capital falava-se à boca grande nesta nova maneira de vingança, ao ver-se toda a gente a limpar o rabo àqueles que passam a vida a limpar a carteira aos pobres e explorados fregueses.
 
 
 
 
publicado por argon às 09:16
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

FUNDAÇÕES

 

 Há muito tempo que andamos com curiosidade em desvendar um pouco o que se esconde por detrás da designação de «Fundação».
Como o mercado de livros sobre o tema é muito escasso, fomos à Internet e ficámos a saber que em Portugal há pouco mais do que 50 Fundações. Todos sabemos que a mais importante é a Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal há 50 anos, que foi considerada a personalidade do ano pela Associação de Imprensa Estrangeira, como reconhecimento da sua actividade no panorama cultural, artístico e educativo português. Há uma outra de que todos os anos ouvimos falar porque refere as centenas de milhares de euros que o Estado lhe tem concedido a fundo perdido, a título de subsídio, e livre de impostos. Refiro-me à Fundação Mário Soares (FMS). Segundo declarações recentes de um dos seus administradores, «ao longo dos seus dez anos de actividade, (fez dez anos no dia 11 de Dezembro) a FMS tem realizado muitas conferências, lançamento de livros, debates, seminários, sempre sem qualquer orientação ideológica plurais. Trata-se de «uma instituição de direito privado e utilidade pública sem fins lucrativos, ligada à pessoa do ex-presidente da República, Mário Soares». Nasceu com o propósito de realizar acções de carácter cultural, científico e educativo e tem financiado estudos e trabalhos de investigação nestes domínios». Tem a particularidade única de acolher toda a espécie de correspondência de particulares a favor dos mais variados interesses pessoais.
Em Portugal a maior parte das Fundações são de divulgação técnica, apoio, centros de estudos, espaços de informação e são de reduzida dimensão.
António Champalimaud, que à data da sua morte detinha a maior fortuna pessoal do país, apesar de maltratado e espoliado de seus bens pelos revolucionários de Abril, - para evitar a prisão, teve que fugir para o Brasil, - antes de falecer, quis deixar o seu nome ligado à Fundação Sommer Champalimaud, dotando-a com uma verba anual de 1,8 milhões de euros que, segundo o Finantial Times, será a quarta maior do mundo, destinada a galardoar os inventos no campo da medicina óptica, e será a primeira a promover a cooperação internacional entre a Europa, Ásia e África, verba anunciada pela sua presidente, Dr.ª Leonor Beleza. A Fundação pretende combater a cegueira e outras incapacidades visuais, por vontade testamentária do seu fundador. O seu centro de pesquisas encontra-se na Índia, em parceria com o Instituto Prasad que desenvolve «investigação na área das células estaminais». Neste Instituto trabalham os melhores especialistas a nível mundial. A parceria foi formalizada aquando da visita do Presidente da República Portuguesa à Índia.
Está na moda e é chique ter uma Fundação, tal como ser sócio do ACP ou ter um cartão de crédito Gold do Unibanco. Há quem a tenha por vaidade, sustentada pelos subsídios do Estado, isto é, paga com o nosso dinheiro, para fugir ao fisco. Mas há outras que são fundações a sério, dotadas de dotações milionárias e filantrópica, sustentados com dinheiros de empresários ricos. (já citámos duas portuguesas acima). Em 2009 nasceu mais uma destas: a Fundação Manuel dos Santos, instituída pelo patrão da cadeia de hipermercados Pingo Doce, em homenagem ao seu pai, com o objectivo de promover e aprofundar o conhecimento da realidade portuguesa. É uma Fundação a séria sustentada por uma dotação milionária do seu fundador.
Noutros países, as fundações estão muito em voga e, porque são dotadas pelos seus fundadores de verbas pessoais muito avultadas, exercem um papel muito importante, quer fomentando pesquisas, quer dando apoio e solidariedade, quer atacando doenças como a SIDA, a cólera, a malária, etc. Em França há 2.200, na Alemanha há 15.000 e nos E.U.A. há 60.000.
Se quisermos referir outras fundações estrangeiras, aquela que mais salta à vista é a Fundação Belinda e Bill Gates, - o par mais rico do mundo, porque eles fizeram questão de envolver nela uma grande parte da sua fortuna que é actualmente de 42 mil milhões de euros, a qual se destina a acções humanitárias e a minorar o sofrimento do mundo (refira-se que em 2003 a sua Fundação vacinou, em Moçambique, 55 milhões de crianças). Bill Gates abandonou a presidência da sua empresa para se dedicar por inteiro à sua Fundação. Neste mundo, incluindo no nosso país, devia haver muitos Bill Gates.
Merece, também, referência muito especial a Fundação George Soros, um dos maiores gurus da economia de nível mundial. Criou a sua Fundação, com um investimento total, desde o início, de 5 biliões de dólares, com um pico de 600 milhões por ano, cujo fim é promover a democracia, os direitos do homem e as reformas económicas, ou seja, trata-se de uma filantropia política. Ele tem Fundações nacionais em 25 países.
Normalmente, o objecto destas Fundações, vai para a solidariedade, o acesso à educação e ao emprego, a luta contra a exclusão, a protecção da infância, a ajuda ao desenvolvimento. A cultura vem em segundo lugar e as questões do ambiente são uma forte componente nas preocupações dos fundadores.
Em França no último trimestre de 2009, foi criada a Fundação de Louis Vuitton, de Bernard Arnault, o número 1 mundial do luxo, com uma dotação de 100 milhões de euros, verba que inclui a criação de um edifício desenhado por Frank Gery, de linhas audaciosas. Um lugar consagrado a valorizar e difundir a criação contemporânea, especialmente junto dos jovens.
O maior problema de Bill Gates é não saber que quota da sua fortuna irá deixar aos filhos. Ao menos os pobres não têm esse problema... É pena que tenham outros mais graves… Ele sabe que, tal como dizia Andrew Carnegie, rei do aço, «a mortalha não tem bolsos». Por outras palavras: o dinheiro não vai com a mortalha, o dinheiro só é útil fora do bolso. E fora das contas bancárias.
*
 
 
 
publicado por argon às 12:50
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