Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

A QUADRATURA DO CÍRCULO

 

Ontem, estive agarrado à televisão a ver a chamada «Quadrtura do Círculo» na SIC . Marcavam presença José Pacheco Pereira, Lobo Xavier e António Costa, para quem não saiba, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa. O primeiro é do PSD, o segundo do CDS e o terceiro do PS. Dos três, aquele que não diverge da voz do dono é o António Costa. Os outros dois, quem os não conhecesse diria que são independentes. Porque não defendem o seu partido. Malham em tudo e todos. O Costa nunca diverge, defende sempre o seu partido, mesmo quando os outros dois o criticam.
Acontece que os antecessores de Costa, também do PS, comportavam-se sempre da mesma maneira – estavam sempre com o governo, com o seu programa, com a sua actuação, sem divergirem um milimetro. Ora, se eu fosse o dono da SIC, já tinha expulso do programa o Costinha. Porque está a fazer propaganda pelo seu partido – o que é inconcebível e de reprovar. Mas este é uma lapa: quer sempre tudo o que lhe aparece e que pode aproveitar. É um guloso, não lhe bastam as chatices da presidência da Câmara. Ele saíu do Governo não sei porquê, só para que o PS abichasse mais uma grande fatia de sobarania, o mando de Lisboa. É claro que no governo tinha menos chatices. Ele julgava que conseguia endireitar a Câmara, aliás, não foi para isso que ele avançou!
António Vitorino, militante do PS, chamo-o aqui por contraponto ao Marcelo Rebelo de Sousa. Ambos têm um programa: num canal de televisão. Vitorino responde a perguntas da Judite de Sousa. Marcelo monologa sobre o estado da Nação e outras ocorrências que venham a propósito São as duas intervenções diferentes no seu formato. Mas Vitorino está sempre em consonância com o chefe e o partido (PS). Marcelo é um grande crítico do seu partido a dá pancada em todos quando acha que tem razão. Porque é que os comentadores do PS nunca discordam das politicas do seu partido? Boa pergunta!
Eu não posso com esta gente que está sempre a dizer amen com o governo ou com os partidos.
Voltando a «Quadratura do Circo», perdão do «Círculo», por causa do caso Lopes da Mota e as pressões, os dois não PSs pareciam duas gatas assanhadas. E o Costa, sempre a favor do Mota, já se vê! Não tinha argumentos, mas teimava sempre na dele, como um teimoso e abcecado.
Assim vai a politica e os políticos!
*
publicado por argon às 19:51
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

PENSATEMPOS ARGONÍSTICOS - 3

1. Dinheio a rodos para os banqueiros.

2. Justiça (pronta e sem perdão) só para os pobres.

3. Tratamento gratuito para os drogados;

4. Dinheiro à larga para os políticos..

4. Abortos de borla nos hospitais do Estado.

5. Taxas a pagar para as parturientes..

6. Empregos chorudos para os ex-governantes.

7. Um segundo PREC ( Processo de Roubos Em Catadupa) da parte dos bancos: BPN e BPP etc.

8. Autarcas a fazerem fortuna em pouco tempo.

9. Sinais exteriores de riqueza não penalizados pelo Fisco.

10. Colarinhos brancos acusados ou indiciados, presos aos lugares chorudos ou de prestígio, como uma lapa.

11. Políticos e donos do futebol inocentados.

12. Futebolistas pagos a peso de ouro.

13. Justiça lenta para os políticos.

14. Pressões na justiça para abafarem processos de corrupção.

 

 

publicado por argon às 18:58
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

O CASO DAS PRESSÕES MOTARIZADAS

Sobre o título em epígrafe, ocorre-me dizer apenas:

 

O da Mota ou é demitido, ou não é. Se não for e não for condenado, fica a rir e a fazer troça de justiça que mostra uma tremenda fraqueza. Se for, a justiça sobe uns furos na apreciação pública. Se, apenas, foi demitido por sua vontade ou por interposto superior, o Sócrates, verão, arranja-lhe um tacho melhor do que aquele que tinha. E não é para menos: ele prestou-se a fazer passar o recado de Sócrates e do ministro da justiça. Só que, pela primeira vez na justiça portuguesa, bateu à porta errada. E os senhores da justiça agiram assim porque a justiça portuguesa está farta de andar a apanhar papéis ou à caça e não têm caçado nada. Refiro-me aos tubarões que infestam as nossas costas.

Vamos continuar a assistir ao desenvolvimento dos capítulos seguintes.

Só se espera que não apareça um escândalo maior que este. Nesse caso, o caso das pressões ficará abafado e ninguém mais falará nele. O costume.

publicado por argon às 22:24
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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

OS LUCROS FABULOSOS EM TEMPO DE CRISE

 

«Mesmo em ano de crise, o Banco Comercial Português conseguiu (que palavra tão mal metida!) aumentar lucros trimestrais em 600 (seiscentos) por cento.» (Aqui, faltou um ponto de espantação). (D.N)
Parece mentira que em tempo de crise haja um banco que tem um lucro tão escandaloso, obteve de lucros 106,7 milhões de euros. E ninguém se escandaliza. Parece que só eu. E digo porquê. Acho um lucro excessivo, num país tão pobre. Acontece, aqui, um grande paradoxo: aqueles que lhe dão o lucro maior são os mais penalizados. São, não os que depositam as suas poupanças que, mesmo essas, são muito mal remuneradas, mas os que contrairam empréstimo, sobretudo para a compra de casa. Estes são os que alimentam o banco que esquece esta verdade. E pagam de «spreed» uma barbaridade. Para quê? Só para o banco ter lucro chorudíssimo. Afinal, era bom saber como vai ser distribuido este dinheirame. Já sabemos que não é para baixar o «spred», nem os juros. Então, mostrem para onde vão os lucros. Mas ninguém protesta contra este escândalo que devia fazer corar de vergonha os responsáveis por esta sangria de dinheiro, à custa dos pobres!
publicado por argon às 15:44
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PENSATEMPOS ARGONÍSTICOS - 2

'MAS'

HÁ SEMPRE UM 'MAS'

 

1. O programa de TV é rasca, mas está no top das audiências.
2. O aluno foi sempre um grande cábula, mas já está nos bancos da universidade e qualquer dia é doutor.
3. Ele não tem jeito para nada, é um desatrado, mas teve um bom padrinho que lhe arranjou um bom emprego.
4. Ele não canta nada, mas vende discos aos milhares.
5. Ele era um balconista normal ao balcão do banco, fez-se político e, a certa altura do campeonato foi guindado, com pasmo geral, a administrador de um banco do Estado e
recebe milhões.
6. O banco em que trabalha foi à falência por gestão ruinosa, mas na situação de administrador, recebeu prémio de milhões.
7. Tinha toda a comunicação social contra ele, mas, para mal dos nossos pecados mortais e veniais, ganhou as eleições e temos que o aturar.
8. Não tem nenhum modo de vida, mas é filho de pai rico.
9.Ninguém dá nada por ele, mas é um grande artista.
10.Não sabe nada, mas é muito bom rapaz.
11.É muito caladinho, mas fá-la(s) pela calada.
12.É chefe, ninguém lá no emprego o grama, mas todos o bajulam.
13.Está cheio de dívidas, mas vive à grande e à francesa.
14.Não é nada bonita, mas arranjou um bonito namorado.
15.Ele quis ser muito honesto, mas arranjou um bonito para de botas.
16.O carro é muito velhinho, mas anda que se farta.
17. Ele não tem estudos superiores, mas sabe mais do que qualquer formado.
18. Ele só tem um olho, mas vê mais ele com um do que nós-outros com os dois.
19. Ele é jogador e avançado, tem um chorudo ordenado, mas não consegue meter um golo.
20. Ele é um idiota, mas é um idiota rico.
21.O governo tem um braço curto para dar, mas chega só aos que estão perto.
22. O ministro faz mil promessas, mas todas ficam pelo caminho.
23 Ele ostenta escandalosos sinais exteriores de riqueza, mas declara o ordenado mínimo e o fisco não age contra ele.
24.Ele leva uma vida de gastos excessivos, mas nega-se a pagar o condomínio.
25. Era muito cauteloso, mas caíu no conto do vigário.
26. Disseram-lhe que tinha ganho um prémio, mas, à pala disso, lavaram-lhe o cérebro e adquiriu um bem que não queria.
27. O concorrente errou a maior parte das perguntas do concurso, mas o apresentador conseguiu que ele levasse um carro novo para casa.
28. Ela não tem jeito para apresentadora, mas tem um padrinho interno que a defende.
29. Ela não sabe escrever, mas publicou um livro e pôs-lhe o seu nome como autora.
30. Ele foi um governante medíocre, mas agora escreve nos jornais a ensinar como se governa.
*
 


 
publicado por argon às 14:58
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HOMENAGEM AO ARGON

A Câmara Municipal de Sintra vai homenagear o humorista português  que há mais anos escreve nos jornais. Escreve uma crónica humorística mensal há, precisamente, 25 (vinte e cinco) anos, sem nunca ter falhado um só mês. É obra!

O programa, na sua totalidade, ainda não está definitivamente definido, mas já está  assente o Lema que resume o evento.

O lema é o seguinte:

 

CRÓNICAS DE HUMOR

BODAS DE PRATA DE ARGON

 21 DE jULHO DE 2009

 

Em tempo direi qual o local da homenagem.

*

OUTRAS NOTÍCIAS

 

GENÉRICOS

 

Um português em passagem de férias nos EUA escreve sobre os genéricos

e diz que, tendo sido atacado por uma diagnosticada otite, o médico perguntou-lhe se queria um medicamento genérico, ou de marca. Ele não sabia que responder, pois nunca tinha ouvido falar em «genérico». O médico explicou e ele optou pelo genérico, claro, mais barato 40% e com o mesmo princípio activo., disse-lhe o médico, sem rebuço.

Agora, fala-se muito, em Portugal do problema dos genéricos. É natural: aqui, as coisas más chegam em foguetão, as boas demoram, pelo menos 20 anos a chegar, a passo de caracol, às vezes, de lesma, às vezes, para ganhar balanço, em passo de caranguejo.

Mas de tudo o que escreveu, fixei o seguinte:

«... as receitas de medicamentos indicam expressamente a quantidade necssária a fornecer pelas farmácias, ou seja, o número de copmprimidos que o paciente deverá tomar, pelo que o desperdício é nulo. Assim, os dontes e o Estado apenas gastam o estritamente necessário.»

Ora, aqui está uma receita que devia ser adoptada no nosso país. Mas se tal fosse proposto, repito, proposto, caía o Carmo e a Trindade. Apareciam logo os lobis a das farmácias e dos labortórios a ladrar raivosamente, disparando 'ladros' em todos os azimutes.

E a pergunta é esta: para que quermos nós sobras - sobram sempre, de comprimidos e outros ornamentos excedentàrios farmacológicos?

SE eu e qualquer pessoa for à dispensa ou à gaveta, encontrará uma panóplia de caixas, caixnhase cixetas quse cheias de dinheiro , perdão, cifármacos que sobraram e não podemos pôr no prego, deixar em herança, vender numa casa de artigos em sgunda mão. Só têm um destino: lixo!

Ora, é muito dinheiro de uma família, vezes milhões de famílias portuguesas deitado fora. Um país pobre, em bens, mas rico em desperdício, como o nosso, não pode dar-se o luxo de um esperdício tão grande e tão ignominioso.

Mas de que vale eu estar a falar nisto e assim? Em Portugal só se tomam medidas que desagradam aos eleitores. Agora, talvez um pouco menos, nas barbas das eleições.

Eis uma medida que eu tomaria se assumisse o cargo de primeiro ministro deste pobre, desgraçado, vergonhoso e mal frequentado país, como diz António Ribero Ferreira (C.M.).

*

*

 

publicado por argon às 09:43
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

PENSATEMPOS ARGONÍSTICOS

1. A saúde está cada vez mais doente.

2. A justiça está cada vez mais injusta.

3. A educação está cada vez mais mal educada.

4. A economia está cada vez menos económica.

5. Os valores estão cada vez mais desvalorizados.

6. A religião está cada vez mais pagã.

7. A riqueza está cada vez mais pobre.

8. A poluição está cada vez mais poluente.

9. As dívidas estão cada vez mais endividadas.

10. As dúvidas estão cada vez mais duvisosas.

11. As certezas estão cada vez mais incertas.

12. As dívidas estão cada vez mais endividadas.

13. A política está cada vez mais politizada.

14. A segurança está cada vez menos segura.

15. As forças (de segurança) têm cada vez têm menos força.

16. Sócrates está cada vez menos socrático.

 

 

publicado por argon às 21:58
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Sábado, 9 de Maio de 2009

PEDAGOGIA DA CRISE

 

Ao contrário do que é habitual na maior parte dos casos, conhecem-se as causas profundas da crise actual e os culpados. Ela nasce do apetite desenfreado dos agentes económicos, especialmente financeiros, levados pela obsessão do lucro, através de meios fraudulentos, servindo-se do crédito fácil e sem garantias reais a empresas e pessoas, criando a ilusão de ausência de riscos, fiados no crescimento acelerado e perpétuo da economia mundial. Ajudaram, também, à ‘festa’ os políticos, os técnicos e os jornalistas dando-lhes estes cobertura legal e mediática.
Por outro lado, a derrocada financeira teria sido evitada se os chamados reguladores que exercem a função de supervisão do sistema financeiro não se tivessem demitido das suas funções fiscalizadoras e, em alguns casos, não tivessem pactuado, fiados na auto-regulação dos mercados, com esses insaciáveis predadores, dando origem a mercados financeiros liberalizados sem regulação própria. Daí o facto de haver «bancos que não são bancos», era o «sistema bancário paralelo» ou o sistema de «bancos-sombra» que proliferaram, ao abrigo de uma ideologia profundamente anti-regulamentação e que assumiram riscos desproporcionados para a sua estrutura de capitais. Por outras palavras: havia ‘bancos’ que não eram bancos, do ponto de vista da regulamentação, mas que, mesmo assim, executavam funções bancárias, mas com escândalos contabilísticos e negócios fraudulentos, de que estamos a pagar a factura. Vejam-se, por exemplo, os casos do BPN e do BPP. Por outro lado, assistiu-se ao endeusamento dos méritos dos gestores de topo de grandes organizações, justificando a criação de sistemas de prémios perversos e obscenos.
Vendo o problema sob outro ângulo, podemos dizer que foi a abolição dos valores de que falou Adam Smith, no século passado, ou seja, a falta de ética e a sobrevalorização dos apetites individuais, que foram o caldo de cultura para o desastre.
O sistema em vigor até aqui tinha, como pilar, um individualismo avassalador. Um sistema onde ninguém era levado a fazer algo em comum. A linguagem quotidiana era esta: a minha família, a minha casa, o meu carro, o meu emprego, o meu salário, numa palavra, o meu ego. Um sistema onde ninguém é levado a construir nada em comum, onde a competição, o acúmulo e a ostentação eram a regra, em detrimento da solidariedade, da justiça, da generosidade, da caridade e da compaixão.
Integrada no sistema, temos sido bombardeados, constantemente, por publicidade, por vezes, agressiva e enganosa, apelando ao consumismo e associando os produtos a um conceito de felicidade.
E o sistema começa com as crianças, essa fatia de mercado que aprende a conjugar o verbo comprar, mas não são incentivadas a cultivar a palavra compartilhar.
Um sistema que desconhece o amor, a entre-ajuda, a solidariedade, o espírito público, pondo de parte o excluído e o necessitado.
Trata-se de um mundo que não tem recursos para promover a educação, a saúde e a justiça, nem para debelar e diminuir a fome mundial, mas que gasta tanto com guerras, conflitos e com a indústria bélica e que se mostra capaz de mobilizar em poucas horas triliões de dólares para socorrer bancos, empresas de montagem e correctoras, para afastar o seu fracasso terminal.
Quem não tem, quer ter; quem tem, quer mais e diz que nunca é suficiente. É a lógica do capitalismo selvagem que tanto incentiva a ostentação, o desperdício e o supérfluo. Veja-se a imagem dos telemóveis descartáveis, quase todos em perfeitas condições de uso. Somente nos EUA, 426 mil aparelhos vão para o lixo, diariamente, trocados por modelos novos. Sem contar com carregadores, baterias e acessórios, a acompanharem esse desperdício.
Resumindo, diremos: foi a obsessão do lucro, sem qualquer espécie de ética, que fez perder a cabeça aos predadores capitalistas que apelam a um consumismo infrene, para obterem lucro, sem olharem a meios, num crescendo de individualismo exacerbado, de falta de respeito pelos outros, baseados numa filosofia economicista, desprezando os valores morais da solidariedade e da partilha de bens.
O mais grave é que «a crise foi provocada pelos ricos e os pobres é que pagam», nas palavras de Lula da Silva, presidente do Brasil.
Por outras palavras: foram os ricos que provocaram o actual PREC (Processo de Roubos em Catadupa) e são os contribuintes que pagam as favas.
Afinal, esquecem-se que, sendo tudo de todos, há que fazer uma melhor e mais equitativa distribuição da riqueza havida e criada, por forma o tornar os ricos menos ricos e os pobres menos pobres, encurtando a distância escandalosa que os separa.
 
Obras consultadas:
Krugman, Paul, O Regresso da Economia da Depressão e a Crise Actual
Touraine, Alain, Um Novo Paradigma Para Compreender o Mundo de Hoje
Osdchaya, Irina, De Keynes à Síntese Neo-Clássica
Jornais e Revistas
 
publicado por argon às 21:11
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

UMA MEIA RESPOSTA DO SR. PROVEDOR DO D.N.

Hoje, recebi, no meu correio electrónico, uma meia resposta.

Passo a explicar:

Há dias enviei uma frase para o Diário de Notícias e fiquei decepcionado por ter sido rejeitada. Achava que a frase, sendo tão verdadeira, tão actual e tão original, seria publicada. Como não foi e no lugar dela, veio uma pequena frase que é um non-sens que eu ou alguém de senso comum nunca subscreveria, por ser irrealista e disparatada, enviei uma mensagem ao sr. Provedor do Diário de Notícias. Era um texto longo, queixoso, e aduzi as minhas razões e vituperei a rejeição incompreensível

Hoje, para minha satisfação, o sr. Provedor dos Leitores do Diário de Notícias veio responder-me. E se digo que recebi uma meia resposta é porque ele acusa a minha carta e diz que vai averiguar. Portanto, aguardemos o resto da resposta.

Devo acrescentar que tenho orgulho em fazer frases muito sintéticas, escritas num português primoroso, com a escolha dasmais apropriadas palavras e o pensamento, compacto, sintético, tem que ter sempre, na minha mão, um impacto muito grande. Por assim ser, e porque digo as coisas de maneira original,é que o D.N. me publicou, sem me conhecerem de ladio nenhum, 12 frases que lhes enderecei no espaço de tempo de três semanas. Publicaram todas as que mandei.

Possivelmente, desta vez, não tive falta de pontaria e estaria de plantão  um jornalista tendencioso, que sofre de partidarite e que percebe muito pouco de portugês. Não disse ao provedor, mas podia ter-lhe dito que sou licenciado em Letras, sou um especialista em latis, um profundo conhecedor da nossa língua etc. etc. Não disse.

Mas disse-lhe que o António Barreto publicou no Público de Domingo seguinte um texto de meia página e a súmula do que disse tinha eu resumido em cinco linhas de uma coluna do D.N. Quer dizer: ele precisou de tantos caracteres para dizer o que eu disse em tão pouco espaço.

Ele respondeu-me porque eu o desafiei ,dizendo-lhe que ele não leria o  meu email e que o deitaria para o lixo como fez ao anterior que lhe mandei, a protestar contra o facto de o jonalista das minhas frases se dar a ousadia de alterar as minhas frases empobrecendo-as e deslocando palavras do seu lugar natural, onde eu as colocara. Ele nem me respondeu. Desta vez, acusou o toque e respondeu-me. É para isso que ele exerce a função.

 Esperemos pelo próximo capítulo.

publicado por argon às 23:09
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AS MINHAS LEITURAS

Todos os dias leio a Diário de Notícias. Não é que seja o meu jornal preferido, acho que o Público é o melhor jornal diário do pais. Estes leio-os todos, mas alguns dias depois da sua publicação- vale a pena esperar porque os recebo já lidos, de borla. E reparo que, embora os jornais sejam como os pastéis que, no dizer do outro, só têm sabor à saída do forno, a mim sabem-me bem, na mesma. Também leio, quando o apanho, o Correio da Manhã. De modo que, as minhas leituras são o cruzamento destes dois, hoje, não do Público.

Hoje não foi excepção. Vou agora passar revista a algumas notícias que me chamaram mais a atenção.

1. Gostei de ler o artigo de João Miguel Tavares sobre a «pancada em Vital Moreira à luz da Sagrada Escitura»  Só se esqueceu de citar a frase do Evangelho que diz: «quando te derem uma bofetada na cara, oferece a outra face.». Foi coisa que Vital não fez: preferiu pirar-se. Depois, aconteceu o que toda a gente sabe.

 

2. E fixei esta frase: «a verdadeira crise ainda não chegou porque vai haver eleições», diz João Salgueiro, Ele podia ter sido mais claro para que todos entendessem. Podia ter dito, a verdadeira, a pior crise só chega depois das eleiçoes. Isto quer dizer que Sócrates vai apagando os fogos para disfarçar a crise, com muilhões tirados da cartola (dos nossos impostos), para poder vencer as eleições.

 

3. «Peito de Janet Jackson. O supremo Tribunal dos EUA aceitou o recurso para reconsiderar a multa de 400 mil euros imposta à CBS por ter exibido o peito de Jane jackson.» Duas obserevações: 1. A televisão mostrou ontem o peito dela a sair do esconderijo onde se acoitava, depois de ter sido rasgado, 'abrutamente' o envólucro por um cantor que com ela estava a representar, que eu não sei quem é. 2. Não é como um capitalista nosso que foi multado, por suborno provado e confessado, em 5.ooo euros. Lá é a doer, naturalmente por duas razões: para aumentar os réditos do Estado  (é dinheiro que não custa nada a ganhar) e para exemplo, para nunca mais voltarem a repetir a gracinha.

 

4. Título: «A nova febre do Bloco Central». Entre nós, qualquer bagatela serve para entreter os homens dos jornais. Uma notícia que devia ser uma não notícia. Toda a gente sabe que Manuela mais Sócrates é igual a zero. Não casam. A haver bloco central, ele virá, se necessário, a seu tempo, e com outros protagonistas. Ponto final na questão! Tanta balbúrdia, escusada!!!

 

 5. Chamou-.me a atençao uma carta de um leitor do D. N. com este título: «Título em causa». O mais curioso é que o título em questão, ponto central de referência, que gera a celeuma, não chega a  ser nomeado. De modo que não percebi o texto!

 

 6. Gostei da piada de um bloguista que escreveu: « Sóctates explicou que quem insulta Vital tem de pedir desculpa ao PS. Peço já desulpa ao PS.» O Autor da piada: Luís Januário.

 

7. E, agora, lá temos que aturar o José Lelo e o seu conflito com Alegre. Lelo quer que Alegre fale sobre o vitimizado Vital. Mas Alegre não é obrigado a falar de tudo o que de bom ou mau ocorre ao partido socialista. Ele é um homem livre.

 

8. E o caso do homem que pôs o seu nome na campa do irmão para escapar à justiça. Sim, porque a justiça não pode acusar e condenar um morto.

 

9. E o título: «Terra tremeu nos Açores em vésperas de simulcro». Aqui, houve erro de pontaria: só não sabemos se da parte do sismo, se da parte do simulacro. Para a coisa ser perfeita, era intressante que o sismo e o simulacro coicidissem, para o sismo ser perfeito, isto é, para o simulacro ser perfeito.

10. E Mário Soares continua a dar  só/ares da sua graça, escrevendo sobre vários assuntos, agora, sobre o Tarrafal, de má memória. A propósito de Soares, nunca vi nada escrito a contradizer este pai da pátria quando disse que a descolonização foi óptima. É que os fazedores de opinião e os jornalistas, preferem falar de coisas de lana caprina ou dicutir o sexo dos anjos.

11.

E deparei com um erro ortográfico no destaque de uma entrevista da última página do D.N. O erro: malquerida. Se se diz malcriada, porque se não há-de dizer malquerida, malamada, malcheirosa,  Mas diz-se maldita, malfadada. Mas mal disposta, mal feita. É que essas duas já entraram no linguajar comum. Aquela não.

 

12. Finalmente: passei os olhos pelo destacável dos anúncios. E reparei que havia mais páginas com fotos de carros em venda do que de fotos quase adãoevísticas da secção RELARX mensagens, entenda-se «porno», a oferecerem os seus serviços. de massagens e outros.

13. Agora é que estou nos finalmentes:

Esta do Correio da Manhã: várias dezenas de turistas que foram passar as férias ao México, em Cancun, regressaram e foram postos de quarentena, isto é, a companhia de Seguros que lhes deu as férias, deu-lhes mais 15 dias pois só voltam ao trabalho no dia  13 do corrente. Por este brinde é que eles não esperavam! É caso para dizer: bendita gripe!

E é tudo, por hoje.

*

 

 

publicado por argon às 19:27
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