Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

O PRÓS E CONTRAS

É o seguinte o texto publicado hoje no Público:

 

O PRÓS E CONTRAS

 

 

O ‘Prós e Contras’ de segunda-feira passada teve como assunto o debate sobre a Revisão Constitucional proposta pelo PSD. Intervieram, apenas, os partidos com assento na Assembleia da República. O assunto prometia, mas todos os partidos da esquerda acoplados pelo CDS, passaram todo o tempo, não a discutir e a apresentarem propostas sobre o assunto, mas a malhar no PSD e na sua proposta de alteração do Serviço Nacional de Saúde (S.N.S.). E não saíram daí. Procuraram cada um defender a sua ideologia que os portugueses já bem conhecem. Parecia uma luta de galos, tendo o garnisé CDS vindo à liça, juntando-se a estes, eram quatro contra um. A Constituição para o PS, o BE e o PCP é uma vaca sagrada em que se não pode tocar nem com uma flor.

O presidente do grupo parlamentar do PSD apresentou as propostas do seu partido de modo claro e convincente, e deu os seus argumentos que deveriam merecer a atenção dos opositores. O argumento era de que o Serviço Nacional de Saúde não se pode manter como está, por se saber que é insustentável, por falta de apoios financeiros a curto prazo, dada a crise de endividamento em que o país se encontra. O PS, representado por Jorge Lacão, passou todo o tempo a enaltecer a acção do seu governo: que construiu e vai construir xis hospitais, que melhorou as finanças públicas, que baixou a percentagem de mortalidade infantil e as listas de espera. E por mais que a moderadora, que pouco moderou, lhe lembrasse que ele (e os outros) dissesse como se pode manter, nunca respondeu. O BE e o PCP limitaram-se a atacar o PSD e a manter a cassete e os chavões do costume: ‘os ricos que paguem a crise’ e, portanto, o Estado Social. O S.N.S. não pode deixar de continuar como está: universalmente gratuito.

Seria um debate decepcionante se não conhecêssemos os nossos políticos que, mais do que defender os interesses do país, se limitam a defender a ideologia do partido, para se continuarem a manter no poder.

Este debate mostrou que o país não tem emenda, nem solução à vista. Foi uma pura perca de tempo.

 

 

 

 

publicado por argon às 22:19
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