Sábado, 11 de Julho de 2009

CUIDADO COM OS LARÁPIOS

Hoje, vou apresentar três casos, dois que aconteceram ontem e um hoje. Fui protagonista de um, tocou-me outro familiarmente e tive conhecimento directo do terceiro, o mais garve.

É por este que eu começo. E deixo os outros dois para amanhã.

 

1. Ontem recebi um telefonema da dona de uma ourivesaria, viúva, com a qual não falava há vários meses. Esteve a falar comigo durante mais de meia hora. E para justificar a falta de notícias, contou-me o que lhe aconteceu há dois meses.

Dois brasileiros esperaram a senhora à porta de casa e raptaram-na. A intenção deles era (foi) exigir que ela lhes entregasse as chaves da ourivesaria. Meteram-na no carro em que se transportavam e levaram-na para uma zona erma e ataram-na a uma árvore e lá a deixaram, depois de , pelo caminho, a terem esmurrado e lhe terem dados outros maus tratos. Depois de a deixarem presa à árvore, dirigiram-se a Lisboa, na Baixa, ao local onde a senhora tem a loja de venda de artigos de ouro. com as chaves em mão.

Ela conseguiu libertar-se, roendo com os dentes as cordas a que estava amarrada. Toda andrajosa, desfigurada e muito conspurcada, chegou a uma estrada próxima e nenhum condutor parava para a socorrer. Até que chegou um taxi que se negou a transportá-la e só o fez por ter pena da senhora que chorava como uma criança. Levou-a à esquadra mais próxima e a esquadra da Gomess Freire encarregou-se da ocorrência e mandou alguns homens para a porta da ourivesaria. Quando os ladrões chegaram, desconfiaram que aqueles homens vestidos à paisana fossem polícias e fugiram

A senhora ficou ferida, foi parar ao hospital onde esteve internada não me lembro  quantos dias, e ainda hoje sofre as sequelas físicas e as psicológicas daí resultantes. Vive apavorada, toda a gente lhe parece de temer, não se encontra segura e vive um drama cada dia que passa.

Ela relatou-me o negócio da loja citando-me todos os pormenores em números de compra e venda e lucros das transações, bem como os picos de maiores vendas num só dia, com este género de negócio - um negócio chorudo, mas de alto risco, que envolve milhões por ano e mais, agora, em época de crise. Disse-me quanto tem que pagar por mês aos seguranças permanentes que tem junto da porta da loja, os milhares de impostos que pagou. Ela diz-me tudo o que se passa com ela, até coisas confidenciais porque tem confiança em mim. Eu conheço bem a vida dela com bastante pormenor porque ela se abre comigo e me conta tudo. Eu ia ouvindo e ia-a animando mas as minhas palavras de pouco lhe podem valer. Brevemente, conto visitá-la na sua loja, na Baixa de Lisboa.

Para finalizar, direi que muitos crimes e raptos se praticam em Portugal, sem que o público tenha conhecimento. Este caso, por exemplo, não veio relatado nos jornais.

2. A casa da minha filha mais nova, que vive em Algés, foi assaltada pelos rarápios. Levaram-lhe u portátil e uma Plastation3. Não quiseram mais nada. Quando ela regressou a casa às 04 horas da manhã, é que deu conta da ocorrência. Julgo que até foi bem, ou menos mal, ela não estar em casa quando a assaltaram. Penso que os ladrões teriam entrado e escolhido esta casa, de preferência, porque julgaram que iam assaltar a vivenda de alguma viúva rica, dado o facto de a casa ser uma vivenda incrustada numa das mais movimentadas ruas de Algés. Enganaram-se e, talvez por isso, para deixarem a lembrança da sua fugaz presença, levaram-lhe os objectos citados. A polícia esteve no local mas, até esta data, nada se apurou.

 

3. Eu ia a caminho dos CTT para meter uma carta quando, depois de atravessar uma rua, passa por mim um carro com dois cavalheiros lá dentro. Parou e o pendura perguntou-me:

- Não me conheces? (Assim, tratando-me por tu, para encurtar distâncias e obter o que pretendia, mais facilmente). Eu respondi que não.

- Então, não te lembras de teres estado com o meu pai Anastácio naquele almoço?

- Não, não me lembro. <era tudo mentira. Sabes, aqui o engenheiro, - referia-se ao condutor, vai abrir um restaurante e quero dar-te um cartão. És convidado. E vai lá, também, o Fernando Seara ( presidente da Câmara Municipal de Sintra).

Seguidamente, abre o capô e desembrulha, de uma bolsa, uma máquina de filmar (que, ao que suponho, devia ser muito rasca ou avariada).

- Esta máquina é para ti. Tens netos?

- Sim, tenho dois de três e de 16 anos.

- Então a máquina é para ti ou o teu neto de 16 anos?.

Antes que eu respondesse, mostrou-me dois relógios dentro de uma caixa. Também eram para mim!

A seguir diz-me: - Tens que dar xis em euros, não me lembro de quanto me pediu. Vamos para o Algarve e é para ajudar a pagar ao gasóleo. Aí, eu disse-lhe que não, que não estava interessado. Ele, então, entrou no carro e  dasapareceu. Teria ido a enganar outro potencial freguês. É claro que essa coisa de me entregar um cartão-convite era patranha. Dissera que ia dentro da máquina. O que era mentira. Não havia cartão nenhum.

Só depois me lembrei que cometi um erro: não tirei a matrícula do carro do burlão

Mas, a comparar com os casos 1 e 2, fui, apenas, abordado por dois burlões que não me fizeram nenhum mal, nem me provocaram qualquer dano.

&

publicado por argon às 21:38
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