Terça-feira, 30 de Junho de 2009

O CASO MAIS ESCANDALOSO

O caso mais escandaloso é o da omissão da actuação do regulador do Banco de Portugal no relatório preliminar da Comissão Parlamentar de Inquérito np caso BPN, o senhor Vítor Constâncio que, toda agente viu, foi bem apertado durante várias horas e acusado pela oposição. Não admira: a autora do relatório que era suposto relatar com verdade o que aconteceu, através das actas, é uma deputada do PS, isto é, do mesmo partido de Constâncio que se revelou pouco 'constante' no caso da supervisão.

Assim vai este país: cada vez mais desacreditado.

E ainda querem que o Sócrates continue?

&

A CENSURA CONTINUA

 

Toda a gente sabe que a Ponte 25 de Abril foi feita numa noite. Todos gostam de a atravessar mas muitos portugueses acham que ela não foi construída pelo ditador Salazar. Por isso, lhe mudaram o nome.

O Hospital de Santa Maria, não se sabe quem descerrou a lápide evocativa, nem em que data foi inaugurado. Porque o censura da democracia do 25 de Abril retirou esses  elementos que constavam. Para que não houvesse lembrança de quem (ou quens) o mandou construir.

De modo que a placa, expurgada dos elementos atentatórios, ficou assim, e é assim que se conserva, para gáudio dos 'precs' que ainda não acabaram:

 

Este edifício destinado à faculdade de medicina e ao hospital escolar de Lisboa foi solenemente inaugurado.

 

Toda a gente vê que a placa está incompleta: falta o agente da passiva (autor do 'atentado') e a data.

A placa, tal como era, à data da inauguração, rezava assim, quer gostem, quer não:

 

Este edifício destinado à faculdade de medicina e ao Hospital Escolar de Lisboa foi solenemente inaugurado pelo Presidente da República, general Higino Craveiro Lopes em 27 de Abril de 1953, vigéssimo quinto aniversário da entrada do doutor António de Oliveira Salazar para o governo da Nação.

 

Em Espanha o Sapatero, 1º ministro, está a apagar todas as referências que remetam para a obra e dignidade de Franco.

«Madrid tira a Franco os títulos honoríficos» - titula o D. N. de hoje.

O Franco deve ter dado muitas voltas no túmulo face a semelhante atitude, em sinal de protesto.

O Sapatero esquece que, se a sorte da guerra civil de Espanha tivesse virado para o outro lado, isto é, se os vermelhos vencessem, Espanha não seria o que é hoje. Nem Portugal, que apanharia por tabela o comunismo. Na verdade, no fim da guerra, os comunisttas é que mandavam no governo e passaram a última fase a assassinar os seus inimigos. do mesmo lado da barricada. Então, o sapateiro não seria o Sapatero, mas, talvez, algum sapateiro remendão...

Sei o que digo porque li recentemente três livros fundamentais sobre a guerra civil de Espanha. Que eu ainda tenho na memória, pois nasci junto à fronteira espanhola e lembro-me, era garoto, da pobreza dos espanhóis que chegavam a trazer castanheiros com raízes, para plantio, para trocar por comida. É a memória que tenho mais presente dessa época.

Vem a propósito referir que com Salazar passou-se quase o mesmo, «muttis mutandi» (Sapatero contra Franco): toda a gente lembra os defeitos e ninguém recorda que nos livrou da guerra, isto é, das garras de qualquer das partes em conflito. Ele soube jogar com um pau de dois bicos. Digo isto e não julguém que tenho ou tive simpatias pelo homem: ele prejudicou grandemente a minha carreira de estudos, quase me fez regressar à estaca zero, depois de ter uma quase licenciatura. Os que dizem mal dele não têm, muitos, nenhuma razão de queixa dele, vão na onda da maledicência e até, porque, tantos, nem nasceram no tempo dele, nasceram depois.

Ele teve o Cunhal na mão: se fosse assim tão sanguinário como os seus inimigos querem fazer crer, não o teria deixado fugir da prisão de Peniche, nem lhe teria consentido que estudasse na prisão e se formasse em diteito.

Mas não julguem que Cunhal era mais santo do que Salazar. Eles eram semelhantes: ambos eram pobres e assim viveram; ambos ambicionavam o poder; ambos eram ditadores e concentraram em si todo o poder; ambos eram muito recatados; ambos se fechavam na concha da sua privacidade; ambos eram honestos, nunca ninguém os acusou de terem roubado o erário público e ambos viviam frugal e honestamente, contentando-se com pouco. E digo mais: se Cunhal não tivesse enveredado pelo comunismo, estou em crer que essa alma de artista tinha estofo para ser um homem bom, talvez um santo!!!

Mas... como a política é a arte de estragar até os homens bons...

No entanto, se ele, Cunhal, chegasse a ser governo, estou convencido que hoje teria mais inimigos e maldizentes do que Salazar. Porque seria um ditador, deitaria abaixo todos os seus inimigos, encheria as prisões de criminosos e de opositores ideológicos, perseguiria a Igreja, defenderia as regalias para uma elite, a nata do partido, e os trabalhadores ficariam a trabalhar como escravos, ao abandono. Tal como na Rússia do Estaline e dos seguintes. Porque ele introduziria a filosofia política da castração das lioberdades como na Rússia, no nosso país. Felizmente, tal não veio a acontecer, embora tivéssemos estado á beira de acontecer.

&

VIVA O BENFICA! O BENFICA É O MAIOR!

 

Até parece que eu sou do Benfica - que não sou!

Mas hoje debate-se no Parlamento o Estado da Nação. Receio que este debate fique submergido pelo debate, bem mais importante, para os fanáticos e não só, do Benfica. Porque, neste momento, discute-se se vai haver ou não eleições. As televisões já deram larga fatia noticiativa nos seus programas. Amanhã é a vez dos jornais.

Neste momento, depois de breve intervalo, a internet garante que nõ vai haver eleições,para já. Uma providência cautelar suspende o acto eleitoral.

Amanhã, as primeira página de todos os jornais vão aparecer com grandes parangonas sobre este assunto.  E não faltarão futurólogos e artistas da palavra a dizer o que lhes vai na alma e na cabeça.

&

 

publicado por argon às 22:08
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