Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

A GUERRA MODERNA POR OUTROS MEIOS

ESTE TEXTO FOI O ÚLTIMO QUE PUBLIQUEI. PUBLICOU-O O 'PÚBLICO' RECENNTEMENTE.

 

Até aqui, havia as chamadas guerras clássicas ou
convencionais, entre Estados ou países. Agora, vem aí a guerra que não se serve
de armas de destruição para atingir os seus fins. Ela serve-se de outros
instrumentos. É a guerra dos mercados, onde grupos económicos procuram aumentar
os seus meios financeiros em ordem ao lucro, à custa do empobrecimento de
outros países, começando pelos mais pobres e vulneráveis. A ideia central,
direi, mesmo, obsessiva, à ganhar dinheiro, através da ditadura dos mercados, destruindo,
na sua passagem, o bem-estar e a qualidade de vida, dos países alvo, acabando
com a democracia do povo, destruindo a educação e a saúde. Os agentes dessa
depredação são os bancos, a bolsa e as agências de rating.

O seu plano estratégico consiste na conquista de todos os
capitais, bens e fontes económicas de produção, através da mentalização do povo
para a inevitabilidade de pagarem cada vez mais, impondo a austeridade que, à
força, leva as pessoas a mudarem de uma vida digna, para um modo de vida de
pobreza e necessidade. A logística assenta nos juros e empréstimos sobre a
dívida soberana dos diferentes países, juros que os credores contraem a preço
baixo e emprestam a um preço altíssimo, que os países que caem na sua alçada
não conseguirão pagar. A parada que começou com a Grécia, a Irlanda e Portugal,
vai estender-se aos outros países da Europa e a Alemanha, que lançou o mundo em
duas guerras mundiais, será a última a cair.

Entretanto, para distrair, disfarçar e desviar as atenções
da hecatombe, vai havendo centros de mentalização de que fazem parte o futebol,
os media, as televisões, as revistas cor-de-rosa, a moda, a publicidade, as
telenovelas e os concursos.

O que é preciso para estancar esta escalada de predadores?
Que os responsáveis da CE tomem nota do que se está a preparar e evitem a tempo
este ataque que está à vista de todos e só não vê quem não quer ver.

Artur Gonçalves, Sintra

 

publicado por argon às 18:09
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