Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS - CAVACO1

 

O TEXTO QUE SE SEGUE ESCREVI EU HÁ QUATRO ANOS, AQUANDO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCCIAIS EM QUE CAVACO SILVA FOI ELEITO PELA PRIMEIRA VEZ PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Reproduzo este texto e agora que está a decorrer a eleição para o seu segundo mandato, tudo leva a crer que venha, de novo, a ganhar.

Desta vez, como se tem visto pelos debates, estes são mais covilizados e menos contundentes. Até porque, desta vez, há, apanas, um rival de Cavaco: Manuel Alegre. Mas trata-se de um candidaoto morno, apagado, unicamente porque não tem causas a defender. As causas que defendia têm sido destruídas a pouco e pouco pelo seu partido o PS que está no governo como.p+or exemplo, o estado Social e a manutenção dos direitos dos trabalhadores da função pública. E naõ vale dizer que ele porá o seu veto, se vier a agnhar as eleições. Pura demagogia.

Repare-se que, desta vez, são todos contra um, como há quatro anos.

 

O texto:

 

Estas eleições presidenciais, como nenhumas outras, merecem ser objecto de reflexão para o cidadão comum, para políticos e jornalistas e objecto de estudo nas nossas universidades. Pelo modo como decorrem e pelos ensinamentos a tirar.

Tem várias originalidades. Os candidatos dividem-se em dois grupos: a esquerda e a direita. No primeiro, quatro candidatos, os quatro cavaleiros do apocalipse, um a dizer mata, outro esfola, contra o candidato chamado Cavaco Silva. Soares, armado em «pai da pátria», afirmou que se candidatava só para evitar que Cavaco saísse avenidamente vencedor. Os quatro têm, apenas, uma coisa em comum, que os desune: todos (des)afinam pelo mesmo diapasão: são todos contra. Contra Cavaco Silva. É a característica mais definidora.

 Mário Soares entrou a partir a loiça toda, como um elefante numa loja de porcelana. No (de)bate contra Cavaco atirou a matar, dispara(tando) em todas as direcções. Excedeu-se. Todos concordam, só ele não. Disse-lhe das boas. Sem provas. Disse, depois, que não foi agressivo. Disse que foi contundente, mas não agressivo. Ignora que contundente tem uma carga negativa mais forte (latim: contundere - esmagar, esmigalhar, moer) do que agressivo. Ele pensava que era tiro e queda, que eram favas contadas. Afinal, saiu-lhe o tiro pela culatra e não se farta de dar tiros no pé. Mas Cavaco tem provado ser um osso duro de roer. Todos os quatro se têm comportado como um jogador de futebol que, em vez de dar chutos na bola, passa o jogo todo a dar caneladas nos adversários. Para ver se os põe fora das quatro linhas. Mário Soares, bem como os restantes, movem-se, no campo da luta política, naquela zona de sombra entre o adversário e o inimigo. A abater por qualquer preço. Mesmo à custa de o caricaturarem. Com soberba grosseria. Ou de fazerem dele um papão. Sem atenderem a meios.

Mário Soares, por duas vezes teve momentos de lucidez ao afirmar que não voltava a criticar Cavaco. Mas foi sol de pouca dura. Não tendo assunto, voltou sempre à carga, até ao fim. Sem emenda.

Os argumentos: primeiro, criticavam-no porque não falava. E foi enquanto não falava e ainda nem sequer se tinha candidatado que, na primeira sondagem, ganhou aos já quatro candidatos em prova, o não-candidato chamado Cavaco Silva, com a percentagem mais elevada. Cavaco apresentou-se como candidato a pedido insistente não só dos eleitores da direita, mas também dos quatro e franjas de seus apoiantes. Uma vez candidato, os seus quatro adversários já tinham um bombo da festa para (a)baterem.

Depois, passou a ser criticado por falar. Preso por ter cão, preso por não ter. O único propósito dos seus adversários: descobrir gaffes no seu discurso, para as denunciar e o acusar de ser um perigo para a democracia.

A revolução dos três Dês, falhou no 3º - o Desenvolvimento. Cavaco insiste nas dificuldades do país e oferece-se para o ajudar a sair da crise. Este candidato, por vezes, faz um jogo de oposição entre o desafogo económico de Espanha e a recessão de Portugal. E pergunta porquê. A resposta é simples: afinal, a Espanha foi o melhor beneficiário (estrangeiro) do 25 de Abril - aprendeu muito connosco. Soube evitar o que não devia fazer, pondo os olhos no que aqui se fez, fazendo as coisas que deram para o torto, ao contrário. Dirão: mas a Espanha não teve a ditadura, uma guerra colonial, nem a descolonização. Engano: teve a ditadura de Franco, teve a guerra civil (um milhão de mortos) e tem a ETA que, sem desarmar, lhe tem dado molho pela barba. Depois da guerra, ficou na miséria total. Num clima de ódio visceral do após-guerra, os espanhóis tiveram que se reconciliar com eles próprios. E souberam sair por cima.

Mas acontece que há uma diferença entre o discurso dos quatro e o de Cavaco: eles sentem que não têm nada a perder. Podem dizer - e dizem! os maiores dislates sobre tudo e sobre coisa nenhuma. Afirmam sem vergonha nem rebuço que a vitória de Cavaco é uma «distorção do processo democrático» e vai provocar a queda do governo. Se fora Cavaco a dizer o mesmo contra um candidato do lado oposto, caía o Carmo e a Trindade. Acontece que, aparentemente, ninguém os censura, por isso. E a razão é esta: porque sabem que não ganharão e não precisam de ter postura de Estado. Os dislates dos quatro não terão consequências. Ninguém lhes pedirá contas, o que dizem não é levado a sério. Por isso, Cavaco mede bem as palavras e não se excede, nem comete gaffes. Sabe que o inimigo, não tendo programa, nem futuro, espreita.

O cidadão comum, no qual me incluo, pensa que Cavaco devia responder na mesma moeda aos adversários. Mas, pensando bem, ele está no bom caminho: porque quer marcar a diferença, não quer atacá-los, nem os tem atacado («tenho que me conter»), quer dar e tem dado um carácter de seriedade e honestidade à campanha, embora ele saiba que o seu adversário principal tem telhados de vidro. Bastava lembrar como Soares infernizou Cavaco no seu segundo mandato, fez-lhe a vida negra, também com as presidências a que eufemisticamente chamou «abertas», - só visitava os podres do país, para atirar com a lama à cara de Cavaco. Pior só Paulo Portas em O Independente. Fez dele bode expiatório, como se ele fora o culpado de todos os males. Ele, Soares, faz por esquecer, por uma questão de conveniência política. Cavaco podia ter-lhe respondido à letra. Mas não o fez para evitar descer ao nível dos seus adversários.   

Como os argumentos utilizados mantêm Cavaco à frente, lançam mão de uma campanha contra as sondagens e contra os jornalistas, os maus da fita, neste jogo sujo de acusações gratuitas e de intrigas. Mas pela boca morre o peixe.

Por todas as razões invocadas, só há um candidato que dá garantias de seriedade e de sucesso: chama-se Aníbal Cavaco Silva e é a única esperança para os portugueses.                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

 

 

publicado por argon às 12:35
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Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

O ESTADO SOCIAL - uma leitura self-service

 

Este texto publiquei no dia 15 de Dezembro dee 2010. E é como segue:

 

O texto inclui parênteses com três palavras. Corte o que não interessa, segundo o seu ponto de vista.

 

Quando se fala em Estado Social, queremos referir-nos à (Segurança Social, à Saúde, à Educação) que devia ser paga (na totalidade pelos ricos, por aqueles que podem, segundo as suas posses, gratuita para todos).

É uma das bandeiras da esquerda e o PS faz disso a menina dos seus olhos (e com razão, sem razão, talvez seja verdade), porque está disponível para todos os portugueses, e pretende que é gratuita (é, não é, já foi mais).

O governo que alguns portugueses elegeram tem acusado os partidos, sobretudo (o PSD, o BE, o PCP, o CDS) de quererem acabar com o Estado Social. Ora, segundo a minha opinião, isso é (verdade, mentira, em parte, tem razão). Esta é uma acusação (falsa, verdadeira, eleitoralista). Afinal, quem já começou e continua a destruir o Estado Social é o partido (Socialista, o PSD, comunista, o Bloco de Esquerda, o CDS), com o fecho de Maternidades, fecho de alguns Centros de Saúde, diminuição de despesas com a Saúde que é responsável por uma fatia (muito grande, pequena, média) da despesa do Estado.

Eu estou com medo que a situação económica do país que gasta (mais, menos, assim-assim) do que tem, venha a reduzir (drasticamente, muito, pouco) as despesas com a saúde e a educação. Eu entendo que a saúde devia ser (gratuita para todos, para alguns, para os mais pobres). Não percebo porque é que os que podem não hão-se pagar (tudo, pouco, alguma coisa), para ajudar o Estado a ter menos despesas e garantir, pelo menos, a gratuidade aos mais pobres.

Quanto à educação, ela devia ser gratuita (para todos, para alguns, não para os ricos), (paga na totalidade pelo Estado, subsidiada, gratuita para os pobres).

Sócrates acho que tem governado (bem, mal, assim-assim) o país. Porque ele vive (fora, dentro, ao lado) da realidade do país com os seus problemas (de liquidez, de endividamento, de despesas exageradas).

O Estado devia ser (menos, mais, melhor) gastador. Devia, também, acabar com as (benesses, regalias, bónus) da sua boyada porque o país, assim, (aguenta, não aguenta, dificilmente aguenta) equilibrar as finanças públicas.

Acho que os mesmos que nos levaram - os bancos, os especuladores financeiros e os políticos à (quase falência, falência, situação aflitiva em que nos encontramos), deviam ser penalizados (política, criminal, socialmente) para que não voltem a (especular, gastar à tripa forra, roubar) o dinheiro que é (deles, dos contribuintes, dos accionistas).

A democracia é, teoricamente, uma ‘ditabranda’, mas é uma (ditadura, uma exploração dos pobres pelos ricos, um ataque sem vergonha aos nossos dinheiros).

Há tribunais, mas não são capazes de julgar (os corruptos, os criminosos de luva branca, os sucateiros ladrões). E a prova está á vista. Não há nenhum famoso (em poder, em fortuna, em mediatismo), preso. Quando chegam à barra dos tribunais, quando muito, apanham pena suspensa. E podem recorrer (quantas vezes quiserem, uma vez, várias vezes) de modo que nem chegam ao tribunal superior que os devia condenar, ou absolver. Porque antes disso, já os crimes (prescreveram, foram apagados por uma qualquer lei iníqua, foram politicamente perdoados por uma qualquer amnistia).

O que acontece é que o dinheiro que havia antes da crise é (o mesmo mais, menos). O que acontece, anda fugido e está é mal distribuído.

O maior ladrão que temos chama-se (Estado, especuladores financeiros, bancos incluídos, corruptos de ‘face oculta’ e face a descoberto).

Os pedófilos deviam ser tidos por culpados (à partida, durante, no fim do julgamento). Porque todos se consideram, sem excepção, (inocentes, de consciência tranquila, pessoas de bem). As crianças usadas e abusadas, na opinião dos pedófilos, são umas (mentirosas, sinceras, dignas de fé). Só eles, pedófilos, são (sinceros, inocentes, não criminosos).

Os crimes dos pedófilos vão prescrever porque isso é culpa (da lei, dos abusados, dos pedófilos) que assim se permite, para protecção (das crianças, dos pedófilos, da sociedade em geral).

Não devia haver político na nossa democracia que não tivesse atrás de si (uma profissão, um atestado de competência, uma formação específica atestada num exame de ingresso, como em qualquer profissão) (técnica, académica, política).

Estou convencido que um governo deve seguir as mesmas regras de ‘governança’ de uma (boa, má, prática) dona de casa com as seguintes regras (gastar mais do que tem, gastar menos do que tem, gastar tanto como tem).

Na minha opinião, a política devia ser (a arte do possível, a arte da excelência, a arte do consenso). Mas o que acontece, é que ela é a arte (da mentira, da demagogia, da defesa dos interesses exclusivos).

Sócrates que é amado por uns e odiado por outros, disse, no fim da cimeira da NATO que espera estar como primeiro-ministro de Portugal nos EUA em 2012, na próxima cimeira da NATO. Isso, na sua opinião, demonstra que ele está (num país irreal, a realidade passa-lhe ao lado, ou dentro da realidade?). Ou mostra que é (sincero, demagogo, inconsciente).

Vou dar a minha opinião quanto à permanência deste governo em funções. Ele estará em funções (até ao fim do mandato, cairá dentro de três meses, cairá, com eleições antecipadas, depois da eleição do Presidente da República).

A educação foi sempre o bode expiatório dos governos (PS, PSD, outros partidos).

A educação gasta rios de dinheiro, com resultados medíocres. «A pior das ilusões do sistema de crenças socialista reside na convicção de que basta atirar com (dinheiro público, incompetências, facilitismos) para cima dos problemas, para que estes se resolvam.»

Estou convencido que o pior problema que temos é o da (justiça, educação, saúde) dos portugueses.

É este o Portugal (que temos, que nos calhou em sorte, que temos que gramar).

No fim de contas este é o país mais (lindo, mais feio, mais pobre) do mundo. No qual eu quero continuar (a viver, a passear, a namorar).

Uma sugestão: Segundo os sindicatos, com esta greve geral, o Estado poupou 500 milhões de euros. Ora bem. Eu proponho que os portugueses façam oito dias de greve. O resultado (é só fazer as contas) ultrapassará os 4 mil milhões se juntarmos aos que fizeram greve, o Governo, a Assembleia da República, as Autarquias e os sindicalistas que não fizeram a greve geral, pois estiveram de piquete à greve, isto é, a trabalhar, resolveríamos, de uma penada o défice público e todos os problemas que lhe estão associados e passaríamos a receber chapeladas dos nossos credores externos, se eles fossem bem intencionados, que não são, e acabaríamos com os especuladores financeiros e nunca mais nos chateariam. Se oito dias fosse curto, repetíamos a dose: (concordo, acho genial, acho a ideia disparatada.)

 

O ZÉ POTUGA

 

- A democracia é o sistema político que consagra os direitos e os deveres dos cidadãos de um país, em que nada é imposto.

- Nem, mesmo, os IMPOSTOS?

*

publicado por argon às 18:15
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

A SOCRATESLÂNDIA

 

Se és um bom português que soube impor um estilo

No tempo em que o PS, sem chefe para competi-lo;

 

Se conseguiste resolver um caso de falta de liderança,

Num tempo em que governar estava a ser de tardança;

 

Se entraste logo a matar, como um animal feroz,

E tiraste férias aos médicos de maneira mui veloz;

 

Se o partido socialista estava já em condições

De chamar o pai Sampaio para provocar novas eleições;

 

Se o Santana com as trapalhadas era um escândalo nacional

E havia uma boa maré para o tirar do pedestal;

 

Se a Assembleia da República governava em maioria,

Foi argumento a rejeitar em emergência de alforria;

 

Se dissolvida a Assembleia, com as eleições em mente,

Elas deram ao PS maioria absolutamente;

 

Se logo a seguir, para espanto, entrámos em ditadura

Do posso quero e mando, com denodo e sem fissura;

 

Se começou o Sócrates a destruir, todo armado em mandão,

O que estava bem de pé, assim do pé pr’á mão;

 

Se não olhava às suas vítimas, caindo, assim, pelo chão,

Sempre com mira na sua força e sempre em destruição;

 

Se começou pela Saúde, fechando Maternidades,

A eito e sem compaixão, num frenesim de excentricidades;

 

Se se seguiu a Educação, onde a Milu, num rodopio,

Destruiu tudo o que quis, segundo o seu alvederio;

 

Se sem atender aos protestos de todos os docentes,

Os veio a desacreditar com as normas mais indecentes;

 

Se fez cavalo de batalha com o ataque aos professores,

Sem atender ao seu trabalho, nem à excelência dos seus valores;

 

Se completamente ofuscada pela subida das estatísticas,

Introduziu o facilitismo, como uma das características;

 

Se obrigou todos os professores a trabalharem bem no duro,

Com substituições gratuitas, com o descaramento mais puro;

 

Se foi muito contestada pelas greves mais participadas

De toda a história das greves, no país das trapalhadas;

 

Se ao fim de quatro anos ela foi escorraçada

Do governo da Escola, depois dela destroçada;

 

Se houve novas eleições, sem haver alternativa,

Que deram ao PS uma maioria relativa;

 

Se a nova ministra da educação veio logo na peugada,

E apareceu, vinda do céu, a Isabelinha Alçada;

 

Se entrou com o pé direito, com ar doce e jovial

Como que a dizer a todos, ‘eu não vos quero fazer mal’;

 

Se a nova ministra começou por desfazer, sem espalhafato,

O que a Miluzona destruíra, voltando ao antigo formato;

 

Se o Estatuto do Aluno da ministra já cessante

Foi refeito e corrigido, coisa feita num instante;

 

Se a Milu veio a publicar os 24 grandes sucessos,

Esquecendo-se de publicar, os mais que foram insucessos;

 

Se no que respeita à justiça, não é das coisas mais nobres,

Porque pratica duas justiças, uma p’ra ricos, outra p’ra os pobres;

 

Se a nossa lenta justiça é dos casos mais lembrados:

Os pobres vão para a cadeia, os ricos são ilibados;

 

Pouco depois surgiu a crise, não estávamos preparados,

Por vivermos anos a fio, como se fôssemos endinheirados;

 

E chegámos à conclusão, pelo governo sempre ocultado,

Que vivêramos como ricos, mas com dinheiro emprestado;

 

Se fazias vida de rico, sempre sem dúvidas, nem dilemas,,

Atiravas com dinheiro, para cima dos problemas;

 

Julgavas que, assim mesmo, resolvias os problemas,

Afinal tu nos meteste em complicados dilemas:

 

Ou pagamos o que devemos, ou os nossos credores externos

cortam-nos cerce a ração e viveremos num inferno;

 

Onde já campeia a pobreza que inclui a classe média,

Contra uma cultura de gente abastada assaz e nédia;

 

Entretanto, o desemprego atingiu níveis brutais

E o Governo em desprezo, diz que não pode fazer mais;

E continuamos num país a viver em dois extremos:

Duma banda são os ricos, da outra os pobres que temos;

 

A aumentarem cada dia e passarem pela fome,

Sem que o governo se preocupe, ou as reformas tome;

 

Porque não quer tirar aos ricos, que a isso não estão dispostos,

E quem paga são os pobres, com o aumento dos seus impostos;

 

O dinheiro que existia é o mesmo que agora há,

Só que mal distribuído, isso para alguns é um maná;

 

E tudo isto porque o chefão nunca quis acreditar

Que já tínhamos entrado em crise, antes de lá fora rebentar;

 

Este atraso nas medidas que ele nem sequer tomou,

Atirou-nos para a miséria e foi assim que nos tramou;

 

Mas continua triunfante e como o Soares, pobretana,

Anda, a caminho da estranja, a vender dívida soberana;

 

E não vê que assim sendo, vai caindo em descrédito,

Em vez de vender dívida, devia vender crédito;

 

Mas continua na gastança e a sonhar com TGVês,

Com ideias megalómanas, a agir com insensatez;

 

E para se mudar de timoneiro valeria a Constituição,

Se fosse feita para os eleitores, em estado de desgovernação;

 

Só se pode dar remédio, só depois das eleições,

Até lá, apertar o cinto e sofrer muitas restrições;

 

Mas nunca tantos carros de luxo, nem férias a tão longe

Houve nestes anos perto, como está havendo hoje;

 

Quanto ao caso da economia, é o caso mais sofrido:

O Sócrates sem reformas, deixa-nos um país falido;

 

Se por mais que trabalhemos, ele nos deixa sem vintém,

Mete a mão aos nossos bolsos e não sabemos o que aí vem;

 

Se com a subida dos impostos o país é um desdém,

Com o Estado gastador, gasta, gasta o que não tem.

 

Se cada vez estamos mais pobres, como dizem por aí,

Parece que isto só endireita com a chegada do FMI.

 

Se escutamos o primeiro-ministro, o senhor que se ufana,

Com o seu sempre seu optimismo, com isso ele nos engana;

 

Se o país está aflito, e caminha para o desconhecido,

Porque ele ocultou o défice, o sem vergonha, o desmentido;

 

Se o Sócrates da pouca sorte nos está a defraudar

Com as contas ele nos engana, quem com ele pode concordar?

 

Se ele continua um teimoso com o ministro das finanças

A esvaziar os nossos bolsos e a gerar desconfianças;

 

Se carregou forte nos impostos sobretudo nos mais pobres

E os credores temos à perna, porque já não temos cobres;

 

Se prefere carregar nos impostos, do que a cortar nas despesas,

Onde é que está a justiça de semelhantes safadezas?

 

Eis que os nossos maus credores, a matilha que nos espreita,

Vai mandar-nos a breve trecho quem nos corte na receita;

 

Melhor fora anteciparmos, a fazer um ajuste maior,

Antes que venha aí alguém e fiquemos ainda pior;

 

Não é com cinquenta medidas, mais uma vã promessa,

Que isto lá vai ao sítio, todas elas feitas à pressa;

 

E quando se fizer a história, história, mesmo à séria,

O Sócrates ficará nela, como causa da nossa miséria.

 

Então se dirá, a saber, que ele viveu em desnorte

Pena não ter sido responsável pela nossa pouca sorte;

 

E terminemos este texto com a tese em que me fundo:

Merecíamos viver num país – o mais querido do mundo!

ARGON

publicado por argon às 22:32
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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE OS NOMES

TEXTO PUBLICADO NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS DE HOJE E NO PÚBLICO

 

A HISTÓRIA DO ENVIO E A RAZÃO DE TER SIDO PUBLICADO EM 2 JORNAIS E NO MESMO DIA:

 

EU ENVIEI, PRIMEIRO, HÁ TRÊS OU QUATRO DIAS, PARA O PÚBLICO. COMO NÃO FOI PUBLÇICADO NO DIA SEGUINTE, NEM NO OUTRO A SEGUIR, EU MANDEI PARA O DIÁRIO DE NOTÁICAS. CONCLUSÃO:O DIÁRIO DE NOTÍCIAS PUBLICOU HOJE PORQUE ENVIEI ONTEM; O PÁBLICO JÁ CHEGOU A DEMORAR OITO DIAS PARA ME PUBLICAR UM TEXTO. SUPONHO QUE, ÀS VEZES, NÃO TÊM ESPAÇO E ADIAM.

 

 

MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAMM-SE OS NOMES

 

Até há pouco, e desde que a crise nos bateu à porta e entrou sem nos pedir licença, um escândalo chamava-se ‘escândalo’. Agora, com a crise, o escândalo mudou de nome e chama-se ‘excepção’ (aos cortes salariais). Veja-se, por exemplo, o caso dos Açores que, tendo um superavit, o presidente do Governo Regional dos Açores mandou distribuir o bolo pelos seus apoiantes e não por todos os contribuintes do país que o sustentam. O caso chegou ao Parlamento e o presidente do grupo parlamentar do PS que costuma ser tão ASSISado, desta vez ameaçou que se demitiria se os deputados do seu partido não votassem a favor da medida do presidente do governo dos Açores. E eles fizeram-lhe a vontade.

Acrescente-se a esta as novas excepções que todos os dias vêm na comunicação social, a última das quais se resume neste título: ‘Nova excepção aos cortes permite a altos quadros do Estado acumular pensões e salários (C.M. dixit).

A mim, o que mais me aflige não é a incidência repetida de casos como estes, é o facto de não termos governo que tenha um pouco de vergonha e não seja capaz de acabar com estes escândalos porque não tem força nem quer e porque se faz forte com os fracos, mas fraco com os fortes. Há quem vá mais longe e diga que isso seria acabar com os seus ‘boys’. E, de tudo, é isso o que Sócrates menos quer, porque ainda está com a esperança de ganhar as próximas eleições.

Artur Gonçalves, Sintra

publicado por argon às 18:10
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