Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

O ESTADO SOCAIL

PUBLICADO NO DIA 14 DE SETEMBRO DE 2009 NO JORNAL 'PÚBLICO':

 

Aí está Manuel Alegre, em plena campanha eleitoral. É mais um candidato a somar aos outros, todos apostados, pela negativa, no mesmo objectivo: derrotar o ainda não candidato Cavaco Silva. De todos, aquele que só tem objectivo, é o candidato do PCP, como afirmou. Todo este cenário é igualzinho ao da campanha anterior. Alguns candidatos são os mesmos: Alegre, Louçã e Cavaco que toda a gente presume que se candidatará. Há um faltoso: Mário Soares que jurou que nunca mais. Et pour cause!

Alegre, ao fazer a apresentação no Centro Cultural de Belém não poupou nas palavras. E escolheu para emblema da sua candidatura o problema do Estado Social e ameaçou Cavaco se acabar com esta bandeira do PS. Alegre, porá o seu veto a quem queira ACABAR com o Estado Social do estado a que isto chegou. Ele sabe bem que Cavaco também tomará esta atitude, mas fez essa afirmação não verdadeira só para enganar.

A verdade é que Alegre vive, como Sócrates, no país das utopias. Nunca ninguém disse que quer acabar com o Estado Social. Agora, a verdade é que ele é insustentável. Alegre e Sócrates também saberiam disso, se vivessem neste país em concreto, mas gostam da gincana política, só para caçarem votos. E os eleitores não se deixam enganar! E se ele viesse a acabar haveria um único responsável: o partido do governo.

É assim que os partidos de esquerda querem governar o país que está cada vez mais ingovernável, pela grave crise em que se encontra. O que mostra que é mais importante, para eles, defender o partido e a sua ideologia, do que o país!

Só mais uma palavra. E esta vai para Edite Estrela que perdeu uma óptima ocasião de fazer uma carta, sem acusações não fundamentadas contra Cavaco. Acusou o presidente da República daquilo que ele nunca fez, nem deseja. Se alguma crítica é possível assacar-lhe é pelo facto de não ser mais exigente para o governo. É um ataque soez que se funda na mentira descarada. E que assim é, o facto de vir, depois, pôr água na fervura, procurando explicar, canhestarmente, o inexplicável.

*

 

publicado por argon às 17:12
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AINDA O ESTADO SOCIAL

Publicado no dia 18.09.010 NO JORNAL dIÁRIO DE NOTÍCIAS

 

AINDA O ESTADO SOCIAL

 

O PS e o PSD não se entendem no que respeita à reforma do Estado Social que o PSD quer fazer, aproveitando a possibilidade de rever a Constituição, podendo fazê-lo na presente legislatura. E o PS acusa o PSD de querer destrui-lo, mentindo descaradamente, por considerar a Constituição uma espécie de vaca sagrada de matriz socialista. Parece que pouca gente compreende as razões do PSD. Este partido do arco do governo quer mexer na Constituição, para poder governar, de modo diferente do PS, quando for governo. E, para isso, tem que mexer no Estado Social, porque toda a gente sabe, mesmo o partido socialista e este governo, que teimam em ser daltónicos, que a ficar como está, é insustentável.

O PS opõe-se a que se mexa e acusa o PSD de este o querer ‘destruir’, aniquilar, extinguir, reduzir a zero, fazer desaparecer (sinónimos). O PS opõe-se, dizendo que a Constituição deve estar como está mas, se vier o FMI, aí, já tem que deixar, mesmo contra a Constituição. Assim sendo, não será melhor alterá-la, antes que venha o FMI, coisa que alguns economistas, alarmados, consideram inevitável, a curto prazo?

Esta é que é a questão.

*

 

 

 

publicado por argon às 17:10
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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

POLÍTICOS MEDIÁTICOS

É o seguinte o meu texto que o Publico hoje publicou:

 

 

 

Não são muitos os políticos mediáticos. À cabeça, temos o primeiro-ministro que faz da política um espectáculo e que está todos os dias presente nas televisões. Muita gente poderá, até, pensar onde irá ele buscar tempo para governar o país, coisa que exige estudo, reflexão e acção ponderada.

Tem demonstrado que não sabe governar: aliás, não tem obrigação. Não se lhe conhece uma carreira académica, nunca exerceu uma profissão. Faltam-lhe qualidades comportamentais básicas humanas e técnicas.

Todos os nossos políticos mediáticos foram um fracasso quando saíram do palco e enfrentaram a realidade da governação. Marcelo foi um presidente de partido apagado, efémero; Santana, que se péla por aparecer na televisão e para tal chega a inventar factos políticos para ser lembrado, e os media acolhem embevecidos, que lhe dão direito a vir nas primeiras páginas dos jornais e nas TV, é um grande teórico, um manda-bocas exímio, mas foi o pior governante. O trapalhão, cujo poder de primeiro-ministro lhe caiu no colo, teve que ser despedido por Sampaio, porque sempre sabe dizer o que fazer, como se governa, mas não sabe fazer, como se viu.  O próprio Mário Soares, um político carismático, foi um primeiro-ministro fraco, que passou o seu segundo mandato, enquanto Presidente da República, a desacreditar o seu primeiro-ministro e já tinha sido demitido de chefe do governo por Ramalho Eanes. E tem lugar cativo na imprensa de referência onde vai dizendo, em grandes parangonas, como se governa o mundo. Repare-se que o nosso melhor autarca, Isaltino Morais, não é mediático e só atiram com ele para a ribalta mediática quando há maus motivos.

Mas Sócrates é o pior de todos porque vive num país utópico, cor-de-rosa, idílico e não consegue abrir os olhos e ver a realidade do país. E o animal feroz, com receio de ser escorraçado do poleiro, ataca os adversários com um discurso contundente, em vez de colaborar com eles para encontrarem a melhor maneira de se resolverem os problemas do país. Além disso, procura, à boa maneira socialista, despejar milhões (que ninguém sabe donde vêm) para cima dos problemas, julgando, assim, resolvê-los. Pura ilusão!

Repare-se que os piores países da CE, os mais endividados e na mira, são todos presididos por um socialista: Grécia, Portugal, Espanha. E pela razão simples: os socialistas só gostam de dar (gastar) dinheiro, mas não sabem ganhá-lo, para poderem distribuí-lo. Pelo contrário, os sociais-democratas, que defendem menos Estado, e mais iniciativa privada, conseguem aumentar a receita, estimular a economia e diminuir a despesa do Estado. É por isso que estes dois partidos do arco do poder se revezam na chefia do governo do país, como se tem visto: cofres do Estado esgotados? – Venha o PSD!

Este governo, para salvar o país da grave crise, precisa de uma grande vassourada profiláctica que combata as adiposidades do Estado e afaste todos os inúmeros ‘boys’ que só dizem bem do padrinho (cito de cor: ‘ele (o chefe) quando passa desperta em nós sentimentos inefáveis...’).

Anda por aí uma grande campanha contra os obesos. Bom seria que incluísse, também, o Estado, o maior obeso do país!

 

publicado por argon às 17:48
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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

A PESADA HERANÇA

 

É O SEGUINTE O TEXTO QUE O PÚBLICO ONTEM PUBLICOU:

 

Tenho lido muito, tenho assistido a muitos debates, tenho visto os chefes dos partidos falarem sobre a situação do país. Tem-se falado da crise na Justiça, da crise na Educação, do agravamento do desemprego, da falta de crescimento da economia, do endividamento das famílias, do aumento do número de ricos, dos fogos, do aumento da carga fiscal e da engorda cada vez mais acentuada do Estado. Mas parece que anda toda a gente muito distraída a discutir estes problemas que nos afligem – e de que maneira, mas há um problema mais grave do que todos estes que, uma vez resolvido, seria mais fácil resolver os restantes, problema que só será motivo de debate quando chegar a hora de tocar a rebate e quando deixar de correr o maná que vem da CE, ou quando os nossos credores externos, deixarem de nos emprestar dinheiro.

Refiro-me à nossa dívida externa que é a maior ameaça ao Estado Social de que o partido socialista nem quer ouvir falar, da qual pagamos juros de milhões, por não podermos diminuir e menos saldar a dívida, na totalidade.

Nunca ouvi o primeiro-ministro que vive num mundo etéreo, daí o seu eterno sorriso escancarado, nem os outros partidos, preocupados com este assunto, que seria motivo para obrigarem o governo a reduzir o nosso endividamento externo. Em vez disso, entretêm-se em guerras do alecrim e da manjerona, ou a guerrearem-se com acusações recíprocas, em vez de unirem forças para resolverem os problemas concretos que afligem os portugueses que estão cada vez mais empobrecidos.

A verdade é que estamos a viver à custa do dinheiro alheio e a importar mais do que exportamos.  

Assim sendo, as más políticas económicas vão transmitir às gerações vindouras a pesada herança das dívidas que esta geração não será capaz de saldar, mas que, nem por isso, deixa de fazer, fazendo com que elas venham a ficar mais pobres do que nós.

*

publicado por argon às 22:36
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