Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

FLOR, AS FLORES

 

Falemos, pois, hoje de flor de flores. FLOR – assim um singular colectivo, em nome de todas as flores do universo criado.

Ninguém fica indiferente diante de uma flor. Ou de um bouquet de flores. Porque a sua presença gera sentimentos indefiníveis, difusos, porque inebriam todo o ser que a contempla com um misto de fragrância e de mistério.

As flores são o manto com que a natureza se cobre para alegrar o mundo dos homens. São as flores, pela sua alacridade e variedade das suas cores, pela diferença das suas formas, de estilos e de perfumes que transformam este vale de lágrimas em fonte de alegrias e de optimismo.

É através das flores que os homens manifestam os seus sentimentos mais silenciosos e profundos, é com elas que eles mostram as excelências do seu coração. Elas são o intermediário privilegiado que faz a ponte entre quem oferece e quem recebe, num gesto de delicadeza e de ternura.

S. João da Cruz faz da flor a imagem das virtudes da alma, sendo o bouquet que as reúne a da perfeição espiritual.

Para Novalis, a flor é o símbolo do amor e da harmonia que caracteriza a natureza primordial. Identifica-se com o simbolismo da infância e, de certo modo, com o do estado edénico.

Outros identificam a flor com o elixir da vida; a floração é o retorno ao centro, à unidade, ao estado primordial.

A arte japonesa do arranjo de flores comporta um simbolismo muito especial: é o emblema do ciclo vegetal, resumo do ciclo vital.

A flor, as flores são o símbolo das nossas alegrias e, também, o das nossas tristezas.

São a manifestações das alegrias da vida e a das tristezas da morte. Elas são sempre iguais, não são tristes, nem alegres – são o que são. E podem ser o que cada um quiser. Elas servem para tudo significar, numa espécie de poliformismo significativo, plurívoco. Elas não falam, mas possuem uma linguagem silenciosa que toda a gente sabe ler nas circunstâncias omnímodas da vida.

Os sentimentos que despertam em nós não são passíveis de tradução: é o embevecimento, a interiorização silenciosa dos mais recônditos sentimentos. Uma espécie e enebriamento interior calado no mais fundo do nosso ser. Qualquer definição, qualquer palavra, fica sempre aquém daquilo que despertam. Por isso, o melhor é o silêncio, diante da contemplação.

publicado por argon às 23:20
link do post | comentar | favorito
|

.Argon

.pesquisar

 

.Maio 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. QUERO SER UMA TELEVISÃO

. O ANDARILHO VAGAMUNDO

. BODAS DE OURO MATRIMONIAI...

. A GUERRA MODERNA POR OUTR...

. DEUS, SUA VIDA, SUA OBRA

. UM CONTRASTE CIONTRASTANT...

. FALEMOS DE LIVROS

. TENHO UMA PALAVRA A DIZER

. AS CINQUENTA MEDIDAS - UM...

. O SÍTIO ATÉ ERA LINDO...

.arquivos

. Maio 2012

. Janeiro 2012

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Maio 2008

. Fevereiro 2008

.favorito

. QUERO SER UMA TELEVISÃO

. O ANDARILHO VAGAMUNDO

. BODAS DE OURO MATRIMONIAI...

. A GUERRA MODERNA POR OUTR...

. DEUS, SUA VIDA, SUA OBRA

. UM CONTRASTE CIONTRASTANT...

. FALEMOS DE LIVROS

. TENHO UMA PALAVRA A DIZER

. AS CINQUENTA MEDIDAS - UM...

. O SÍTIO ATÉ ERA LINDO...

blogs SAPO

.subscrever feeds