Terça-feira, 7 de Julho de 2009

PRÓS E CONTRAS

Ontem, à noite, assisti ao programa do 'Prós e Contras', na RTP1.

Aconteceu o que eu já esperava: que cada partido - e estavam nele representados todos os partidos com assento na Assembleia da República, defendeu a sua dama, de acordo com a sua ideologia.

O Governo esteve bem representaddo na bem conhecida lapa chamada Santos Silva. E defendeu bem o governo que representava, segundo a matriz autoritária e auto-convencida do patrão Sócrates.

A oposição atacou - era disso que se tratava, o governo e a sua obra de quatro anos, à frente do governo da Nação.

Há três maneiras de ver as coisas: vendo, apenas, o lado positivo e transformando tudo em sucessos sucessivos sucedidos sem cessar (Esta parte esteve entregue a Santos Silva);

há a outra face da moeda que consiste em ver tudo pelo olho crítico negativo - tudo o que o governo fez é de reprovar - disso se encarregou toda a oposição nas pessoas do Morais Sarmento (PSD),  Carlos Carvalhas (PCP); Nuno Melo (CDS) e Luís Fazenda (do Bloco de Esquerda).

Depois, há um terceiro modo de ver as coisas que o governo fez: elogiar as medidas positivas e criticar as negativas, apontando-as. Coisa que nenhum fez.

Três áeras de apreciação estiveram sobre a mesa pela moderadora Fátima Campos Ferreira: a Saúde, a Educação e a Justiça.

Depressa alguns entraram no caso do Relatório da Assembleia da República, condenando a actuação de Constâncio que, na afirmação verdadeira de toda a bancada da oposição, saíu ilibado, mal,  pelo Partido Socialista. E todos pediram a cabeça do regulador do Banco de Portugal que não regulou nada e merecia, segundo eles, ser demitido a obrigado a assumir culpas com as suas consequências. Aconteceu assim, fora da agenda, porque foram ontem apresentados os resultados do Relatório. Aqui, a oposição esteve bem e com razão, dirão todos os portugueses. O ministro apresentou argumentos de mau pagador.

Quanto à Educação, ela foi condenada 'in limine' por toda a oposição, por mais que o ministro falasse só (faccioso à maneira socrática, as manhas também de aprendem) de alguns aspectos positivos e deixando no esquecimento voluntário os casos mais polémicos. Não falou que o governo, pela mãozinha destruidora da ministra da educação, quis impor uma reforma contra a classe de todos - TODOS, os professores na questão da Avaliação e no Desempenho. Ignorou a rua protestativa que juntou quase todos os profes.

Nada mais falacioso do que puxar por números, a maioria de cor, coisa que não há possibilidade de controlar. Por isso, não é de acreditar nos que o ministro debitou, todos astronómicos, se se tratava de casos positivos e pequeninos, se pelo contrário.

Quanto à Saúde, as coisas processaram-se de modo análogo, bem como quanto à Justiça: oposição ao ataque, ministro à defesa.

Em resumo, diremos que houve um empate técnico de zero a zero, quero dizer, era melhor não ter havido debate: tudo ficou como dantes. O desempate será feito no dia 27 de Outubro nas eleições.

Os portugueses não voltarão a querer  um governo de maioria absoluta. É que este modo de (des)governo do posso, quero e mando, é pernicioso para a democracia e mais quando aparece, vindo lá das berças, com falta de qualificações e cheio de animosidade e teimosia, um ser como o Sócrates que vive num mundo virtual, num país de sonho, onde tudo é cor de rosa e lindo, um mundo à parte e oposto ao da realidade que os portugueses estão vivendo. É que o poder não cortompe só, também desfigura a realidade.

A concluir, direi:

AFINAL, ESTE GOVERNO GOVERNOU BEM, MESMO MUITO BEM!

 

segundo aquele aforismo que diz que «governar é decontentar»,

ESTE GOVERNO CONSEGUIU UMA PROEZA QUE HÁ-DE FICAR PARA A HISTÓRIA:

 

Conseguiu descontentar todas as classes profissionais porque governou:

- contra os agricultores (destruiu a agricultura)

- contra os profissinais da educação (vulgo, professores) destruindo a escola que, segundo António Barreto, socialista insuspeito, ficou pior depois destes quatro anos de destruição.

- contra os magistrados - lembram-se que Sócrates parecia um touro: a primeira classe a ser escorneada foi a dos juízes, acoimados de privilegiados, que tinham férias judiciais excessivas - quis nivelá-los com as classes trabalhadoras, com o povo.

- contra os reformados;

-contra os pescadores (perdão, já não há a classe pescadores - a pesca é um assunto varrido da gíria governamental, um desconchavo num país essencialmente marinheiro que pelos mares nunca dantes navegados, levou a descoberta de novos mundos dados ao mundo e espalhou a civilização pelos quatro cantos do mundo. E ficámos como os maiores!

- contra os funcionários públicos;

- contra as forças de segurança

- contra os guardas prisionais;

- contra a classe médica;

- numa palavra, contra todos os portugueses.

Houve, da parte de Fátima campos Ferreira um descuido: a certa altura parecia que não havia ali ninguém a moderar. Deixou falar de mais Carvalhas e de menos Nuno Melo, o deputado mais bem informado e mais actuante da audição do governador do Banco de Portugal no caso BPN.  Nuno Melo, o mais truculento com um discurso vivo, acutilante, com argumentos mais válidos, para se opor ao branqueanto do Banco de Porytugal, do relatório do Inquérito ao caso BPN - ia cilindrando o ministro. Mas Fátima, à boa maneira a que a RTP1 nos habituou (amanhã, vai à Assembleia da República Carlos Alberto Carvalho explicar porque deu menos oportunidades de intervenção via RTP ao PSD, escândalo notório)  tirou-lhe a palavra - convinha salvar o ministro!...

E, agora, um conselho a Fátima Ferreira:

uma moderadora ou moderador, nunca deve deixar fazer três coisas:

1. Que um participante dialogue com outro (neste caso, um da oposição com o ministro) - deve ser sempre através do moderador;

2. Não deve consentir NUNCA que duas vozes opostas ou não, de sobreponham; cada um dos participantes deve falar sem interrupção alguma, até que3 a moderadora, o interrompa e mude de interlocutor. Mas empre comcuidado, deixando que o falante conclua, com brevidade, o seu raciocínio.

3. Deve dar o mesmo tempo de intervenção a cada um dos intervenientes (Nuno Melo ficou muito prejudicado).

 

SÓCRATES DIRÁ À OPOSIÇÃO E AOS PORTUGUESES, (LÁ PARA ELE):

 

QUANTO MAIS ME (DE)BATES, MAIS GOSTO DE MIM!

&

publicado por argon às 09:55
link | comentar | favorito

.Argon

.pesquisar

 

.Maio 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. QUERO SER UMA TELEVISÃO

. O ANDARILHO VAGAMUNDO

. BODAS DE OURO MATRIMONIAI...

. A GUERRA MODERNA POR OUTR...

. DEUS, SUA VIDA, SUA OBRA

. UM CONTRASTE CIONTRASTANT...

. FALEMOS DE LIVROS

. TENHO UMA PALAVRA A DIZER

. AS CINQUENTA MEDIDAS - UM...

. O SÍTIO ATÉ ERA LINDO...

.arquivos

. Maio 2012

. Janeiro 2012

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Maio 2008

. Fevereiro 2008

.favorito

. QUERO SER UMA TELEVISÃO

. O ANDARILHO VAGAMUNDO

. BODAS DE OURO MATRIMONIAI...

. A GUERRA MODERNA POR OUTR...

. DEUS, SUA VIDA, SUA OBRA

. UM CONTRASTE CIONTRASTANT...

. FALEMOS DE LIVROS

. TENHO UMA PALAVRA A DIZER

. AS CINQUENTA MEDIDAS - UM...

. O SÍTIO ATÉ ERA LINDO...

blogs SAPO

.subscrever feeds