Domingo, 9 de Maio de 2010

EXCEPÇÃO DE ESTADO - 2

 

 

A cronista do Diário de Notícias Fernanda Câncio publicou ontem uma crónica sobre a visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI ao nosso país com o título «Estado de Excepção». Nela confessa, sem rebuço, um ódio visceral à Igreja Católica e insurge-se contra esta visita.

Devo notar, em abono da verdade, que ela se esquece que esta visita não é uma visita de Estado onde os nossos visitantes políticos se encontrem apenas, com os nossos governantes do mais alto grau, para tratarem de assuntos de Estado. Aqui, os cidadãos raramente são chamados e colaborar ou a participar e se tal acontece, nunca a nível tão abrangente.

No caso da visita do Papa, a coisa processa-se de modo diferente. Trata-se de uma visita aos seus habitantes, tendo como traço comum de união a fé religiosa, neste caso, a católica, que professam e que pretendem manifestar (mani-festar).

Todo o texto é um insulto não só ao Papa que menoriza e ridiculariza escrevendo «sua santidade» com minúscula, mas a todos os portugueses que, de boa fé, pretendem honrar a nossa tradição de bom acolhimento a personalidades que nos visitam, neste caso, não a título fugaz de visita de cortesia, mas com a missão de estreitar os laços religiosos dos portugueses, tendo como o centro de gravidade Fátima.

O vocabulário e as expressões que utiliza são do mais rasteiro e ignominioso que conceber se pode. Chama a este movimento ecuménico da visita uma histeria, movimento que denomina de festejo, dessacralizando o evento e, pelo contrário, apoucando-o, ao colocá-lo abaixo de qualquer evento profano, artístico ou futebolístico.

Denuncia este fervor (religioso e patriótico) que adjectiva como fervor compulsivo, desta facção mais ou menos religiosa.

Lastima as escolas fechadas e regista, supomos que muita mágoa, os filhos expulsos das escolas estatais e o acumular do lixo nas ruas, apelando ao seu aguçado faro ecológico.

Quantas crónicas escreveu a autora a denunciar estas duas anomalias, quando os sindicatos resolveram fazer uma greve de aderência plenária, durante vários dias?

Um pouco mais adiante, utiliza um vocabulário que fez história nos tempos do PREC – exijorecuso.

Por fim, vira-se contra a Diário de Notícias por ter alinhado neste absurdo, ao pretender cobrir noticiosamente o evento, no seu respeitável desvelo deontológico, como  auscultador privilegiado do pensar, do sentir e do agir de uma grande fatia de cidadãos deste país.

Artur Gonçalves, Sintra

publicado por argon às 19:07
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