Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

O SENHOR B. B.

 

1. O SENHOR B.B.
 
Chama-se Baptista Bastos. Não perco nenhuma crónica dele no Diário de Notícias. Por isso, estou bem informado sobre o tipo de personagem que ele é. Escreve bem, mas os assuntos variam pouco. E a forma de linguagem e os temas são sempre os mesmos. Ele, sendo do PCP, está tudo dito. Julgo que só variaria de discurso 180 graus, entoando hinos à virtude, se Portugal fosse governado pelo seu partido.
É um daqueles escritores que só gosta de dizer mal. De todas as correntes de governo e de opinião que se opõem às ideias dele e do seu partido, cuja cassete já todos conhecemos e que é sempre a mesma. É um muito convencido. Que ele é que sabe. Os outros são uns ignorantes. Dá pancada no governo e na oposição, entenda-se, PSD. Nunca criticou o BE, nem o PC.
Ora, digo eu, se ele é que sabe como é, se ele é que sabe quais são os podres do país e das ideologias dos partidos que o sustentam, se ele é que sabe como se deve governar, acho que devia ser obrigado a governar este país. Porque ele é que sabe. Os outros são uns ignorantes. Esquece-se que é fácil criticar, mas difícil governar.
Há tempos escreveu um artigo a chorar baba e ranho a favor dos coitadinhos dos palestinianos do Hamas e de uma menina que morreu às mãos dos israelitas. O texto estava de tal modo construído, que bastava substituir a última palavra – o nome da menina, pelo de uma menina israelita para virar o texto de patas ao ar. E suscitaria a mesma verve de protestos e comiserações. Ela era do Hamas. Mas toda a descrição assentava que nem uma luva se se tratasse de uma menina israelita. Porque o que aconteceu a essa menina tem acontecido com as vítimas israelitas, mortas pelo Hamas. E ele nunca lastimou as vítimas israelitas.
Li muitas vezes este faccioso condenar Israel pelas guerras e morticínios contra o Hamas e nunca o vi derramar uma lágrima pelas vítimas dos israelitas, levadas a cabo pelo sacrossanto Hamas.
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2. NÃO HÁ RAPAZES MAUS
 
Morreu o senhor Palma Inácio. E toda a comunicação social embandeirou em arco a louvar as suas virtudes. Chamam-lhe, mesmo, um herói. Mas herói porquê? Porque desenvolveu  acções revolucionárias contra a ditadura de Salazar e contra este, para o derrubar. Já li que praticou uma façanha digna de louvor porque assaltou o banco da Figueira da Foz. Esqueceram-se de dizer que não fez mais do que prejudicar o país, roubando o que era dos cidadãos. Malbaratou o dinheiro e esteve preso, por tudo isso. Valeu-lhe o 25 de Abril que o libertou da prisão e lhe restituiu a liberdade. Seríamos tentados a dizer que merece parabéns por ter fundado um partido. Mas não os merece porque fundou o LUAR, um partido revolucionário, de cariz anarquista, porque ele nunca soube viver em democracia. E, dentro do partido tem uma folha de serviços de crimes e destruições. O mais grave e notório é que ele nunca construiu nada de positivo, andou sempre a destruir. Apesar disso, o inefável e ingénuo Sampaio no ano 2000 distinguiu-o com a Grã-Cruz da Ordem e da Liberdade. Ele que lutou sempre contra a ordem e a liberdade! Devia era ter-lhe concedido uma Grã-Cruz da Desordem e da Inlibardade. Sampaio fingiu que não conhecia o distinguido, ou quis ocultar as suas diabruras façanhudas e distinguir o que há de bom no fundo de cada um de nós. Há muitos mais portugueses que levaram e levam uma vida de sacrifício a ajudar desinteressadamente o próximo que ele esqueceu. Vejam lá se o Sampaio e outros Sampaios se lembrou de condecorar estes beneméritos da sociedade. É por isso que a política é a arte de enganar os povos e de os iludir. Mas o povo não se deixa enganar! Sampaio quis transformar o Palma dando-lhe a palma de uma homenagem que ele nunca mereceu, porque lutou sempre apostando em causas perdidas, à partida. Será por isso que o chamam de herói?
Recebeu agora os maiores elogios de Mário Soares, de Almeida Santos e outros PSes. Foi pena que o tenham abandonado na velhice. Segundo li, mal recebia para comer. Uma injustiça que estes homens cometeram contra ele. Se, afinal, tanto combateu pela liberdade do país, se era assim um tão grande patriota como dizem, porque não o ajudaram a levar uma velhice com dignidade? São assim os nossos políticos! Que choram lágrimas de crocodilo enfartado e não protegem um homem como este. Que se ele fosse político ou tivesse lutado por isso, podia, antes de morrer e depois de ter abandonado a vida activa, ter gozado os chorudas reformas douradas, como outros que por aí andam.
Para terminar, direi: afinal, para quê lutar contra tudo e contra todos se, o lutador, neste caso, Palma Inácio, nunca fez nada de bom a seu favor e só se prejudicou a si e aos outros? Nunca genhou nada com os seus actos revolucionários. E a pergunta é esta: valerá a pena lutar assim, como Palma Inácio!
Que respondam aqueles que lhe gabaram os feitos e que nunca o protegeram.
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3. A LIÇÃO DE SUSAN BOYLE
 
A vida da cantora Susan Boyle é a da vitória contra o preconceito. Os ingleses, todos à uma, gritaram, na fase de apresentação dela na televisão, num célebre concurso, contra esta mulher. Diziam que ela era feia, não andava nas colunas sociais, não pertencia à nata do jet-set que não sabe fazer nada, não era elogiada pela comunicação social. Mas ela teimou e venceu.
No entanto, depois de a verem actuar e, sobretudo, depois de lhe escutarem a voz magnífica, renderam-se e começaram arrepender-se do mal que lhe tinham feito. Então, passaram a elogiá-la e a ter orgulho dela.
Quantas Susanas existem por aí, reféns dos novos preconceitos? Quantas pessoas que consideramos ridículas, escondem riquezas invejáveis? Condenamos sumariamente as pessoas, sem antes tratarmos de as conhecer, exaltando os valores que elas representam. e as qualidades que têm.
Esta história serve de exemplo. Uma mulher, mais que ignorada, desprezada, deu a volta por cima. Por isso, o «The Gaurdian» pergunta: «ela é feia, ou somos nós?»
Ela alcandorou-se, mercê da sua teimosia e do seu talento,aos ugres cimeiros da glória e da exaltação. Chegou a ser recebida por Obama que a homenageou porque ela, embora feia, sem a fama de outras de menores qualidade do que ela, conseguiu impor-se aos ingleses e ao mundo que lhe não regatearam hossanas.
É a destituição da mania preconceituosa que diz que uma rapariga, para ser grande, famosa e receber os aplusos do público te ter a bênção das televisões, tem que ter uma carinha bonita, medir não sei quanto de peito, de cintura e de «bunda»
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publicado por argon às 14:30
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