Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

TRÁFEGO HUMANO

Ó título poderá parecer excessivo, mas se tivesse escrito «tráfico humano» a coisa poderia parecer pior e não dar bem a ideia que quero transmitir. A palavra «tráfego» significa «trato mercantil». E, na verdade, a compra de Ronaldo pelo Real Madrid o que é senão um trato mercantil, isto é, a venda de um ser humano como quem trafica uma mercadoria? O preço exorbitante, fora de toda a lógica e das ciscunstâncias é um exagero que devia ser proibido pela contenção dos responsáveis madrilenos.

Os jornais de hoje trazem os números que são um escândalo, quer no seu conjunto redondo, quer nas suas minudências, depois de desmontados e reduzidos a mês, dia, hora, minuto, segundo. 

Ronaldo vai ganharr 10 milhões por ano, 18 euros por minuto.  O JN transforma a verba que daria para: 1 linha do metro, 6 hospitais pediátricos, 251 mil anos a comprar o Jornal de Notícias todos os dias, 206 mil salários mínimos, 155 milhões de cafés e uma frota de 124 Ferraris. Agora, pergunto eu: para que quer o Ronaldo 124 ferraris? Um não lhe basta?

Na situação de crise em que o mundo se encontra e a Espanha não foge à regra, uma verba deste tamanho envolvida, num clube que tem 500 milhões de dívida - a dívida global dos outros 20 clubes da I Liga de Espanha, em junho de 2008, tinha atingido a soma de 3500,

milhões de euros, ofende e escandaliza.

É claro que o mundo do futebol, de modo geral, embandeira em arco e aplaude e admira o valor da transferência e o Ronaldo, mas Platini lidera o coro de protestos pelos exagerados valores envolvidos.

93.000.000 milhões, eis a soma envolvida. Com a agravente, para os cofres do Real Madrid, de um aumento de 25% por ano!!!!!!! Mas o valor total é muito maior: falta somar-lhe o que o Real terá de dar ao Clube de Ronaldo.

Eu engrosso aqueles todos que se insurgem contra esta negociata escandalosa que  é uma ofensa aos pobres e um atentado contra a situação de tantos milhões que ficaram sem o seu emprego. Os governos deviam taxarr eatas transferências e os ganhos destes sacadores de dinheiro com um valor elevado, para que os contribuintes ganhassem, também, alguma coisa. Mas o que acontece, no mundo podre do futebol é que os clubes devem ao fisco e este cala-se muito caladinho porque o futebol é um mundo fora deste mundo.

A seu tempo se saberá se o Real Madrid fez um bom ou um mau negócio, mas ninguém se espantará se tiver feito um péssimo negócio. Têm a palavra os espanhóis que, tal como os portugueses, cada vez irão menos ao futebol. Ou talvez eu esteja enganado porque a burrice humana não tem limites: pode não haver pão lá em casa para os filhos, mas há dinheiro para o futebol!

carajo! Antigamente, os escravos eram mais baratos!

&

Sócraztes gozou o seu estado de graça no início o mndato. Ferrdeir Leite está a omeçr a goá-lo agora.

Guterres teve um estado de graça muito prolongado. No fim, foi o que se viu: fugiu de continuar a governar. Santana, que sempre desejou ser mais do que o que tinha sido, -«agarrem-me senão, eu mato-o! nunca avaçou para nenhum cargo elevado na hora da verdade, excepto para presidente da Câmara de Lisboa, viu cair-lhe o governo no colo.

Depois, foi o que se viu.

É a vida! - como dizia, e muito bem, Guterres.

&

OS COMENTADORES POLÍTICOS

 

O PSD tem um comentador político que critica tanto o seu partido, como os demais;: chama-se Marcelo Rebelo de Sousa; Outro do mesmo partido, José Pacheco Pereira, critica o seu partido e, sobretudo, os demais; O PS teve na 'Quadratura do Círculo' um comentador, Alberto Martins, do partido socialista ao qual pertence e NUNCA criticou o seu partido; o seu sucessor o guloso de honra e fama, chamado António Costa, que se governasse a Câmara, nunca teria tempo para isso, veio substituí-lo na 'Quadratura'. Pois este senhor NUNCA criticou o seu partido, o PS; Lobo Xavier critica tando o seu partido, como os outros; o António Vitorino, outro comentador político, já vai criticando, de vez em quando, o seu partido - o PS, mas sempre com muita cautela e brandura.

Eu, se fosse dono das TVs, proibia de ombrearem com os comentadores do PSD e do CDS os socialistas que não fossem independentes e que não criticassem o seu próprio partido. Assim, não há equilíbrio, nem verdade. Fora com esses comentadores facciosos!

&

AS SONDAGENS.

Eu nunca acreditei em sondagens. E, pelo que vim a saber, depiois dos resultados destas eleições para o parlamento Europeu, muito menos. Porque aconteceu o que sempre julguei: que é uma maneira de gannhar dinheiro, um modo de iludir os eleitores, uma maningância eleitora ou partidária. Nenhuma empresa de songagens acertou na 'mouche'. Apenas a Marktest esteve lá perto.

Digam-me cá: se eu encomendar uma sondagem e a pagar a preço de ouro, se os resultado não me agradar, acham que fico com a disposição de a pagar? É claro, que ela tem de ser-me favorável! Quem deseja deitar dinheiro à rua?

Nós nunca saberemos o que se esconde por detrás: quem está lá para ver se o resulado é esse mesmo que as pessoas disseram? É tão fácil alterar os números!... O mesmo se diga das audiência do TV, «mutatis mutandi». Por isso se diz que se deviam alterar os critérios!

&

 

 

publicado por argon às 12:15
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1 comentário:
De Zé da Burra o Alentejano a 12 de Junho de 2009 às 17:13
As sondagens dão uma indicação de voto aos eleitores quando apontam quem deverá ficar em 1º, 2º, 3º lugares e as respectivas percentagens de voto. Só por isso deveriam ser proíbidas e são-no em alguns países. Além disso, estão a tornar-se suspeitas de serem mal feitas ou pouco sérias porque se enganam sempre relativamente aos pequenos partidos, os quais vêm a ter sempre mais votantes do que os indicados nas tais sandagens.

Uma boa boa parte do eleitorado acaba por ser induzido a escolher apenas de entre os partidos que são apontados nas sondagens como a ficar em 1º ou 2º lugares. E assim se influência o resultado da votação, sempre no sentido apontado pelas sondagens. Trata-se de uma tendência desportiva, porque aí ou se ganha ou se perde. Mas na política não é bem assim, pois quem fica em 2º, 3º ou 4º lugares também influência o poder e essa influência é tanto maior quanto maior for a representatividade. Apenas não contam os votos que não chegam para eleger representação na assembleia.
Ganhar com maioria absoluta também é muito diferente de ter que procurar uma coligação ou governar sem ela, pois assim terá que ceder e ter em conta outras políticas. Por vezes nem isso é possível fazer uma coligação e governar na dependência do voto parlamentar é a única solução que é também a mais democrática.

Além disso, os grandes partidos costumam atrair a si grupos de interesses que influuenciam a orientação da governação e isso chama-se de corrupção. Ora aí está mais uma razão para não se votar massivamente num qualquer partido.




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