Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

ELIEÇÕES AUTÁRQUICAS - UM PROGARAMA PARA LISBOA

 

 
Depois da grande trabalheira para conseguirmos eleger quem nos vai governar por mais uns anos, depois da azáfama da campanha eleitoral para as legislativas, eis que, sem descanso, voltamos a ser bombardeados com as eleições para as autarquias do país.
Hoje, venho à presença dos meus pacientes leitores para oferecer um programa para o bom governo da cidade de Lisboa.
Cada quatro anos, todos os partidos se desunham para ver se abicham lugares tão cobiçosos. E cobiçosos porque dão fama, poder, imagem e dinheiro. Neste caso, não se verifica a verdade daquele ditado que diz: «a galinha da minha vizinha é melhor do que a minha». Pelo contrário, cada partido se julga melhor do que os outros e todo o discurso de cada candidato vai nesse sentido.
Eu cumpro (PS); eu faço (PSD); Eu discordo (PCP); Eu sou contra (BE); Eu fico (CDS) – podiam ser estes os slogans dos cabeças de lista de cada partido.
Resumindo: na prática, parece-me estar a ouvi-los dizer, numa só frase, em uníssono:
Eu faço que cumpro, mas fico-me, discordando e opondo-me.
Sabe o que é o POPULISMO?
Sabe o que é a DEMAGOGIA?
 
SE EU FOSSE CANDIDATO
  • Arranjava emprego para todos os residentes da cidade;
  • Das casas velhas, degradadas, faria casas restauradas e confortáveis.
  • Acabava com a eterna rivalidade entre senhorios e inquilinos;
  • Aumentava os espaços abertos, cobrindo-os os com lindos e verdejantes jardins;
  • Estabeleceria uma rede alargada de transportes públicos com horários suíços;
  • Construiria parques-automóvel, muitos e espaçosos à entrada da cidade, para estacionamento dos carros que todos os dias rumam à capital, proibindo-os de circularem pela cidade;
  • Abriria corredores pedonais para os transeuntes;
  • Não deixaria aumentar a volumetria das casas construídas de raiz;
  • Incrementaria o uso de bicicletas e triciclos a motor, para os trajectos citadinos, com prioridade sobre os peões;
  • Recuperava o Parque Mayer e suas zonas envolventes;
  • Não deixava construir mais bancos nos espaços comerciais em exploração;
  • Transformaria alguns bancos em cafés dando, assim, a ilusão, de tempos atrás, em que se desenfreou por caminho inverso.
  • Bater-me-ia por que a zona ribeirinha da cidade fosse devolvida aos lisboetas;
  • Punha todas as crianças a ler e a desenhar em bibliotecas públicas, colocadas pela cidade em número suficiente;
  • Levaria para as ruas espectáculos, para tirar os jovens e as crianças do computador e da televisão;
  • Encorajaria as pessoas residentes a saírem para a rua depois do jantar, como se faz nas outras cidades da Europa;
  • Acabaria com a insegurança na cidade, colocando polícia suficiente, de dia e de noite, se preciso, um em cada esquina;
  • Daria um grande incremento aos espectáculos de circo e atribuir-lhes-ia fartos subsídios, coisa que nenhum presidente ou governo se lembrou, ainda, de fazer a estes beneméritos artistas em favor das crianças;
  • Plantaria árvores de folha persistente em todas as ruas e avenidas da cidade;
  • Poria a circular em todas as ruas os célebres e saudosos eléctricos, como no antigamente recente;
  • Poria todos os residentes e os todos os empregados a ler jornais, para andarem bem informados;
  • Nas escolas do ensino básico poria todas as crianças a ler jornais e livros infantis, desde o primeiro ano, sob orientação dos professores,
  • Distribuiria por todos os alunos do ensino básico, tabuadas, sendo obrigatório aprendê-las, para saberem as contas com que cada um se cose e coserá, depois de concluírem os estudos; e proibiria o uso de calculadoras, o inimigo número um da memória;
  • Instituiria prémios para a inovação com ideias válidas, para promoção da qualidade de vida dos munícipes residentes;
  • Acabaria com as listas de espera nos hospitais públicos da cidade, banindo das urgências os casos de urgência disfarçada, - a maior parte;
  • Poria os médicos a trabalhar nos hospitais de manhã e de tarde, como qualquer funcionário e pagava-lhes bem;
  • Obrigaria todas as empresas da cidade a dar lucro e a pagar bem aos seus empregados;
  • Para elevar o nível, agora rasteiro, dos clubes de futebol a jogar nas estádios da cidade, obrigaria a marcar grande penalidade a cada quatro bolas fora das linhas do relvado;
  • Simplificaria o atendimento camarário que seria rápido, delicado e personalizado, exarando, na cópia do documento de entrega, a data do despacho;
  • Encerraria as empresas que dessem um lucro excessivo, escandaloso ou obsceno, baseado naquele princípio indiscutível que ninguém enriquece (honestamente) a trabalhar;
  • Acabaria com a mendicidade vergonhosa, envergonhada e desavergonhada;
  •  Disporia de um dia por semana para deambular pela cidade no contacto com os cidadãos, para auscultar os seus problemas e anseios;
  • Tendo apresentado como slogan da minha campanha «opera, non verba» - «obra, nada de paleio», apareceria muito raramente nos jornais, e nas TVs porque um autarca que se preze, não tem tempo para andar a badalar o que fez e o que vai fazer; quem quer saber, que abra os olhos e veja;
  • Baixava o preço das casas novas e aumentaria o preço das casas de aluguer dos inquilinos que têm carro ‘à porta’;
  • Faria o levantamento da pobreza da cidade e dar-lhe-ia o remédio de que precisa, para que os pobres também possam viver com conforto e qualidade;
  • Daria um pelouro a cada cabeça de lista adversário de cada partido concorrente, para que pudessem colaborar comigo, em vez de passarem a vida camarária a criticarem-me.
  • Estabeleceria um pacto de ajuda e de colaboração, com o governo;
Obs.: Para executar todas estas rubricas do programa era preciso que eu ganhasse as eleições. O que é muito duvidoso, porque o programa é bom de mais! E só um inimigo do povo e da cidade diria que é indigno dos lisboetas.
publicado por argon às 16:52
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