Quinta-feira, 5 de Agosto de 2010

ALEGREM-SE OS CÉUS E A TERRA!

INTRODUÇÃO:

Vinha eu a caminho de minha casa, depois de ter ido comprar o D.N. (coisa que faço todos os dias) quando me acudiu o seguinte raciocínio: vou ver se o Público de hoje traz o meu artigo que enviei antes de o ter enviado ao D.N. que o publicou truncado.

E não é que, apesar de se terem passado já dois dias, eles publicaram, mesmo? E na íntegra? E, porque é na íntegra, aqui o reproduzo para minha satisfação e dos meus leitores, se disSo podem tirar satisfação, também.

Viva a bela frase! - escrevu Eça de Queiroz, o belo burilador de frases, no grande romance OS MAIAS.

O PÚBLICO FEZ-ME JUSTIÇA. Bem haja!

 

 

OS CHUMBOS DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

 

Toda a gente pensava que Isabel Alçada, com a entrada em ministra da Educação, era uma lufada de ar fresco a varrer o tumulto deixado nas escolas pela sua antecessora. Parece que nos estamos enganando. Porque ela perfilha uma bandeira que a anterior ministra não teve tempo de implementar. A saber: acabar com os chumbos.

A história das reformas da educação em que todos os governos democráticos mexeram, apresenta-nos duas iniciativas legislativas que mancham, pelo seu carácter devastador, a nossa Educação, com consequências negativas de que estamos, ainda, a sofrer. Primeiro, pôs-se fim ao Ensino Técnico que era um ensino prático para a vida profissional, que ensinava a fazer (procure-se um canalizador individual, aparecem logo os biscateiros e vejam quanto é que custam) com a ideia de que era um ensino só para pobrezinhos. Como consequência, unificou-se o ensino e os Liceus desceram na escala onomástica, dando-lhes o nome de ‘Escolas Secundárias’. A palavra Liceu era odiosa porque tinha um cheiro salazarento.

Em segundo lugar, acabaram com os exames, já repostos, que sempre foram, e continuam a ser, um mal necessário.

Para completar o triângulo de más práticas educativas, só falta pôr fim, por decreto, às reprovações.

Coisa que brada aos céus e que dispensa qualquer tipo de argumentação, para provar a desgraça da sua implementação.

Invejamos o sucesso escolar da Finlândia, mas é como um indivíduo da classe média baixa, querer ter um Ferrari porque o vizinho também tem ou, numa imagem brutal,, é como querer curar um doente, aplicando-lhe, acintosamente, uma injecção letal.

Artur Gonçalves, Rio de Mouro

publicado por argon às 10:28
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