Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

A GRIPE «A» EM PORTUGAL

 

 
 
 
Os vários países do mundo foram surpreendidos pelos perigos da gripe A – doença que, sorrateiramente, se propagou com força epidémica. Com receios de propagação em larga escala, puseram-se de sobreaviso e precaveram-se contra as possibilidades de contágio. Não faltou informação e alertas de todo o tipo, com o fim de evitar-se que a epidemia degenerasse em pandemia.
Em Portugal, o Governo e toda a comunicação social acharam tratar-se de um assunto grave e urgente que convinha prevenir, logo na origem, alertando para os seus efeitos perniciosos de alastramento, à semelhança do que fizeram todos os governos dos outros países. Sabemos que todos os países procuraram prevenir-se e preparar-se para o pior que poderia vir a acontecer, dadas as características de propagação da doença. Só não sabemos quais foram as estratégias montadas, apenas que procuraram encomendar vacinas para combaterem mais eficazmente o flagelo.
As notícias previam um alastrar a nível global, falando-se, mesmo, em milhões de possíveis infectados, com muitos milhares, senão milhões, de mortos. Felizmente, as coisas não chegaram a este ponto, mas no nosso país a publicidade à doença e ao número dos doentes contagiados, embora em número pouco significativo, em vez de sossegar, alarmou toda a gente. Contabilizavam-se todos os dias os casos, deles se dava conta nos jornais e na TV, faziam -se todos os dias prognósticos e recomendações para diminuir os casos de propagação da doença. À semelhança de outros países, encomendaram-se vacinas, nalguns países em quantidades industriais. Entre nós, não ficámos atrás e tanto a comunicação social, como o governo desdobraram-se em informações abundantes e o governo todos os dias nos falava em termos de alarme sobre o agravamento progressivo da doença. A ministra da gripe A, todos os dias e a todas as horas, na televisão, fazia o ponto da situação e pormenorizava a situação clínica de um ou outro doente in articulo mortis, isto é, em perigo de vida. Todos os dias contabilizava os infectados, recomendava as mais simples medidas de prevenção, com um discurso incomodativo, repetitivo, entediante. Cheguei a perguntar a mim mesmo se uma ministra não tinha mais nada que fazer do que aparecer todos os dias em todos os canais da TV a responder às perguntas incessantes e teimosas dos vários jornalistas, como se ela tivesse uma varinha de condão que nos livrasse de semelhante situação, dando eles a entender que, tendo a ministra todos os dias dados novos, não poderiam perder o comboio da informação clínica atempada. Diga-se, de passagem, que se exagerou na intervenção e que as informações deviam ter sido prestadas pelos médicos ou pelo Director-Geral de Saúde, uma vez ou outra, quando e se os casos o justificassem.
Isto foi o que se passou entre nós: um rodopio, uma roda-viva a informar os portugueses com um processo contabilístico contraproducente que não merecia tanta azáfama e espavento.
Afinal, esta gripe, felizmente, e não teria sido tanto pelos cuidados de prevenção, ainda não matou nenhum português e, em todo o mundo, as mortes não chegam aos cinco milhares. De notar que morrem mais condutores nas estradas por acidente e a gripe sazonal que ataca todos os anos um milhão de portugueses, faz mais vítimas do que fez a gripe A. Sou um leitor visual atento sobre a situação, li tudo o que se publica sobre o assunto.
Por exemplo, no Correio da Manhã do dia 15.09.09, na 1ª pág., podia ler-se:
«Director-Geral de Saúde prevê mortes associadas à gripe A e dois anos de crise pandémica». «Garante que não vamos continuar a ter uma taxa de letalidade zero e vamos ter o colapso de alguns serviços». Informação mais desastrada seria impossível!  
Pela primeira vez, muito recentemente, li no jornal Público um artigo de um ex-político, ex-ministro do governo PS, economista renomado, professor universitário e colaborador habitual do jornal que coincide com a visão que eu, passado algum tempo, sempre tive da coisa.
Escreve: «Outro exemplo de manobra táctica deste governo (com tácticas de curto prazo, em oposição a estratégia, de longo prazo), mas que resultou em pleno, foi o empolamento do problema da gripe A. Visitei Nova Yorque em Agosto, comprei o New York Times todos os dias e não me apercebi de nenhuma notícia sobre a gripe A. E estava atento. Nas conversas com amigos americanos que visitei, nunca apareceu o tema da gripe A e, quando eu propositadamente o trazia à baila, ficavam surpreendidos com a conversa. Em Londres, passa-se o mesmo: ninguém fala do assunto. E noutras capitais importantes, onde tenho conhecidos e amigos, a gripe A é uma não-notícia.»
O governo que temos fez desta não-notícia um empolado problema, sendo um não problema, como se está notando. A ministra todos os dias dava a situação clínica de uma mulher em estado de coma, mas se morresse, não seria por causa da gripe A. A gripe A, de que falava a ministra já encontrara a doente acamada, embora a informação desse a entender que seria por isso, ao associar a doença desta senhora à  gripe A.
Apesar de tudo isso, encomendaram-se vacinas que terão que ser dadas a quem talvez as não precise, para não serem deitadas ao caixote do lixo. Pela evolução que a doença está a ter, dar a vacina em larga escala a quem a não precise será o mesmo que deitar dinheiro fora, numa altura de apertos financeiros que vivemos.
Recordam-se da gripe das Aves que fez parangonas nos jornais durante tempos infindos? Hoje, já ninguém fala dela. Matou 250 pessoas em todo o mundo, no espaço de dez anos. A gripe A segue o mesmo caminho publicitário e há quem pergunte: o que se esconde por detrás da Gripe A que já fez vender milhões de vacinas Tamiflu aos países asiáticos? Entretanto, a farmacêutica Roche, produtora do Tamiflu que já matou várias pessoas no Japão, já deu milhões de dólares de lucro. Dai o facto de haver quem diga que a verdadeira pandemia é de lucro, dos enormes lucros destes mercenários da saúde.
Por outro lado, na África, morrem todos os anos milhões de pessoas infectadas pela malária, pela sida e pela tuberculose. Resolvia-se o problema da malária com uma despesa mínima, com a simples compra de mosquiteiros que custam uma bagatela!
E os países mais ricos fazem pouco caso disso, porque não lhes bate à porta e estes países ficam muito longe. Nesta linha de ideias, Jacques Attali, escreve no Express: «Acaba de se encontrar num mês pelo menos 4000 biliões de dólares no mundo para os bancos (defraudados pelos «banksters») e nunca foi possível arranjar somente 20 para lutar eficazmente contra a fome no mundo, (...) ou generalizar o microcrédito aos 600 milhões de famílias que têm necessidade de ajuda».
 Assim vai o mundo com a notícia da propagação da gripe A, baseada no medo e na paranóia. E assim vai este país por causa da táctica eleitoralista do governo de Sócrates, governo que, felizmente, acaba de ser substituído por outro.Minoritário, sem a filosofia do «posso«, «quero» e.«mando».
Em tempo:
Os laboratários ganharam com a gripe «A», cinco mil milões de euros. Não foi só Portugal que encomendou vacinas a msis, em quanitdade industrial. Também a Açemanha e outros. Todos pretendem vender os excedentes. e Portugal também está a braços com vacinas a mais. Será por isso que querem vacinar todas as crianças'? É o que se diz. e até há quem dissesse que a gripa «A» foi inventada pelos laboratários. o dfifícil é fazer a recolha de prova e provar.
*
publicado por argon às 16:51
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