Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

ALFAIATES ALDEIA HISTÓRICA

 

 

Introdução

Alguns dos meus leitores poderão estranhar que eu venha para aqui com um tema desenquadrado dos restantes que publiquei. Mas a que título? Muito simplesmente, porque eu nasci na aldeia mais bonita e mais querida  de Portugal. Chama-se Alfaiates, concelho de Sabugal, distrito da Guarda. E, para os que não sabem, foi na Igreja da Misericórdia que casou a formosíssima Maria de que fala, tão entusiática e eloquentemente, Camões no poema épico «Os Lusíadas», canto III.

 

De entre  um total de 2592 Imóveis Classificados em Portugal, sendo  763 Monumentos Nacionais e 1655 Imóveis de Interesse Público, o Concelho de Sabugal apresenta Alfaiates, Sabugal, Sortelha, Aldeia da Ponte, Vila do Touro, Vilar Maior e Regada dos Fourais entre os 174 Valores Concelhios do país.

Não querendo delongar-me sobre este tema, interessa-me, na minha qualidade de natural e Alfaiates, realçar os Monumentos do Património Arquitectónico e Arqueológico  Classificado, apenas, desta freguesia.

O assunto foi-me sugerido por uma notícia inserta no Diário de Notícias de 5 de Setembro do ano em curso que trazia o seguinte título: «Alfaiates quer ser classificada como aldeia histórica.» Palavras mais que oportunas do presidente da Junta de Freguesia de Alfaiates, Horácio Botelho, à Agência Lusa.

Alfaiates não tem que pedir que seja classificada como «Aldeia Histórica» porque ela já possui vários monumentos classificados. São eles: a Capela da Santa Casa da Misericórdia, sita no Largo da Rainha Santa Isabel ( I.I.P., Decreto Nº 41191 de 18-7-1957); o Castelo de Alfaiates, mandado construir por D. Dinis e alterado no reinado de D. Manuel ( M.N.., Decreto Nº 28/82 de 26/2); e o Pelourinho de Alfaiates, um dos mais elevados do país, de fuste cilíndrico, monolítico, isto é, feito de uma só pedra,  sito no Largo da Rainha Santa Isabel, ( I.I.P., Decreto Nº 36383 de 28-6-1947). É curioso que, não havendo no país um monumento megalítico em pedra, de uma só peça, em todo o país, sequer semelhante, se consultarem qualquer roteiro ou livro de arquitectura, citam-se os outros, alguns uns anões, e não aparece este monumento entre os restantes pelourinhos! Quando se pede que Alfaiates seja considerada «Aldeia Histórica», isto quer dizer que Alfaiates não consta do roteiro das chamadas «Aldeias Históricas». Por outras palavras: O circuito turístico que as empresas de transportes costumam oferecer aos seus clientes para, ao mesmo tempo, visitarem os monumentos históricos classificados das aldeias do concelho de Sabugal não inclui a passagem por Alfaiates. Ora, o que se pretende é que Alfaiates faça parte deste circuito, - à semelhança do que acontece, se não erro, com o ‘Rally Paper das Aldeias Históricas’ que tem todos os anos passagem obrigatória por Alfaiates, - pela importância de que se revestem os seus monumentos, e não só os «Classificados».

Acontece que, mesmo sem esta inclusão, há circuitos turísticos oferecidos aos portugueses que incluem a passagem por Alfaiates, até porque, pela dua localização privelegiada na Raia, a 10 quilómetros de Espanha, é uma encruzilhada de passagem obrigatória.

Por outro lado, sabemos de muitos estudiosos, alunos e professores universitários de História, de História de Arte, das cadeiras de Arquitectura e de Arqueologia que se deslocam a Alfaiates para visitarem e elaborarem estudos sobre os monumentos desta localidade do concelho do Sabugal.

Por outro lado, Alfaiates possui uma das melhores, mais bem localizadas e mais vistosas e funcionais residenciais de todo o concelho que pode dar apoio logístico numa zona tão carenciada de estruturas de acolhimento de qualidade. A qual, além de alojamento, oferece uma gastronomia regional rica e variada,  com uma oferta de mais de meia centena de quartos, a um quilómetro de Alfaiates e localizada à beira da estrada municipal.

Agora, o que é preciso é sensibilizar os responsáveis do «Roteiro das Aldeias Históricas» para que incluam na sua ‘ementa’ turístico-cultural a localidade de Alfaiates de cuja importância só se darão conta quando visitarem a riqueza do seu património arquitectónico.

Se assim não acontecer, podemos dizer que o Roteiro ficará incompleto e nunca os visitantes ficarão com uma ideia completa, pelo desconhecimento de parte significativa da valiosa riqueza arquitectónica raiana do concelho do Sabugal.

                                                                                                              

 

 

 

 

publicado por argon às 12:23
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